3 de maio é o Dia Mundial da Asma

Asma não controlada limita qualidade de vida dos doentes.

Artigo de opinião de Mário Morais de Almeida, médico e presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos.

Artigo de opinião de Mário Morais de Almeida, médico e presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos.

Em todo o mundo, entre as várias doenças alérgicas crónicas, a asma é a que causa mais preocupação, quer nas pessoas afetadas quer na sua família. Em Portugal, estima-se que cerca de um milhão de pessoas tem asma, com sintomas que variam de formas ligeiras a quadros muito graves, dificultando uma qualidade de vida razoável.

A tosse, a dificuldade em respirar, a pieira ou chiadeira no peito, o cansaço ou o aperto do peito, são sintomas típicos desta doença. As queixas podem ocorrer por várias causas como alergias aos ácaros do pó ou aos pólenes, por infeções, com o exercício físico, com a ansiedade e o stress ou com mudanças súbitas das condições meteorológicas.

A asma surge frequentemente na infância, embora possa manifestar-se em qualquer idade. Infelizmente falta com frequência o diagnóstico, isto é, o reconhecimento das queixas que poderiam levar à indicação de um programa de prevenção, com a utilização de medicamentos, entre outras medidas. Por outro lado, quase metade dos doentes já diagnosticados estão mal controlados. E para controlar melhor é preciso tratar melhor e, infelizmente, quase 80 por cento dos casos de asma grave não cumprem bem a medicação ou não têm acesso à medicação mais eficaz!

Quando a asma não está controlada, os doentes sentem uma limitação da sua qualidade de vida, sendo a doença causa frequente de faltas à escola ou ao trabalho, recursos ao serviço de urgência e internamentos hospitalares. Por isso, se toma medicação de crise (“SOS”) mais do que uma vez por semana, se tem mais do que uma noite mal dormida por mês e mais do que uma crise asmática por ano é possível que a sua asma não esteja controlada, pelo que deve consultar o médico.

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Para aumentar o diagnóstico e controlo desta doença, a Associação Portuguesa de Asmáticos vai promover uma campanha de sensibilização para a asma grave, com o mote “Eu tenho a asma grave na mão”. A iniciativa insere-se nas comemorações do Dia Mundial da Asma que se assinala a 3 de maio.

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Estima-se que a asma afete cerca de 700 000 portugueses, estimando-se que 10 por cento correspondam a casos de asma grave, os quais são responsáveis por mais de 50 por cento dos custos totais desta doença. Esta doença é ainda responsável por mais de 50 mil hospitalizações/ano na Europa.

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A Associação Portuguesa de Asmáticos tem como objetivo chamar a atenção dos doentes, profissionais de saúde e do público em geral para a asma como um problema global de saúde pública, aumentando a literacia sobre esta importante doença. Para mais informações consulte: www.apa.org.pt ou https://www.facebook.com/APAsmaticos/

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