ACCRM homenageou memória de Feliciano Júnior

No seu II Encontro de Coros Mistos ACCRM prestou homenagem póstuma a António Machado Feliciano Júnior

O Coro do Círculo Cultural Scalabitano, de Santarém, dirigido por António José Cunha Matias.

O Coro do Círculo Cultural Scalabitano, de Santarém, dirigido por António José Cunha Matias.

O Centro Pastoral de Rio Maior recebeu em 19 de março de 2017, um domingo, o II Encontro de Coros Mistos da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior (ACCRM).

Foi um encontro de apenas dois coros, ao contrário do primeiro que envolveu quatro. Explicou Samuel Martins Pinheiro, presidente da ACCRM, que outros coros não tiveram possibilidades de estar presentes. Valeu pelas ausências o Coro do Círculo Cultural Scalabitano, de Santarém, dirigido por António José Cunha Matias, que rubricou uma exibição de excelência reconhecida tema a tema com prolongados aplausos.

Luís Gamboa Ferreira regeu o Coral Canto-Rio que é agora o nome do Coral da ACCRM.

Luís Gamboa Ferreira regeu o Coral Canto-Rio que é agora o nome do Coral da ACCRM.

Luís Gamboa Ferreira regeu o Coral Canto-Rio que é agora o nome do Coral da ACCRM.

No intervalo entre as atuações dos dois agrupamentos foi prestada homenagem à memória de António Machado Feliciano Júnior, recentemente desaparecido, que foi um dos sócios fundadores da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior. Foi um momento tocante.

Assistiam ao Encontro de Coros Mistos a viúva do malogrado diretor do jornal Região de Rio Maior, Lurdes Feliciano e a irmã de Feliciano Júnior.

Isilda Soveral.

Isilda Soveral.

“O que aqui se passou”, comentou Isilda Soveral, referindo-se à atuação do Coro do Círculo Cultural Scalabitano, “foi arte; deram de comer a quem tem fome, a nível cultural”.

Isilda Soveral, só, no palco, estabeleceu um paralelo entre o ser e o estar do professor e os ensinamentos da fé católica que ele sempre procurou seguir, dando alguns exemplos da sua postura na comunidade. Era a humildade assumida mesmo quando fazia grandes coisas. “Era um homem de Deus mas que se revia nos outros homens”, afirmou.

António Feliciano Júnior foi um professor que trazia consigo as preocupações dos que frequentavam a escola.
Era um fazedor de arte – teatro, cinema…

Era um homem de valores, um homem da sua terra de valores.”

Isilda Soveral, sua amiga de longa data, falou do gosto que ele tinha pelo colecionismo, “fazia exposições de tudo que achasse ter interesse para o conhecimento”. E manifestou a esperança de que algum dia, alguém junte e classifique tudo o que colecionou, escreveu, fotografou e filmou para que a comunidade usufrua do esforço que ele fez para se lhe dar. “Nem todas as terras produzem um António Feliciano – um homem de paz, de ternura”, concluiu.

Lurdes Feliciano.

Lurdes Feliciano.

A Associação depositou depois, no regaço de Lurdes Feliciano, profundamente emocionada tal como a sua cunhada, um lindo ramo de flores.

O CantoRio preencheu então a segunda e última parte do II Encontro de Coros Mistos da ACCRM.

Joana Oliveira foi brilhante.

Joana Oliveira foi brilhante.

Uma nota final, com elogio, para o início do concerto: a atuação, brilhante, da jovem Joana Oliveira, cantando a solo e acompnhando-se à guitarra. Um momento alto, aquele rubricado pela aluna do polo da Escola de Música da ACCRM na Ribeira de S. João.

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