Alimentação e Câncer

O câncer é uma das doenças mais temidas.

Texto: Garcia Cruz.

Texto: Garcia Cruz.

Apesar de serem cada vez mais os exemplos de cura ou de longa sobrevida, é imperioso investir mais na prevenção. Bons hábitos de vida, nomeadamente no plano alimentar, são, quase sempre, um importante contributo para evitar esta e muitas outras doenças, sobretudo quando a vida ainda vai a meio ou nem aí chegou. Por outro lado, quando a doença se instala, rever e alterar hábitos é igualmente importante como forma de ajudar no combate ao temível invasor (doença).

Hipócrates (pai da medicina), já dizia, quatrocentos anos antes de Cristo “que o teu alimento seja o teu primeiro medicamento”. A medicina e a vida evoluíram muito e nesse percurso nem tudo foi bom. Durante muitos anos desprezaram-se ou esqueceram-se ensinamentos importantes e de valor intemporal. Há ainda hoje, muitos médicos (uma das classes profissionais com menor esperança média de vida) que, aos doentes de câncer, dizem poder comer de tudo ou fazer a sua vida normal, sem saberem sequer que tipo de vida eles têm. Com esta informação e em processo de ansiedade aumentada, muitos deles continuam com hábitos pouco saudáveis.

Felizmente, no que aos alimentos diz respeito, cada vez mais estudos têm permitido concluir que o que comemos tem uma importância determinante para a nossa saúde. É certo que a alimentação moderna não tem a qualidade de outrora. A carne é produzida rapidamente de forma pouco natural, o peixe contém metais pesados, os ovos vêm de galinhas stressadas, o leite contém antibióticos, os vegetais e as frutas têm insecticidas e pesticidas, a água já foi bem melhor, o pão é apenas amido, o açúcar (amigo do câncer) é refinado (sem valor nutritivo) e consumido em excesso, o sal é processado (privado de inúmeros minerais) e consumido em excesso, o álcool é consumido abusivamente, o tabaco, que é sempre maléfico, não é o de outros tempos (tem muito mais toxicidade), etc., etc. Pensando em tudo isto é caso para dizer que não é possível ser duradouramente saudável hoje em dia. Em parte será correcto esse raciocínio. Então, o que podemos fazer para alterar esta realidade? Podemos fazer muito. Existe ainda muito alimento de qualidade aceitável e até boa, a preços interessantes. Dá algum trabalho mas não é muito difícil encontrá-los. Diversifique também a alimentação, incluindo nas cores. Se come carne seja contido na dose (90 gramas diárias são suficientes). Relativamente ao peixe, privilegie peixes pequenos (têm menos metais pesados). Evite frituras e o reaproveitamento dos óleos usados para o efeito. Tenha cuidado com os cozinhados na brasa e os alimentos demasiado passados ou queimados (desenvolvem compostos cancerígenos). Evite charcutaria em toda a sua diversidade (é rica em sal, nitritos e outros conservantes e corantes). Evite o açúcar (doce veneno) e todos os produtos que o contêm (sobretudo bolos e sumos). Prefira, com muita moderação, o açúcar mascavado (é rico em minerais e vitaminas). Afaste-se de todas as comidas transformadas e embaladas. Nelas abundam os conservantes, corantes e aromatizantes. Beba água com ph superior a 7 (ver rótulo). Rejeite as gorduras trans. Seja contido no consumo de álcool e não beba habitualmente fora das refeições. Evite o microondas. Não abuse do café e deixe de fumar se ainda o faz. A tudo isto junte uma pitada diária de exercício físico, discipline o sono (é o melhor “medicamento” e é gratuito) e aprenda a respirar. Respirar bem é viver bem. Com estas boas práticas e um sorriso franco no olhar, seguramente que está mais protegido da esmagadora maioria das doenças, inclusive do câncer, essa doença da modernidade. É claro que de vez em quando pode fazer uns disparates (não monstruosidades). Um organismo saudável sabe lidar com eles sem sério prejuízo.

Respeite mais o seu corpo e sobretudo o de seus filhos. Eles merecem.

Obs.: texto escrito em desconformidade com o novo acordo ortográfico.

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