Aqui tão perto

Já vai na terceira edição o Festival Reverence em Valada, no Concelho do Cartaxo.

O Reverence Valada é o mais alternativo dos festivais rock, aqui tão perto. Um festival único, entre o Tejo e Valada, com um paredão pelo meio a evitar cheias de outros tempos. Durante um fim de semana, este ano de 8 a 10 de setembro, a vila é invadida pela tribo do rock, na mesma altura em que decorre a época alta da apanha do tomate. Cruzam-se nas estradas as caravanas, os carros, as carrinhas dos festivaleiros, os camiões da produção do festival e os tratores e camiões carregados de tomate, a caminho da transformação, que por aquelas zonas há searas a perder de vista. São dois mundos distintos que desde há três anos se encontram nesta altura em Valada.

O Reverence, idealizado e concretizado pelo inglês Nick Allport, com o apoio de uma vasta equipa, já vai na terceira edição, afirmando-se cada vez mais com uma identidade muito própria. Um festival sem massificação de gente, de comunicação e marketing, um festival com muitos estrangeiros, mas algo caseiro, semiprofissional. Cheio de natureza, junto ao Tejo, com algumas bandas marcantes da cena rock internacional, e muito importante, com muitas bandas portuguesas e oportunidades para projetos em fase embrionária. Para os mais atentos e interessados, apresenta-se sempre um cartaz alternativo e original.

The Damned.

The Damned.

The Raveonettes.

The Raveonettes.

Thee Oh Sees.

Thee Oh Sees.

Destacavam-se este ano os góticos The Sisters of Mercy, que desiludiram um pouco com duas guitarras e a voz de Andrew Eldritch em palco, mas com baixo e bateria em sons pré gravados. Apresentaram-se os genuínos punks The Damned, da fornada made in UK na segunda metade dos anos 70, assim como os muitos aguardados e históricos, verdadeiras lendas vivas, The Brian Jonestown Massacre com o seu rock clássico e psicadélico. Logo no primeiro dia, uma das melhores garage bands da atualidade, os Thee Oh Sees corresponderam a todas as expectativas. Os dois bateristas na frente de palco são uma explosiva  imagem de marca. Destacamos ainda os dinamarqueses The Raveonettes, os J C Satan, A Place to Bury Strangers, onde a destruição sónica dos instrumentos já não surpreendeu, antes foi surpresa terem aparecido a tocar no meio do público! Entre dezenas de bandas foi pena terem faltado os clássicos Killing Joke, num cartaz repleto de colheita nacional, entre as quais o projeto de Adolfo Luxúria Canibal, os Mecanosphére, e os muitos artistas que passaram pelo palco Indiegente, sob curadoria do radialista Nuno Calado. Pela madrugada havia sempre bandas em concerto mas também DJ’s para quem quisesse dançar um pouco… ou muito.

De referir também a zona de restauração, com muitas opções de street food, onde carrinhas e rulotes apresentaram variados menus, uma zona com uma feira de discos, roupas, artesanato e acessórios, e a extensa área de dois parques de campismo com excelentes condições.

Texto e fotografias: Manuel Silva

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