Aviso de subida das águas do rio Tejo

O Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém acaba de distribuir um Aviso à População, de subida das águas do rio Tejo nas próximas horas.

almourolSegundo o referido aviso:

— Decorrente da precipitação que se tem sentido no distrito mas essencialmente das descargas das barragens espanholas e portuguesas, os níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo têm vindo a aumentar podendo atingir os 2 000m³/s em Almourol, sendo expectável a sua ocorrência nas próximas 6 a 8 horas.

Perante uma subida gradual do rio Tejo, é avisada a população, particularmente a das zonas ribeirinhas, às quais o CDOS Santarém aconselha:

  • A retirarem, das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens;
  • A levarem os animais para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis;
  • A não atravessarem com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas;
  • A manterem-se informadas através dos órgãos de comunicação social ou dos agentes de Proteção Civil, desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens.

1ª ATUALIZAÇÃO

Na sequência da informação hidrológica veiculada anteriormente, o maior caudal lançado pelo conjunto das barragens com influência no rio Tejo foi de 1 669m³/s às 15 horas de hoje, 9/5/2016.

Estes valores vão manter-se nas próximas horas, situação que vai manter uma estabilização dos caudais no rio Tejo.

A jusante de Almourol ainda se vai continuar a sentir a subida dos níveis das águas refletindo o pico das descargas.

2ª ATUALIZAÇÃO

Ao princípio da noite, o maior caudal lançado pelo conjunto das barragens com influência no Rio Tejo foi de 2 060m³/s às 19 horas, tendo-se registado no ponto de Almourol, 1 390m³/s como valor máximo. A previsão era a de que estes valores se mantivessem nas horas horas seguintes, o que permitiria manter uma estabilização dos caudais no rio Tejo.

A jusante de Almourol ainda se iria continuar a sentir a subida dos níveis das águas refletindo o pico das descargas.

3ª ATUALIZAÇÃO (10/5/2016 – 7h00)

O maior caudal lançado pelo conjunto das barragens com influência no Rio Tejo foi de 1 830 m³/s às 23 horas do dia 9/5/2016.

Estes valores tem vindo a baixar nas últimas hora, situação que levará a uma ligeira diminuição dos caudais no Rio Tejo.

A imprevisibilidade da informação proveniente de Espanha, relativamente aos caudais lançados pelos mesmos, não nos permite ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém realizar uma previsão alargada, pelo que mantém o alerta para eventualidade de cheias.

4ª ATUALIZAÇÃO (10/5/2016 – 12h00)

Pela informação disponível, o CDOS prevê um ligeiro agravamento dos caudais efluentes das barragens, o que potencialmente, contribuirá para um pequeno aumento dos níveis.

Mantem-se o alerta para eventualidade de cheias.

5ª ATUALIZAÇÃO (11/5/2016 – 15h00)

Dada a precipitação que se continua a sentir, mas principalmente as descargas das barragens espanholas e portuguesas, os níveis hidrométricos do rio Tejo têm vindo a aumentar podendo atingir os 2 000m3/s em Almourol, entre as 21h00 e as 23h00.

Com a subida gradual do Tejo acentua-se a probabilidade de um episódio de cheia.5ª ATUALIZAÇÃO (11/5/2016 – 15h00)

6ª ATUALIZAÇÃO (11/5/2016 – 21h00)

Às 20h45 o rio Tejo já tinha galgado as suas margens na zona do Patacão/Alpiarça, inundando alguns campos agrícolas.

A previsão era a de que os caudais do rio Tejo mantivessem, assim, uma elevada probabilidade de cheia nas horas seguintes.

7ª ATUALIZAÇÃO (12/5/2016 – 10h00)

Dada a persistência do tempo chuvoso em Portugal e Espanha, as barragens apresentam valores de armazenamento muito elevados, situação que está a gerar um aumento dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo.

Mantendo-se a situação atual, prevê-se que os caudais lançados no Rio Tejo possam atingir os 2 000m³ por segundo em Almourol, ao longo desta quinta-feira.

Às 20:45h de ontem, o rio galgou as suas margens na zona do Patacão/Alpiarça, inundando alguns campos agrícolas e na zona da Quinta do Paúl, com os efeitos idênticos – inundação dos terrenos junto à quinta.

Registou-se também o corte:

  • do CM1 – Brôa – Golegã;
  • do CM7 – Paúl do Boquilobo – Riachos;
  • e do CM30 – Brôa – Azinhaga.
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