Desmaio em idade pediátrica pode predizer evento fatal súbito

Desmaio em idade pediátrica pode predizer evento fatal súbito

desmaio1Entre 15 a 25 por cento das crianças vão sofrer pelo menos um episódio de desmaio até à idade adulta. Os sintomas surgem com maior frequência no sexo feminino e a idade típica para o seu aparecimento é durante a adolescência.

A síncope é uma perda temporária de consciência, com inevitável perda do tónus postural, devido a uma diminuição transitória da irrigação cerebral. Caracteriza-se por um início súbito, curta duração e recuperação espontânea e total. A definição de síncope exclui outros estados de alteração da consciência como epilepsia, coma, entre outros.

Em relação às causas da síncope em idade pediátrica, José Diogo Ferreira Martins, coordenador da Unidade de Cardiologia Pediátrica do Hospital Lusíadas Lisboa, explica que “podem ser resultado de doenças cardíacas, como por exemplo uma arritmia ou malformação cardíaca presente no nascimento, mas, mais frequentemente, em cerca de 80 por cento dos casos, ocorrem devido a uma desregulação do sistema interno de controlo da pressão arterial e da frequência cardíaca”.

“Embora na maioria das vezes a síncope apresente um prognóstico benigno e seja de carácter esporádico, no grupo de crianças em que a causa do desmaio é cardíaca, este sintoma pode predizer um evento fatal súbito, sendo por este motivo uma causa frequente de ida às urgências e consultas de especialidade”, revela o Cardiologista Pediátrico.

“As crianças com episódios recorrentes de síncope devem ser avaliadas pelo médico assistente/pediatra e referenciados para avaliação por Cardiologista Pediátrico. Na consulta, avaliamos o doente, através da realização de eletrocardiograma e ecocardiograma e, em doentes selecionados, realizamos um teste de inclinação em mesa basculante, o denominado teste de tilt, que determina a causa dos desmaios”.

O tratamento varia de acordo com o diagnóstico mas para os doentes com síncope ou pré-síncope reflexa recorrente ou incapacitante existe um programa específico, da responsabilidade de Sérgio Laranjo, especialista nesta área e membro da equipa de Cardiologia Pediátrica do Hospital Lusíadas Lisboa: “o treino de tolerância ortostática é uma opção terapêutica eficaz, não invasiva e segura, com benefícios a longo prazo, permitindo não só uma melhor tolerância ao ortostatismo, diminuição da frequência dos episódios de desmaio e uma melhoria significativa na qualidade de vida dos doentes”, conclui este especialista.

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