Está em preparação o 1º Encontro de Estudos Riomaiorenses

Jorge Santos e Rodrigo Ezequiel.

Jorge Santos e Rodrigo Ezequiel.

O 1º Encontro de Estudos Riomaiorenses visa “promover a micro-história do concelho de Rio Maior”, tendo em conta as áreas do Ambiente, Arqueologia, Arquitetura, Artes (Dança, Escultura, Fotografia, Gravura, Ilustração, Música, Pintura, Teatro, etc.), Associativismo (Associações Recreativas, Sindicatos, etc.), Biografias, Cinema e meios Audiovisuais, Desenho Humorístico, Design, Estudos de Arte, Etnologia, História e Literatura.

Serão encontros “multidisciplinares” e “informais” que procurarão “servir de reflexão e facultar uma visão mais detalhada e profunda da história do concelho de Rio Maior”. A expectativa é a de que “o diálogo entre distintas áreas provoque um natural aprofundamento das variáveis envolvidas para uma melhor compreensão da atualidade riomaiorense”.
No seu facebook, os responsáveis pelo projeto explicam pretender criar, assim, “um foco de pensamento, aberto a todos sobre o concelho de Rio Maior, evitando as diluições das abordagens mais generalistas da História nacional e internacional”.
Foi com eles que estivemos a falar.

Uma conversa esclarecedora com Rodrigo Ezequiel e Jorge Santos

Rodrigo Ezequiel, da área de História da Arte e Jorge Manuel Ferreira Santos da área da Literatura, professor de Línguas e formador estão na origem do projeto «Encontros de Estudos Riomaiorenses», uma iniciativa que está a ser organizada pela Sociedade Filarmónica de São Sebastião. O primeiro Encontro está previsto para 26 de setembro deste ano.

Tanto o Rodrigo como o Jorge são músicos da Banda Filarmónica de S. Sebastião; o Rodrigo toca saxofone e o Jorge, clarinete. O Rodrigo dá aulas de música na extensão da Azinheira da Escola de Música da Banda de S. Sebastião, uma coisa que o Jorge Santos também fará logo que esteja disponível. O Jorge é mesmo de S. Sebastião e o Rodrigo é de Teira (Alcobertas).

Numa encontro no Ganaus da Rua Madre Teresa de Saldanha, em Rio Maior, conversámos sobre o que eles e a Filarmónica se propõem com estes Encontros de Estudos Riomaiorenses, começando por saber como é que surgiu a ideia de os promover.
— Vínhamos falando entre nós, lá na Banda e decidimos avançar com a ideia. Costumamos ter atividades além da atividade da Banda, no âmbito da cultura e do desporto e entre as ideias que vamos tendo surgiu esta, de ligar os nossos estudos a pequenas coisas que algumas pessoas sabem mas que mais ninguém sabe, registando esse conhecimento. O objetivo não é que as pessoas falem apenas em comunicação, é que essa comunicação fique registada em artigo mais sério, com fontes bibliográficas, a ser publicado mais tarde, em fase muito posterior à data do Encontro – elucida Rodrigo Ezequiel.

Este será apenas o primeiro destes Encontros…
— Em princípio, sim. Se houver adesão em termos de novas comunicações, se verificarmos que há mais pessoas, com mais coisas para deixar registado, vamos organizando Encontros… Podemos não ser nós a fazê-lo, poderão ser outros. E se verificarmos que há um tema que consegue preencher um segundo ou um terceiro Encontro, esse tema fica desde logo estabelecido – esclarece o Rodrigo, acrescentando que o primeiro Encontro não é temático, na verdade “é quase uma sondagem”, é de tema livre.

Para o 1º Encontro de Estudos Riomaiorenses não estão previstos debates mas no final de cada comunicação haverá sempre 10 minutos para discussão, perguntas, esclarecimento de dúvidas.
— O debate poderá acontecer eventualmente num segundo Encontro, se alguém aparacer com uma tese contrária à já apresentada por outra pessoa e que possa acrescentar conhecimento. Aí, sim, surgirá o debate científico, naturalmente – admite o mesmo jovem.

Vocês, para irem por este caminho, de certeza que não foi só para matar o tempo. Qual é de facto a preocupação subjacente a este projeto?
— Nós começámos por tentar criar um “think tank”, um tanque de pensamento. Um segundo ponto é que já é um bocado cansativo as pessoas falarem das coisas e depois não existir registo de nada; ouvimos uma versão, ouvimos outra e registos… zero, ninguém faz. Em terceiro, a intenção é iniciarmos também uma linha de micro-história, mais científica, mais séria, é conferir à informação que está num campo mais tradicional, de tradição oral e mais popular um lado mais científico e mais sério e que só por si, pela sua estrutura será uma informação mais fidedigna, mais correta – detalha Rodrigo Ezequiel.

Esta conversa pode ser lido na íntegra na edição em papel nº 1390, de 29/5/2015, do jornal Região de Rio Maior.

 

Categorias:Em Destaque, Rio Maior Tags: , , ,

Também pode ser do seu interesse:

No CIJVS vai-se falar de antigas terras de Alcanede No CIJVS vai-se falar de antigas terras de Alcanede
Indústria 4.0 na Startup Santarém dia 4 de maio Indústria 4.0 na Startup Santarém dia 4 de maio
Atletas CAR RM com acompanhamento especial nos estudos Atletas CAR RM com acompanhamento especial nos estudos
1 de novembro é Dia da Filarmónica de S. Sebastião 1 de novembro é Dia da Filarmónica de S. Sebastião

Responder

Enviar Comentário


4 − = três

© 2017 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.