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Cultura |
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Figuras e factos da cultura riomaiorense - Eugénia Lima praticamente dispensa apresentações. Trata-se de uma das melhores acordeonistas em todo o Mundo. Na área da música, esta excelente executante tem levado mais longe aqui e ali o nome de Rio Maior, constituindo um dos referenciais da localidade a nível nacional e internacional. Eugénia Lima é natural de Castelo Branco, mas vive há muito anos em Rio Maior, e é também uma das figuras ilustres da nossa cultura. |
| O maestro António Gavino, que dirigia o Coral e Orquestra Típica de Rio Maior faleceu a 21 de Junho de 2005, aos 82 anos de idade, vítima de doença prolongada. Natural da Golegã, era uma figura conhecida a nível nacional. Este ilustre artista, maestro e compositor ribatejano foi autor de mais de 1 600 orquestrações. António Máximo Gavino Simões do Couto fundou e dirigiu a Orquestra Típica Scalabitana, o Coral e Orquestra Típica de Alcobaça e a Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique. Foi diversas vezes homenageado por várias instituições, pelo seu elevado contributo na valorização da música popular portuguesa. |
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No que respeita às artes plásticas, merecem destaque os pintores António Rafael, o aguarelista António Almeida e o pintor e performer Manoel Barbosa. Todos eles, dentro da sua "especialidade", têm contribuido com os seus trabalhos para a divulgação de Rio Maior aquém e além fronteiras, através da participação em múltiplas exposições e da publicação de catálogos de alta qualidade. |
| Manoel Barbosa, em particular, tem o seu atelier em Lisboa e é figura assídua em exposições no estrangeiro, quer a título individual, quer a título colectivo. Tem se destacado na pintura e principalmente em performance, tendo já exposto os seus trabalhos em diversas galerias espalhadas pelo Mundo, desde os Estados Unidos, Japão, França e outros países europeus. Este conceituado artista riomaiorense é assim uma figura obrigatória entre os performers de todo o Mundo. |
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Relativamente à literatura, nasceu no concelho de Rio Maior um dos maiores poetas portugueses deste século, infelizmente já desaparecido: Ruy de Moura Ribeiro Belo, cujo nome é mais conhecido apenas por Ruy Belo. Nasceu em São João da Ribeira em 27 de Fevereiro de 1933, vindo a falecer em 1978. Licenciou-se em direito pela Universidade de Lisboa, e doutorou-se na Universidade de S. Tomás de Aquino em Roma.
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Foi leitor de Português na Universidade de Madrid, dirigiu uma revista literária, colaborou em jornais nacionais, revistas espanholas e francesas e traduziu diversas obras de filósofos famosos. Publicou dez obras suas, sendo que o seu nome consta da maior parte das antologias de poesia portuguesa da última metade do século XX. Ruy Belo é um poeta «difícil», cujas temáticas foram sempre a morte e a religião. O seu nome ficou também conhecido a nível nacional, pela oposição intelectual demonstrada ao Estado Novo, que o poeta nunca quis esconder. |
| Pese embora estas e outras figuras da cultura riomaiorense tenham projectado e projectem o concelho, o peso da cultura em Rio Maior é relativamente reduzido, por comparação, por exemplo, com o investimento feito na área do desporto. Contudo, o concelho já está dotado de uma moderna Biblioteca Municipal, que está relativamente bem apetrechada de documentos audiovisuais e de livros de cultura portuguesa e universal, sendo que os seus principais utilizadores são os jovens em idade escolar. |
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Porém, Rio Maior carece de um Museu Municipal, há muito reclamado como investimento prioritário, dada a vastidão do espólio museológico a considerar na área do concelho. Ainda assim, o concelho possui uma Casa da Cultura (a Casa Senhorial D'El Rei D. Miguel) que, de certo modo, substituiu a Galeria Municipal, mas a sua oferta cultural é manifestamente escassa.