Fluvium – marca de sabonetes em Rio Maior

Alunos do projeto, professores e convidados, no lançamento dos sabonetes Fluvium.

Alunos do projeto, professores e convidados, no lançamento dos sabonetes Fluvium.

Fluvium – uma marca de sabonetes que pode ter futuro, se houver muita vontade e ambição…

O Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal promoveu no dia 14 de maio um Cocktail de Lançamento dos Sabonetes Fluvium, uma iniciativa no âmbito do projeto VASE.

VASE vem do Inglês «Values and Students Entrepreneurs» (em Português «os Valores e os Estudantes, ou Jovens, Empreendedores»), um projeto ERASMUS+ K2.

VASE é uma parceria estratégica para oito escolas, cuja vigência vem de 2014 e vai até 2016, com o apoio do programa da União Europeia Erasmus+. Fazem parte desta parceria: o CEIP PINTOR MANOLO MILLARES, de Las Palmas (Grande Canária, Espanha); a Høng Privatskole, de Høng (Dinamarca); a 6th Primary School of Pyrgos / 6o Dimotiko Sholeio Pyrgou, de Pyrgos Ileias (Grécia); o Istituto Comprensivo «Marconi-Oliva», de Locorotondo (Itália); a Szkola Podstawowa nr 6, de Olsztyn (Polónia); o Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal, de Rio Maior (Portugal); a Scoala Gimnaziala Nr. 9 «NICOLAE ORGHIDAN», de Brasov (Roménia) e a Herbert Morrison Primary School, de Londres (Reino Unido).

Os sabonetes Fluvium são feitos à base de azeite, hidróxido de sódio, cera de abelha, água e aromas; para já existem dois tipos de sabonetes: os de alfazema e os de mel.

O Fluvium é manufaturado a frio, como se diz, porque apesar de ir ao lume não é submetido a altas temperaturas.

O convite, formal e elegante para o cocktail de lançamento do Fluvium ia ao requinte de sugerir como “Dress code” o “casual chique”! Tudo devidamente cuidado portanto. Mas não era caso para menos porque afinal ia ser lançada uma nova marca de sabonetes – e era em Rio Maior!

“Fluvium” é Latim. Em Português é “Rio”. Fluvium, made in Rio Maior.

Naquela quinta-feira, ao fim da tarde, com a vereadora da Educação do Município de Rio Maior, Ana Filomena Figueiredo entre os convidados, como o diretor do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior (CNIRM), Nuno Malta e a Dra. Manuela, da Sibelco, entidade empresarial que tal como a Nobre Alimentação colabora no projeto com o Agrupamento Marinhas do Sal, sentaram-se com a autarca à mesa de honra o professor Alexandre Canadas, diretor do Agrupamento, o professor Carlos Ribeiro, coordenador do VASE e a professora Sandra Serrão, diretora da turma envolvida no fabrico do Fluvium.

“Este projeto vai permitir aos nossos jovens tomarem um primeiro contacto com aquilo que é a realidade de se instalarem, criarem e promoverem” um produto e “os passos que têm a dar” para que no futuro possam afirmar-se no mundo dos negócios. “É isso mesmo que nós queremos, que daqui por uns anos, nós e os meninos estejamos noutro sítio, convidados por um de vós ou por todos, a apresentar uma marca vossa, um produto vosso, uma empresa vossa.” Em resumo, foi assim que a vereadora se dirigiu aos alunos.

Cumprida a formalidade dos agradecimentos, Alexandre Canadas deu os parabéns aos alunos e aos professores pela iniciativa pois “nos vinte anos de história” que a Escola Básica Marinhas do Sal tem “foi a primeira vez que se teve a ideia de um projeto destes (…) foi louvável pensar-se numa iniciativa destas a este nível (…) há um conjunto de ideias ligadas ao marketing, à apresentação, à divulgação, a uma possível comercialização, à relação custos/ganhos”.

Como coordenador do VASE, o professor Carlos Ribeiro explicou-o em linhas gerais – “… é internacional, tem financiamentos próprios…” –, aos alunos salientou que têm de compreender que para virem a ser “empresários de sucesso, para criarem o próprio negócio também é muito importante” terem em atenção “os valores sociais”. Contou que ao longo dos primeiros seis meses do projeto alguns deles abordaram questões como o respeito, a responsabilidade e a solidariedade – “eles participaram na «Operação Nariz Vermelho» com sucesso” –, revelou.

Na Escola, tendo o empreendedorismo em vista, estes alunos “darão pequenos passos no sentido de criarem algumas ferramentas para construírem o próprio negócio (…)” Nem todos virão a ter o seu próprio negócio nem o que aprenderem neste patamar de ensino será o suficiente mas o que o projeto pretende, no fundo “é que eles fiquem com ‘o bichinho’ de criar o próprio negócio, que percebam que se tiverem uma boa ideia podem conseguir transformá-la num negócio rendível, mas sempre associado aos valores sociais”, disse o professor, adiantando que um dos passos que se segue será criar um protótipo de empresa, um desiderato para o qual a Escola terá os seus parceiros a trabalhar consigo, juntando-se aos que já foram mencionados a Cooperativa Terra Chã e a Loja do Sal, havendo a expectativa de que outros se possam associar posteriormente.

Neste processo de aprendizagem, tudo é feito como se se tratasse, de facto, de uma empresa.

Já estão a trabalhar para o protótipo de empresa, quatro turmas: o 5º A está a produzir carteiras; o 7º B está a produzir velas; o 5º B está a fazer embalagens “para os gregos venderem as uvas quando nós formos à Grécia – um dos alunos do curso Vocacional será escolhido para ir à Grécia em outubro”, detalhou Carlos Ribeiro, acrescentando que há ainda um setor alimentar que está a produzir bolos secos e que está a ser supervisionado pela Equipa dos Apoios. “Falta é um nome para a empresa”; estão abertos a sugestões.

Por último, Beatriz, uma das alunas do curso Vocacional, explicou todo o processo de manufatura dos sabonetes Fluvium, seguindo-se então o cocktail.

Pode ler este apontamento na íntegra na edição em papel do jornal Região de Rio Maior nº 1389 de 22/5/2015.

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