|
Histórico |
| Rio Maior na actualidade - O concelho de Rio Maior tem uma densidade populacional de 73 habitantes por Km2, no entanto na sede de concelho esse número é ainda mais elevado, em face da concentração populacional ser aí mais forte (tem metade dos habitantes do concelho). 65% da população tem mais de 25 anos, pelo que começa a denotar-se uma certa tendência para o envelhecimento da mesma. |
![]() |
|
|
A população activa do concelho (cerca de 8 000 pessoas) está distribuída pelos três sectores da economia, sendo que uma parte importante dedica-se à agricultura, seguida de perto pelo comércio (com saliência para a área dos serviços) e pequena indústria. A agricultura continua a ter um forte peso na estrutura económica e social do concelho, destacando-se as produções de tomate (horticultura), vinho, maçã, pêra, milho, trigo e azeite. |
O município vive essencialmente dos rendimentos desta actividade, especialmente da agro-pecuária (é um dos maiores produtores nacionais no sector da suinicultura, a par do Montijo e de Famalicão), para além da avicultura, sector igualmente florescente no concelho. Ao todo, Rio Maior tem mais de 300 empresas, e quase 400 estabelecimentos.
| Rio Maior possui também conceituadas indústrias alimentares de transformação de carnes, destilarias de vinho, indústrias de rações para animais e indústrias de madeira e de cerâmicas, todas elas de considerável dimensão. Actividades importantes são também a construção civil, a indústria metalomecânica (de construção de basculantes), na qual Rio Maior ocupa lugar de destaque a nível nacional, e as indústrias extractivas de caulinos, matérias inertes (pedreiras) e areias especiais (sílica). Aliás, Rio Maior possui as maiores reservas de areias especiais em Portugal, que estão em grande parte ainda por explorar. |
![]() |
Actualmente o concelho debate-se com a necessidade de importantes reformas económicas, tendentes à fixação das populações e à garantia de emprego aos jovens, de modo a evitar a sua saída precoce para outras regiões, pese embora a taxa de desemprego do concelho seja relativamente baixa. A cidade está relativamente bem equipada no que concerne a infra-estruturas públicas e sociais (tem 85 quilómetros de estradas municipais e 48 de caminhos municipais, para além de diversos edifícios da administração pública e autárquica), mas denota problemas de crescimento económico, no âmbito do sector privado, mormente na área da indústria pesada, praticamente inexistente no concelho.
![]() |
Uma explicação para esta situação, pode ter sido o não aproveitamento de oportunidades únicas de construção de grandes estruturas industriais, que foram desperdiçadas ao longo de vários anos. Para Rio Maior esteve para vir uma grande central termoeléctrica, uma fábrica de automóveis, uma fábrica de cerveja e mais recentemente os depósitos da Petrogal, que foram retirados de Lisboa, da zona onde se realizou a Expo 98. |
| Actualmente Rio Maior é conhecida como "a Cidade do Desporto", em função da forte aposta feita neste sentido pela edilidade local, governada há quase duas décadas pelo socialista Silvino Sequeira. Em face disto foram construídas inúmeras infra-estruturas desportivas, desde um Pavilhão Polidesportivo (com capacidade para 3 500 espectadores), piscinas, pista de atletismo de tartan e um campo de futebol relvado (Estádio Municipal) e ainda vários outros campos relvados (naturais e sintéticos), para além do Centro de Estágios e Formação Desportiva, estando inclusivamente a funcionar em Rio Maior uma delegação do Instituto Politécnico de Santarém, através da Escola Superior de Desporto de Rio Maior. |
|
|
|
Neste momento, para além da consolidação da aposta no sector do desporto, o grande desafio para o concelho de Rio Maior é o desenvolvimento económico da sua Zona Industrial através da implementação do Parque de Negócios de Rio Maior (em cooperação com o Nersant), por forma a mudar a face de um concelho até agora marcadamente agrícola e comercial, demasiadamente dependente de Lisboa, Caldas da Rainha e Santarém. Ainda entre os vários indicadores sociais, deve referir-se na área da educação, a taxa de analfabetismo (da ordem dos 16,21%); o número de escolas (73) e o número de alunos (3 347). Na área da saúde, o concelho tem 11 estabelecimentos, e é servido por 18 médicos. |