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Histórico |
| Da Pré-História à Ocupação Romana - Remontando a tempos pré-históricos, sabe-se que o Mar Terciário cobriu parte da região de Rio Maior, como o testemunha a existência de sal-gema no subsolo, os calcários, os fragmentos de grandes vertebrados, e todo o notável espólio pré-histórico das inúmeras estações arqueológicas do concelho, que fazem de Rio Maior uma referência nacional e internacional neste particular (são importantes as estações da Quinta da Rosa, Teira, Senhora da Luz, de Azinheira e de Arruda dos Pisões). |
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Qualquer estudo de Pré-História na Península Ibérica, terá que passar sempre pelo imenso espólio existente na região de Rio Maior. Por outro lado, as características do subsolo da região, levam a pensar que esta terá sido profundamente atingida pelas grandes transformações sofridas na crosta terrestre, como o comprovam também as diversas falhas tectónicas na zona da Serra dos Candeeiros, e o vale tifónico da Fonte da Bica. |
É perfeitamente natural que Rio Maior tenha sido uma região habitada desde sempre pelo Homem, uma vez que aqui sempre houve bastante caça, água, solos férteis, abrigos de defesa naturais (como a serra), um microclima ameno e sobretudo ricos filões de sílex, sendo que este último era indispensável para o fabrico de utensílios. Há pois vestígios de povoamentos muito remotos nesta região, desde o Paleolítico, passando pelo Neolítico, até à Ocupação Romana e Árabe.
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O Castro de S. Martinho é um exemplo disto, sendo ainda de assinalar alguns fustes, mosaicos romanos, ruínas, restos de muralhas e vestígios de fundição de metais. Relativamente à fundição de metais, subsiste ainda hoje um túnel de tijoleira denominado «Buraca da Moura», que teria servido para a canalização de águas para uma fundição do tempo dos Romanos. |
Próximo do cemitério da cidade, existem belos mosaicos de uma Villa Romana, onde se acharam colunas trabalhadas e em especial uma estátua de Ninfa Adormecida, descoberta em 1991 no decurso de escavações arqueológicas. Esta estátua encontra-se no hall de entrada do edifício dos Paços do Concelho. A existência desta Villa Romana já era referida nos finais do século XIX. Sabe-se que a povoação de Rio Maior desenvolveu-se primitivamente na margem direita do rio que lhe dá o nome, passando a pouco e pouco para a margem esquerda, onde actualmente está implantado o grosso da estrutura urbana da cidade.
| O rio Maior, em cuja nascente existiu um «concheiro» e um povoado, é um afluente do Tejo, e consta-se que há alguns séculos atrás este rio tinha um caudal e um leito muito maior que o actual, tendo sido navegável até aos finais do século XIX, o que talvez justifique a desproporcionalidade do seu nome actualmente. A própria Ermida de S. Francisco de Assis, da Vila da Marmeleira, foi construída a 97 metros de altitude, para que os fiéis não ficassem privados do culto, por causa das enormes cheias do rio Maior, que inundavam grandes extensões da zona de S. João da Ribeira ainda em finais da Idade Média. |
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Em termos de património cultural, há a considerar alguns Monumentos Nacionais, como o Pelourinho de Azambujeira (de forma fálica, datado do século XVII) e a Gruta Sepulcral de N. Srª da Luz, que se situa no limite Oeste do concelho, junto à estrada que liga Rio Maior às Caldas da Rainha. Igualmente importante é a Gruta das Alcobertas (ocupada pelo Homem há cerca de 15 000 anos), na aba da Serra dos Candeeiros e o Dólmen da mesma povoação, monumento megalítico do Neolítico Final, convertido em ermida e posteriormente em capela. Quer na Gruta Sepulcral de N. Srª da Luz, quer na Gruta das Alcobertas, há indícios de ocupação humana de primitivas civilizações, e das suas manifestações fúnebres. Próximo destas zonas e por todo o concelho, foram descobertos inúmeros artefactos datados de diferentes épocas históricas, estando alguns dos quais depositados e «encaixotados» no Museu Etnológico Dr. Leite de Vasconcellos, em Lisboa, actualmente denominado Museu Nacional de Arqueologia. |