II – As tabernas em Rio Maior, no antigamente

II – As tabernas em Rio Maior, no antigamente*

Autor: João de Castro.

Autor: João de Castro.

Foram várias centenas de trabalhadores que com as suas famílias, se fixaram em Rio Maior por virtude da exploração intensa das Minas de Carvão do Espadanal, a maioria oriundos do Baixo Alentejo.

Houve, assim um notório aumento demográfico na então Vila de Rio Maior que, naturalmente se refletiu nos sectores sociais, educativos, económicos, de saúde, comerciais e lúdicos.

As tabernas, com este aumento de população, também fizeram crescer a  sua oferta nos anos 40 do século passado, coincidente com a 2ª Guerra Mundial.

A maior parte das tabernas existentes no século passado nomeadamente até aos anos 80 serão republicadas na parte final do presente artigo.

A enumeração aposta para a sua existência. Umas anteriores à 2ª Guerra Mundial, outras mantiveram-se durante as décadas de 40, 50 e 60 do século passado e muito poucas subsistiram para além dos anos 80.

Alguns eram taberneiros sem serem proprietários das casas, em acumulação; outros eram produtores de vinho que vendiam ao público e outros, ainda, não se limitavam a vender vinho a copo de dois ou de três, mas também vendiam carvão como Virgílio Rosa, na travessa da Raposa.

Para além dos pratos confeccionados nos dias de mercado, ousaremos afirmar, por coincidir com a nossa juventude que, diariamente, não faltavam para acompanhar a bebida, uns queijos secos, os pastéis e pataniscas de bacalhau, umas moelas, uns pés de coentrada, uns ovos cozidos e uns carapaus e sardinhas fritos ou de escabeche.

Vendia-se com o dinheiro na mão ou para assentar na conta.

Pelas tardes embatentes de calor, os homens reuniam-se nas tabernas ou à porta delas, conversando gravemente sobre a vida, as mortificantes quezílias quotidianas, o estado do Mundo, a movimentação das coisas, as tarefas, os trabalhos.

A tasca do Mexerico, no Largo do Gato Preto. Foto do arquivo do jornal Região de Rio Maior.

A tasca do Mexerico, no Largo do Gato Preto. Foto do arquivo do jornal Região de Rio Maior.

As tabernas são o lugar das últimas e mais raras experiências de sociabilidade, exame crítico ou evasão.

Nota: Texto escrito em desconformidade com novo Acordo Ortográfico.

* A primeira parte deste trabalho está publicada em: http://www.regiaoderiomaior.pt/i-a-taberna-espaco-gastronomia-e-sociabilidade/

Aqui fica uma lista das tascas desses tempos em Rio Maior:

RUA DAVID MANUEL DA FONSECA → Luís Custódio | Francisco Caçola | José de Almeida | Cacilda Esperança | Moisés António da Silva | Madail Correeiro.

TRAVESSA DO ESPÍRITO SANTO → Júlio da Susana.

RUA SERPA PINTO → Adriana – Deodato | João Corneta | Zé da Capa | José Carreira | João Confeiteiro.

RUA DR. ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA → Manuel Barbosa | Adelino Soares.

LARGO DA PONTE → João Romão | Artur Sena.

TRAVESSA DO COTOVELO → Amália Aguiar.

TRAVESSA DO AÇOUGUE → Tia Gertrudes.

RUA DA LEGIÃO PORTUGUESA → Zé Borrascas.

RUA D. FERNANDO I → António Rafael.

RUA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE → João da Laura | Abílio Cruz.

RUA DAS PARREIRAS → João Valada | João Frazão | José Ferrador.

RUA DO TEATRO → António Sardão | Passadinhas | Luís Cabelo | Manuel Valentim Mota.

RUA DO PARQUE → Casimiro Ferreira | João Celão.

TRAVESSA DOS CORREIAS → Guilherme Aguiar.

RUA SALAZAR → Zé Pintassilgo – Zé Magala | Zé Canadas | Zé Gato.

RUA DA NAZARÉ → António Vaqueiro – Cacilda | Caetano & Henriques | Madail Pinto | João Rapazote | João Pulquério | João Comeiras.

RUA PEREIRA DE SOUSA → Chico Fofo.

LARGO DO ALTO PINA → Zé da Ana | Maria Viola.

RUA DA FEIRA DA MADEIRA → Jerónimo Chora | Manuel Cuã.

LARGO DA FEIRA DAS VARAS → Francisco Bagulho | Joaquim Inácio | Guilherme Labau.

RUA DUQUE DE COIMBRA → António Campanhão.

LARGO DO GATO PRETO → O Mexerico | Joaquim Macetas | António Prudêncio.

LARGO DA REPÚBLICA → Osvalindo Pronto | António Comeiras | Augusto Oleiro.

RUA CÂNDIDO DOS REIS → Maria do Covão | Jerónimo Fialho | Manuel Marques | Silvino Comeiras | Joaquim Fróis | Augusto Tremês.

CAMPO DA FEIRA → Osvalindo Pronto | Zé Feijoca.

RUA DO ARRAIAL → Zé Policarpo | Zé Faustino

RUA DA TORRE → Conceição Camilo.

TRAVESSA DA RAPOSA → Virgílio Rosa.

RUA D. AFONSO HENRIQUES → Maria Azenha | José Campanhão | João Canadas (Viola) | José Regueira | Maximiano Campos | Manuel Claral | Evaristo Soveral | Alfredo da Mãe | Joaquim Fróis | Esparguina | Joaquim Inês | António Cardoso | Lourenço Ramos | Joaquim das Crianças | João Barbosa | Felisberto Martinho | Artur Cartaxo | José d’Aberta | Manuel Caldeireiro.

RUA 5 DE OUTUBRO → António Canadas | Manuel Figueiredo | Julião | Augusto Moleiro | Barateiro | José Barrela | Manuel Comeiras | António Caetano | Diamantino André | António Madeira Morais | José Aniceto | Ti Vitória | José Liso | António Romão | António da Moda | José Silva | João Tomás.

RUA S. SEBASTIÃO → João Vitorino.

RUA DOS ANJOS → José Clemêncio.

RUA DO CARTAXO → António Guilherme.

PÁ RIBEIRA → Joaquim Polícia.

RUA MAGALHÃES LIMA → José Francisco.

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