1º Encontro de Coros Mistos lotou a Igreja da Misericórdia

O I Encontro de Coros Mistos da ACCRM encheu a Igreja da Misericórdia de Rio Maior.

A Igreja da Misericórdia encheu-se para assistir ao I Encontro de Coros Mistos da ACCRM.

A Igreja da Misericórdia encheu-se para assistir ao I Encontro de Coros Mistos da ACCRM.

Realizou-se na noite de 2 de julho de 2016, na Igreja da Misericórdia de Rio Maior o I Encontro de Coros Mistos organizado pela ACCRM – Associação Cultural do Concelho de Rio Maior.

A igreja estava lotada.

Coube ao Coro Calçada Romana, de Alqueidão da Serra, concelho de Porto Mós abrir o espetáculo. Criado em 1993 no seio da Casa do Povo local já deu inúmeros concertos em Portugal, além de dez concertos em Espanha e França. Cantou em direto para a TVI e para a Antena 1, está incluído no CD Portus Molarum, possui as Medalhas de Mérito Cultural do INATEL e do Município de Porto de Mós, organiza anualmente Sons Entre Mar e Serra e o Concerto de Natal de Alqueidão da Serra. Apresentou como particularidade, numa peça, a participação de uma solista, também ela coralista (à esquerda na foto, em primeiro plano). Foi dirigido até 2011 pelo maestro Joaquim Vicente Narciso. É seu atual maestro Noé Gonçalves.

Coral Calçada Romana de Alqueidão da Serra (Porto de Mós). Foto inserida: maestro Noé Gonçalves.

Coral Calçada Romana de Alqueidão da Serra (Porto de Mós). Foto inserida: maestro Noé Gonçalves.

Seguiu-se o Orfeão de Almeirim, também fundado em 1993. Detentor do estatuto de Utilidade Pública, este orfeão é constituído pelo Coro Adulto e o Coro Juvenil, ao todo 46 elementos. Organiza todos os anos cinco concertos: de Natal, Primavera e Verão, o Encontro de Coros Polifónicos e o Encontro de Coros Juvenis, além de manter viva a tradição do Canto das Janeiras.
Com uma vasta lista de atuações pelo continente e ilhas, à qual junta concertos na República Checa a convite do Grupo Coral de Milevsko, Itália com o Coro de Luka em Milão, em França com o Ensemble Vocal Coloquinte, em Espanha numa missa de domingo na Catedral de Santiago de Compostela e na Holanda a convite do Coro da Universidade de Maastricht, o Orfeão de Almeirim é dirigido pelo maestro Abílio Figueiredo que sucedeu no cargo à maestrina Fátima Cotrim, cujo antecessor foi o maestro Hélder Vitória Mação, desde a fundação até 1999.
Este orfeão apresentou numa das peças, uma pianista e noutra um clarinetista, ambos coralistas.

Orfeão de Almeirim (Coro Adulto): maestro Abílio Figueiredo.

Orfeão de Almeirim (Coro Adulto): maestro Abílio Figueiredo.

Foi depois a vez do Orfeão Caldense, cujo primeiro concerto remonta a 22 de agosto de 1932, embora a sua existência tenha sido formalizada em 16 de fevereiro de 1934. Chegou a ter logo de início 140 coralistas.
Ficou célebre a deslocação deste orfeão a Abrantes, terra do seu primeiro maestro, Carlos Silva, em 1953, pela forma como aí foram recebidos, acompanhados de diversas coletividades do concelho e grande número de caldenses.
Com a morte de Carlos Silva em 1970, o Orfeão Caldense sofreu um interregno de 30 anos na sua atividade até que um grupo de caldenses e amigos o fizeram renascer em 7 de julho de 2000.
Entre outras condecorações o Orfeão Caldense recebeu a da Ordem da Benemerência e ostenta estandarte próprio.
Este grupo coral é constituído atualmente por cerca de três dezenas de coralistas, “unidos pelo prazer de cantar e pelo agradável convívio que os seus ensaios proporcionam”, sendo regido pela maestrina Ruth Horta.

O Orfeão Caldense na Igreja da Misericórdia de Rio Maior. Foto inserida: maestrina Ruth Horta.

O Orfeão Caldense na Igreja da Misericórdia de Rio Maior. Foto inserida: maestrina Ruth Horta.

A finalizar o programa deste I Encontro de Coros Mistos atuou o Coro da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior, de formação ainda recente e portanto em maturação, como é natural. Mas, dirigido pelo maestro Luís Gamboa, de vasto currículo, deu boa conta de si, de mais a mais num concerto em que necessariamente se expôs à comparação com coros com carreiras muito mais longas e pergaminhos notáveis. Parabéns pela coragem e o entendimento de que o caminho se faz caminhando.
A Associação Cultural do Concelho de Rio Maior (ACCRM) existe desde 14 de março de 1980. Este coro é a face mais visível de uma renovação da ACCRM iniciada em 2014 e que passou pela criação de uma Escola de Música em 1 de outubro desse mesmo ano, hoje com polos no Arco da Memória e em S. João da Ribeira; o objetivo da escola é servir de base a um embrião de orquestra e um coro polifónico SATB.
Recorde-se que durante muitos anos, a ACCRM projetou Rio Maior pelo país e no estrangeiro através do Coral e Orquestra Típica de Rio Maior (COTRM), designação à qual foi acrescentado o nome do seu fundador, maestro e compositor, António Gavino, após o seu falecimento, passando a sua sigla a ser COTAGRM, agrupamento este atualmente sem atividade.

Coro da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior: maestro Luís Gamboa.

Coro da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior: maestro Luís Gamboa.

Finda a atuação dos quatro coros, todas elas acolhendo muitas palmas de apreço pelo desempenho e reconhecimento pelo espetáculo proporcionado, Samuel Martins Pinheiro, presidente da direção da ACCRM agradeceu a adesão do público e o tributo que prestou aos coros, à presidente do Município, Isaura Morais e à presidente da Misericórdia de Rio Maior, Maria José Figueiredo agradeceu, respetivamente o apoio prestado à Associação e a cedência da Igreja da Misericórdia para tão digno evento cultural e manifestou a esperança de que este tenha sido o primeiro de muitos encontros do género.

No final do espetáculo foram oferecidos ramos de flores aos maestros e lembranças locais, nomeadamente saquinhos de sal das Salinas de Rio Maior. Na foto, à esquerda a presidente do Município, Isaura Morais e à direita Samuel Martins Pinheiro, presidente da direção da ACCRM.

No final do espetáculo foram oferecidos ramos de flores aos maestros e lembranças locais, nomeadamente saquinhos de sal das Salinas de Rio Maior. Na foto, à esquerda a presidente do Município, Isaura Morais e à direita Samuel Martins Pinheiro, presidente da direção da ACCRM.

Isaura Morais declarou-se “um bocadinho responsável por este «ressuscitar»” da ACCRM lembrando que a Câmara e os novos dirigentes da Associação foram falando desde o primeiro momento para viabilizarem a sua continuidade. Também a autarca espera que este Encontro seja o primeiro de muitos outros.

Houve ainda ocasião para a oferta de ramos de flores aos maestros e de lembranças locais, nomeadamente saquinhos de sal das Salinas de Rio Maior.

C. D.

Categorias:Música

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