Assunção Cristas em palestra na Secundária de Rio Maior

Por inciativa da Associação de Estudantes

Assunção Cristas proferiu uma palestra sobre «Os jovens e a participação política», na Escola Secundária de Rio Maior.

Assunção Cristas, na palestra «Os jovens e a participação política», em 16/4/2018, na Escola Secundária de Rio Maior.

Esta segunda-feira, 16 de abril, ao fim da manhã e com pontualidade, a professora universitária e líder do CDS-PP Assunção Cristas esteve na Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, de Rio Maior, onde proferiu uma palestra sobre «Os jovens e a participação política».

Recebida pelo diretor da Escola, José Albino Correia e outros membros da direção deste estabelecimento de ensino, a vereadora da Educação, Ana Filomena Figueiredo e a presidente da Associação de Estudantes, Margarida Silva, Assunção Cristas foi conduzida à sala/auditório anexa à biblioteca escolar que, como é comum nestas ocasiões, estava a abarrotar de estudantes, alguns professores e convidados. Ali, o diretor apresentou-lhe formalmente as boas-vindas, mencionou a proximidade do centenário da Escola Secundária e a latitude da mesma em relação, neste caso a dirigentes políticos, que a Associação de Estudantes propõe convidar para este tipo de palestras – Catarina Martins ou a deputada europeia e candidata às últimas eleições presidenciais, Marisa Matias, ambas do Bloco de Esquerda, por exemplo, já por lá tinham passado.

Margarida Silva introduziu a palestrante, apresentando uma nota sobre o respetivo perfil biográfico, muito bem pesquisado.

Assunção Cristas, referindo que no seio do seu partido decorre neste momento um ciclo de conferências dedicado a «Ouvir Portugal» afirmou a abrir a sua palestra estar sobretudo interessada em escutar as perguntas dos alunos, até porque se sente um acentuado “desfasamento entre a política e a sociedade, os eleitores, os cidadãos que votam”. Os índices do exercício de cidadania que é votar e escolher quem há de governar foram altíssimos no pós 25 de Abril mas com o amadurecimento da democracia portuguesa esses índices vieram por aí abaixo. Especialmente preocupante é que essa redução na ida às urnas é mais notória entre os jovens, e não só em Portugal; por exemplo, no Reino Unido da Grã Bretanha teve como consequência que os apologistas da permanência do país na União Europeia, na sua maioria jovens, visse o Brexit, defendido pelos mais velhos, triunfar nas mesas de voto. Esta postura, de alheamento da juventude em relação às opções políticas, está a originar profunda preocupação nas democracias.

A sala onde decorreu a palestra de Assunção Cristas.

Passando a mensagem de que todos os partidos trabalham para aquele que entendem ser o bem comum embora seguindo cada um as suas próprias ideias sobre como o alcançar, estabelecendo prioridades e objetivos para isso e portanto a forma como governar o país caso venham a ser eleitos, Assunção Cristas vincou ainda assim as diferenças, tomando desde logo como exemplo a divergência de conceções entre o CDS-PP e o BE quanto à escola e às políticas relacionadas com a qualidade do ensino: “O CDS, tradicionalmente vem entendendo que é bom que haja exames, porque os alunos empenham-se e esforçam-se para terem uma boa nota (…) Achamos que uma prova de aferição” de vez em quando “não é um bom mecanismo”. “O Bloco de Esquerda entende que os exames trazem um grande peso para as escolas, para os alunos, as famílias e os professores, portanto é melhor um mecanismo com menos exames mas que tenha provas de aferição”. Ainda em relação à escola, lembrou que está consagrado pela Constituição da República Portuguesa que o Estado está obrigado a pagar a escola para todos os portugueses; “numa visão mais à esquerda, a escola tem que ser estatal mas numa visão mais à direita, a escola, que na maior parte do casos é estatal, onde não existe ou não existia no passado, pode ser do sector cooperativo ou mesmo do sector privado (…)”, pelo que “desde que funcione bem e os pais e os alunos gostem, não é preciso ao Estado ir lá construir uma escola estatal”. 

A primeira pergunta partiu de um dos membros da Associação de Estudantes, que quis saber o que tinha a líder democrata cristã a dizer sobre a questão da eutanásia. Assunção Cristas assegurou que o seu partido político e ela própria são pela vida com a melhor qualidade e conforto possível na sua fase terminal, são contra a distanásia ou seja o prolongar a vida de forma dolorosa e discordam da obstinação terapêutica quando se sabe que o mal que afeta a pessoa é de tamanha gravidade que não tem solução.

Aponto estes casos apenas a título de exemplo. A sessão de perguntas e respostas prolongou-se por mais algum tempo.

Nota – Quem também compareceu nesta palestra foi a deputada centrista Patrícia Fonseca, eleita pelo círculo eleitoral de Santarém nas listas da coligação PSD/CDS-PP.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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