Alface é o tema desta edição da página de Fitoterapia

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

ALFACE

Descrição | O nome científico desta conhecida planta – Lactuca sativa L. – fundamenta-se no suco branco e leitoso que dela escorre, quando se praticam incisões no caule, na altura da floração. Rica em carotenos, ácido fólico, potássio e magnésio possui baixo valor energético visto que 96% do seu peso é constituído por água.

Nos tempos de Ovídio, o  velho Galeno ingeria-a, à noite, para garantir um sono tranquilo. Plínio, por sua vez, afirmava ser um excelente afrodisíaco e enaltecia a sua eficácia em situações blenorrágicas.

Variedades como a crispa – alface crespa –, a longifolia – alface romana – e a capitata – alface repolhuda –, são das mais cultivadas.

A alface é uma planta herbácea da família das Compostas. Pertence ao género Lactuca que possui mais de cem espécies. Em Portugal cultiva-se em quase todas as regiões, e em todas as épocas do ano. Os climas temperados são de sua preferência. Com efeito, em regiões demasiado quentes endurecem chegando a ficar com um gosto amargo, e nas regiões frias têm crescimentos muito lentos. Preferem solos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica e bem drenados, embora  se possam cultivar noutros tipos de terreno com boa drenagem.

A alface é rica em vitamina A, B1, B2, C, cálvio, fósforo, ferro, lactucarium e fibras.

Recolha | O caule, as folhas e o latex são as partes da alface geralmente utilizadas em fitoterapia.

Indicações terapêuticas | Tem propriedades hipnóticas, calmantes, anti-diabéticas, emolientes e antioxidantes.

Aconselhada no combate à insónia, diabetes, conjuntivites e outras inflamações oculares, prisão de ventre e tosse e problemas digestivos.

A utilização deve ser devidamente controlada devido à sua toxicidade.

Uso interno da alface

Infusão: ferver 250 ml de água com 2 talos de alface durante 10 minutos e tomar 1 chávena ao deitar.

Crua: usa-se em saladas.

Sumo: 1 colher de sopa ao deitar.

Uso externo

Decocção: 40g de folhas frescas, para 1 litro de água fervendo durante 5 minutos.

Para as insónias tomar uma chávena grande ao deitar.

Fazer lavagens dos olhos para tratar conjuntivites simples e outras inflamações oculares, ao levantar e antes de deitar. Se o problema ocular não for resolvido num prazo de 48 horas, consultar o oftalmologista.

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