29 de outubro é o Dia Mundial do AVC

Novos resultados preconizam mudanças no tratamento do AVC agudo

Artigo de opinião da Dra. Maria Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Artigo de opinião da Dra. Maria Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

A reorganização da rede de cuidados para o acidente vascular cerebral (AVC) é uma prioridade. O AVC continua a ser uma doença devastadora, com um índice elevado de incapacidade funcional e morte. No entanto, existe um potencial de reversibilidade completa dos défices incapacitantes que o AVC provoca.

A trombectomia é uma técnica que recentemente provou, em estudos clínicos, benefícios muito significativos no tratamento do AVC agudo. Esta técnica – que consiste na desobstrução de um trombo sanguíneo – é altamente eficaz em situações muito específicas, nomeadamente na desobstrução de um grande vaso cerebral. Observa-se uma melhoria funcional que se traduz na independência do doente. Mas só uma percentagem reduzida dos doentes com AVC agudo, que se estima em 10%, beneficiará desta nova terapêutica. No entanto, os seus benefícios são tão significativos que se impõe uma reorganização dos cuidados de saúde no AVC agudo.

Este tratamento obriga a repensar as decisões de triagem do doente e as decisões de orientação do doente para os centros de intervenção apropriados. Esta evolução nos resultados tem a ver com a seleção de doentes, com as técnicas avançadas de imagem utilizadas, com as técnicas de atuação e com o tempo até ao tratamento.

E o que está sempre subjacente a este e a todos os tipos de tratamento do AVC agudo – e que é determinante para o seu sucesso – é o tempo. A rapidez com que o doente consegue chegar ao hospital vai ditar todo o sucesso na recuperação da sua independência.

A trombectomia é agora o tratamento de primeira linha para o AVC grave com obstrução de grandes vasos cerebrais. Estes resultados têm, de forma inevitável, repercussões na abordagem do AVC na fase aguda, implicando uma reorganização da rede de cuidados para o AVC, com centros de intervenção bem planeados. A consciencialização política deste facto é fundamental.

Uma elevada consciência em relação à importância dos tempos e da necessidade duma maior eficiência em todas as etapas é indispensável para a obtenção de melhores resultados.

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