85% da Humanidade já experimentou dor

Em 20 de outubro assinalou-se o Dia Nacional da Luta Contra a Dor.

Estudo global revela que 85% da população mundial já experienciou dor durante a sua vida

  • Portugal é um dos 10 países onde a dor física tem um índice mais elevado.
  • O impacto económico mundial causado por faltas de trabalho devido a dores é de 245 mil milhões de dólares (nr.: ou seja, 207 mil e 895 milhões de euros, aproximadamente).
  • Entre 32 países analisados, Portugal é dos 3 onde as pessoas menos faltam ao trabalho por causa da dor!
  • Metade dos sofredores acredita que o seu trabalho pode contribuir para as dores físicas. Em Portugal, este número está acima da média mundial.
  • A dor representa um decréscimo na qualidade de vida emocional, familiar e social para mais de metade dos sofredores.
  • Metade dos sofredores não toma medidas para curar a dor.

dor_cabecaNo âmbito do Dia Nacional da Luta contra a Dor, que se assinalou a 20 deste mês, o «Estudo Global sobre o impacto da dor no Mundo» (Global Pain Index), promovido pela GSK, revelou que 9 em 10 adultos de 32 países já experienciou dor corporal num dado ponto da sua vida e 8 em 10 já experienciou dor de cabeça.

O estudo permite aferir que a dor de corpo é sentida de forma global por quase toda a população, com incidência frequente nas costas, pescoço e ombros. Dores musculares são também grande causa de queixa entre os 32 países analisados, apesar de menos habituais. Uma em cada quatro pessoas sofre de dor de cabeça regularmente.

Cerca de 86% da população sofre de dores semanais, sendo que as mais frequentes são as corporais (56%), e 8 em cada 10 sofredores sentem um decréscimo significativo na sua qualidade de vida. Portugal é um dos 10 países onde a dor corporal mais prevalece, ainda que a prevalência da dor de cabeça junto dos portugueses tenha registado um dos resultados menos significativos – entre 11% e 20%.

Em Portugal, 70% das pessoas que sofrem com dor corporal acreditam que isso prejudica fortemente o seu bem-estar diário, e 49% dos sofredores com dor de cabeça portugueses acreditam no mesmo. Estes resultados são superiores à média global, onde 63% da população que sofre de dor de corpo e 48% que sofre de dor de cabeça crê que isso tenha o mesmo impacto. No entanto, apesar de quase 70% dos sofredores mundiais com filhos ser da opinião de que a dor os impede de serem melhores pais, em Portugal essa percentagem é de apenas 50%.

Já relativamente ao impacto económico da dor no Mundo, o estudo faz-nos saber que esta está na origem de perdas na ordem dos 245 mil milhões de dólares anuais (nr.: ou seja, 207 mil e 895 milhões de euros, aproximadamente), uma vez que, em média, cada trabalhador tira 2.6 dias de trabalho por causa da dor. Portugal, por outro lado, é dos países onde menos se tiram dias de trabalho pela mesma causa: apenas 1.4 dos portugueses o faz por dores corporais e 0.3 por dores de cabeça. Metade dos trabalhadores crê ainda que o seu trabalho pode estar a contribuir para as suas dores – em Portugal, este número sobe para mais de metade (57% para quem sofre de dores de corpo e 58% para quem sofre de dores de cabeça).

A maioria das pessoas que sofre com dores corporais e de cabeça acredita saber a causa da dor, apesar de não consultar um especialista para o diagnóstico: 51% da população que sofre de dores de corpo e 68% que sofre de dores de cabeça baseia-se em diagnóstico próprio. Para além disto, quase metade da população que sofre de dor admite não fazer nada para aliviar a mesma.

De uma forma geral, este estudo, cuja intenção era compreender o verdadeiro impacto emocional, físico e pessoal da dor no mundo, permitiu compreender que este é um problema que afeta a população global em proporções bastante significativas, bem como as suas vidas e trabalhos. Portugal parece seguir a tendência global, sendo a grande maioria da população portuguesa também altamente impactada pela dor.

O inquérito foi realizado entre 14 de setembro a 2 de novembro de 2016, a partir de inquéritos online de duração de 30 minutos e realizado a indivíduos com mais de 18 anos. Nos 32 países inquiridos, foram realizadas 18 500 entrevistas.

Para mais informação sobre este assunto aceda a www.gsk.com

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