A Cidade Florida numa conversa com Ana Filomena Figueiredo

Uma conversa com a vereadora da Educação e Cultura e Turismo, Ana Filomena Figueiredo.

 Das orquídes e plantas aéreas aos canteiros decorativos no Jardim Municipal de Rio Maior

Ana Filomena Figueiredo, vereadora do Turismo.

Realizou-se de 10 a 13 de maio de 2018 mais uma edição de Rio Maior, Cidade Florida, promovida pelo Município através do pelouro da Educação e da Cultura, cuja vereadora, Ana Filomena Figueiredo, se manifestou a este site satisfeita com os resultados.

O evento, que resultou nalgumas portas de estabelecimentos comerciais e de edifícios de habitação, assim como algumas varandas decoradas com vasos de flores, teve o seu principal impacte no Jardim Municipal 25 de Abril, no espaço multifunções ali existente e sua envolvência que as escolas e outras instituições povoaram de engraçados bonecos do tipo espantalho que fizeram as delícias das crianças e seus familiares que trataram de registar esses momentos em fotografias que serão sempre gratas recordações. Outro ponto que mereceu especial decoração, mas artificial, com recurso a materiais recicláveis, foi a fachada da Casa Senhorial d’El Rei D. Miguel/Casa da Cultura João Ferreira da Maia, em que participaram os mais pequeninos.

A fachada da Casa Senhorial d’El Rei D. Miguel/Casa da Cultura João Ferreira da Maia foi decorada com flores artificiais pelas crianças.

Rio Maior, Cidade Florida tem contado com o especial empenho desta autarca e da sua equipa. “Eu gostaria muito de conseguir sensibilizar uma faixa considerável da população, para que todos pudessem contribuir para termos uma cidade mais colorida e florida. Nesse sentido, pretendemos alargar este pequeno mercado a outras espécies de plantas, que possamos cultivar nos nossos jardins, nas nossas varandas, como uma forma de dar vida à nossa cidade – e cor”, afirmou a edil a este site.

Das conversas que foi tendo com visitantes da II Exposição de Orquídeas instalada no espaço multifunções e do mercadinho de flores e plantas decorativas e produtos afins, em bancas no exterior, Ana Filomena Figueiredo apercebeu-se de que “as pessoas gostaram muito” e contou: “Algumas até ficaram estupefactas com a variedade de orquídeas que estavam expostas – que não são espécimes que vulgarmente se encontrem à venda nas grandes superfícies – e adquiriram bastantes.”

Coisa que a autarca desconhecia e provavelmente poucos de nós saberão, é que “em Rio Maior há mesmo pessoas pertencentes ao Clube de Orquidófilos e Colecionadores de orquídeas, que acompanham o que é feito a nível nacional pelo seu clube”, revelou. Essas pessoas não estiveram envolvidas na exposição, “mas por exemplo uma das senhoras que fez agora parte do júri dos prémios Melhor Orquídea Espécie e Melhor Orquídea Híbrido é uma das grandes colecionadoras de Rio Maior, que é a Sra. D. Ana Paixão” (∗).

Pessoalmente também verifiquei o interesse despertado pelas tillândsias trazidas pela Bromélias do Brejo (www.bromeliasdobrejo.com), plantas aéreas parentes do ananás.

Passava-se esta conversa à entrada do espaço multifunções. À minha frente avultava o famoso pavão canteiro que há cerca de um ano (20/7/2017) deu brado e encantou imensa gente, da cidade e de fora, quando passou a habitar o jardim municipal, tornando-se elemento integrante de montes de fotografias de namorados, casamentos, casais, famílias e muito especialmente com crianças. Jardim que não era aquele que a vereadora conhecera nas duas últimas décadas do século XX e princípios da primeira década do século XXI.

Este jardim é um espaço verde, sem dúvida, mas não sente a falta de nada? – perguntei.

“Flores! Canteiros com flores…”, foi a resposta pronta. “Canteiros com flores dão muita vida, dão a imagem de uma terra cuidada – é um bonito cartão-de-visita para qualquer cidade”, disse convicta. “Quando vamos a uma cidade, olhamos logo muito para as flores das rotundas, dos canteiros das avenidas”, porque as plantas decorativas, as flores bem tratadas são um sinal de cuidado, sensibilidade e bom gosto da comunidade que aí habita. Aqui, em Rio Maior, um bom exemplo da importância que as flores têm para o embelezamento de uma cidade pode encontrar-se, entre outros sítios, no passeio que separa a Rua Almirante Cândido dos Reis da Avenida Dr. João Afonso Calado da Maia, onde aqueles grandes vasos semiesféricos, floridos, dão um aspeto alegre e acolhedor ao local. “Imaginemos agora uma avenida toda cheia de flores!”, sugeriu.

Cá está o pavão canteiro.

O pavão não me saía da frente do olhar…  O pavão está muito solitário, não acha? – questionei. “Pavão que eu gostaria que não ficasse como filho único!”, confessou a autarca.

Na altura em que este grande e interessante elemento decorativo apareceu no Jardim Municipal de Rio Maior, nas redes sociais houve muita gente, não só riomaiorenses mas também gente de fora, a sugerir que não se ficasse por aí, isto para não falar da quantidade de pessoas que não vivendo nesta cidade vieram cá de propósito para admirar o pavão.

Estes elementos “acabam por ser formas de canteiros mais artísticos do que os canteiros comuns e de facto a ideia era criar mais dois ou três do género, porque realmente além de darem cor e vida ao jardim emprestam-lhe notas de arte que o embelezam…”, admite Ana Filomena Figueiredo, sublinhando, a propósito da arte que a construção do pavão envolve: “Não tenhamos dúvida que temos a sorte de ter o serralheiro Paulo Rafael Santos, um grande artista a trabalhar no Estaleiro da Câmara Municipal, que soube dar corpo ao projeto concebido e desenhado pela arquiteta paisagista Rute Silva.”

Que tal um inseto, para próximo canteiro decorativo? Uma borboleta, talvez… “Sim, uma borboleta ficaria muito bem… Imaginemos as asas abertas e coloridas! Mas também já imaginámos crianças sentadas cujas saias abertas seriam canteiros…”

Ideias não faltam. Atrair gente, suscitar movimento é bom para a cidade.

Esta edição de Rio Maior Cidade Florida contou com vários workshops.

(*) Dora Russo, com um exemplar de Trichopilia Marginata foi a vencedora do prémio Melhor Orquídea Espécie; o prémio Melhor Orquídea Híbrido foi atribuído a José Santos, que apresentou um exemplar de Paphiopedilum Wilhermine Dark.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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Um Comentário

  1. margarida diz:

    O nosso jardim municipal ficaria bem mais bonito (e florido) se lhe fossem acrescentadas árvores ornamentais – dois ou três exemplos para fazer uma alameda de cada lado: Olaias , Lagerstroemia indica, magnólias… e também alguns arbustos ou plantas com porte arbustivo – lilases, romãzeiras de jardim. Todos estas, pela sua floração em diferentes épocas do ano e adaptaçao ao nosso clima, tornariam o jardim mais agradável. É pena que seja sempre a mesma monotonia e pouco valor paisagístico. só plátanos, choupos que largam "Lã" irritante e outras árvores tortas, descarnadas, com as raízes à vista e mal cuidadas no geral.

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