A Ribeira de S. Gregório tem que ser limpa sem demora

Ribeira de São Gregório – ninho de mosquitos e outros incómodos.

Ribeira de São Gregório, domingo, 17 de junho de 2018, a quatro dias do verão, que começa amanhã, 21.

Na fotografia que a partir do Facebook conduz a este artigo, esqueça o futebol, o público e as claques e observe atentamente o canavial.

O canavial já está mais alto que uma pessoa; nalguns sítios já se pode tocar nas pontas da folhagem estendendo o braço por cima da vedação.

O chão do encanamento da ribeira não é terra. As canas não nascem do cimento.

A água, geralmente quase nenhuma, ainda assim vai transportando sedimentos, mais, é claro, quando a chuva tem expressão; nessas alturas disfarça as consequências das descargas do saneamento de efluentes…

E a água, com maior ou menor dificuldade lá vai escorrendo, encanamento abaixo até à ponte da Avenida João Afonso Calado da Maia junto do entroncamento da Rua Poeta Ruy Belo, rua esta com edificado habitacional de ambos os lados, contornando depois a zona do Jardim Municipal onde entra no seu leito natural, o Tribunal, a Igreja Matriz e suas dependências e a residência paroquial, o Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia e as instalações do CEE «O Ninho» (na margem oposta, defronte do Jardim há empresas e mais adiante uma das alas habitacionais da Rua Nova do Gato Preto), para uns 200 metros à frente ir desaguar no rio Maior. Atravessa assim boa parte da cidade.

Água parada acaba nisto, na ribeira de São Gregório.

Nesse trajeto, o canavial, mais farfalhudo nuns sítios que noutros, floresce num lodaçal de sedimentos/efluentes/lixo que vai ficando por falta de remoção periódica, transformando-se num berçário de vida, muita dela perniciosa para os humanos que habitam, estudam, trabalham ou estagiam nas margens, além de ser um foco de fedor.

A água, pouca, não chovendo vai ficando retida, causando problemas gritantes de podridão entre a ponte da Avenida Mário Soares, perto do Estádio Municipal e a zona do Centro de Estágios e Formação Desportiva, passando mesmo ao lado dos campos de ténis e do Complexo de Piscinas Municipais, mas que na verdade se estendem, com maior ou menor impacte, até à “foz”, junto à qual também se ergue uma zona habitacional.

Dois ou três metros à frente do que a outra foto documenta, é este o cenário.

Com a tendência para a tropicalização que se vai sentindo no clima, melhoram as condições, por exemplo para a proliferação de insetos.

Na noite de terça para quarta-feira, 20 deste junho, família moradora num andar elevado da Avenida Paulo VI, “abateu” lá em casa qualquer coisa como 46 mosquitos…

Limpar o São Gregório é urgente.

Texto e fotos: Carlos Manuel

Categorias:Ecologia e Ambiente, Rio Maior Tags: , , , , , , , , , ,

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