Região | A Sessão Solene do 182º aniversário do Concelho de Rio Maior.

Sentida homenagem póstuma a José Pulquério no Dia do Concelho de Rio Maior.

A inspiração na Ninfa Romana para projetar o futuro.

Em cima, a presidence da Câmara, Isaura Morais e o presidente em exercício da Assembleia Municipal de Rio Maior, Carlos Neto. Em baixo, da esquerda para a direita, os vereadores Miguel Santos, Ana Filomena Figueiredo, Luís Filipe Santana Dias, João lopes Candoso, Daniel Pinto e Vera Simões.

Em 6 de novembro de 2018, a Sessão Solene comemorativa do 182º aniversário da instituição do Concelho de Rio Maior foi antecedida, como é usual, pelo Hastear da Bandeira na Praça da República; deste ato simbólico acompanhado pela Fanfarra da Associação dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior dirigida pelo maestro Cristiano Pestana encarregaram-se os jovens do Agrupamento de Escuteiros 403 de Rio Maior chefiados por Artur Almeida; da escadaria dos Paços do Concelho assistiram autarcas e convidados e do pouco espaço ainda livre na praça em obras, algumas dezenas de populares (fotos em facebook.com/regiaoderiomaior/).

Aspeto parcial do Auditório dos Paços do Concelho na Sessão Solene de 6/11/2018.

Normalmente lotado no Dia do Concelho, desta vez o Auditório Municipal apresentava-se quase cheio.

Aberta a Sessão Solene, Carlos Neto, 1º secretário da mesa da Assembleia Municipal como seu presidente em exercício, começou por descrever o brasão do Município. “Em época de edificação da nova Villa Romana” prestou depois “homenagem política” à Ninfa de Rio Maior cuja “beleza histórica” o faz “acreditar nesta cidade, neste aniversário e neste brasão que orgulhosamente ostenta”, pelo que, “tendo como referência” aquela estatueta que pode ser admirada na Casa Senhorial d’el Rei D. Miguel/Casa da Cultura João Ferreira da Maia, “será nosso dever enquanto cidadãos, debater, mostrar, refletir e desafiar”, e assim sendo:

– “Debater a sua beleza genuína é a forma de transportar esta cidade e este concelho para um desenvolvimento sustentável onde os importantes interesses económicos não se sobreponham àquilo que temos de melhor – os nossos recursos naturais. Para traçarmos este caminho, todos os indivíduos devem tornar-se agentes de mudança, com habilidades, valores e atitudes que permitam esse mesmo desenvolvimento sustentável. É portanto crucial agir de forma responsável para promovermos a integridade ambiental, a viabilidade económica e uma sociedade justa para as gerações presentes e futuras do nosso concelho.

A Ninfa Romana, na Casa Senhorial d’el Rei D. Miguel/Casa da Cultura João Ferreira da Maia.

– Mostrar a sua beleza é ver e ouvir orgulhosamente, na comunicação social, o nome da nossa cidade e dos nossos destacados munícipes por grandes feitos desportivos, económicos, políticos e culturais. É também abrir as portas a quem nos visita dando-lhes motivos relevantes para que voltem; este é sem dúvida um dos mais importantes pilares do desenvolvimento de qualquer cidade.

– Refletir sobre a beleza da nossa ninfa é sentir que as tomadas de decisão nesta assembleia têm contribuído para melhorar a vida quotidiana das nossas gentes.

– Desafiar. A imagem desafiadora da Ninfa de Rio Maior transmite-nos a beleza e o gosto pela mudança, sem esquecer as tradições. Os desafios são sempre a alavanca do progresso e da modernidade e estarão sempre associados ao momento histórico em que alguém terá que decidir. Desde há 182 anos Rio Maior e os riomaiorenses sempre souberam tomar as decisões que acharam importantes e que nos transformaram naquilo que somos hoje”, advogou Carlos Neto, que concluiu o seu discurso saudando os munícipes e empresas que iriam ser homenageados em reconhecimento pelo seu percurso de vida, contributo ou obras em prol de Rio Maior.

Diplomas de Serviço Público atribuídos a trabalhadores municipais.

Os diplomas foram entregues pela presidente da Câmara. Aqui foi entregue à trabalhadora aposentada, Ana Maria Goucha Natálio.

Nesta Sessão Solene, um primeiro tributo foi prestado àqueles ex-trabalhadores municipais ou de empresa municipal que se reformaram em 2017, aos quais foram atribuídos Diplomas de Serviço Público, dos quais a única que esteve presente foi Ana Maria Goucha Natálio. Aos restantes, que motivos da vida pessoal impediram de comparecer, os diplomas serão entregues nas suas moradas, tratando-se de Vanda Fernandes Batista Rodrigues Silva (Desmor, EM, SA), Manuel Hermenegildo Caetano e Maria Fernanda de Jesus Caetano.

Carlos de Oliveira Amaro e João Henrique Carvalho Pereira.

Júlia Gomes da Fonseca Bernardes, Maria Irene Nazare Correia Frutuoso e Maria Manuel Machado Agostinho.

Diplomas de Serviço Público foram também atribuídos aos trabalhadores que completaram em 2017 trinta anos ao serviço da autarquia, sendo os casos de Carlos de Oliveira Amaro, João Henrique Carvalho Pereira, Júlia Gomes da Fonseca Bernardes, Maria Irene Nazaré Correia Frutuoso e Maria Manuel Machado Agostinho. Por não lhe ter sido possível estar presente, Isabel Maria Gaspar Vieira receberá o diploma posteriormente.

Os homenageados do 6 de Novembro de 2018.

Medalha de Mérito grau Prata

Produções Fixe, empresa representada por Ana Rita Camará, acompanhada por Margarida Pinto Correia da Fundalção EDP. As medalhas e certificados foram entregues pela presidente do Município e o presidente em exercício da Assembleia Municipal, Carlos Neto.

Produções Fixe, representada por Ana Rita Camará | Esta pequena empresa de formação não formal da Vila da Marmeleira abraçou o projeto da Fundação EDP «Arte Pública», que permitiu que em Assentiz, Ribeira de São João, São João da Ribeira e Vila da Marmeleira pudesse existir contacto com intervenções de arte urbana em meio rural, cuja história e roteiro para visita estão vertidos num pequeno livro editado pela referida fundação. A medalha homenageia as Produções Fixe e simboliza o reconhecimento do mérito da Fundação EDP (que esteve representada nesta cerimónia por Margarida Pinto Correia) dos artistas e demais pessoas que colaboraram. Ana Rita Camará declarou-se feliz e agradeceu a quantos participaram ativamente neste projeto, envolvendo no agradecimento os presidentes de Junta de Freguesia de São João da Ribeira e Ribeira de São João, Leandro Jorge e da Vila da Marmeleira e Assentiz, à época Amélia Simão e atualmente Francisco Silvestre, bem como a ex-vereadora da Cultura, Ana Filomena Figueiredo.

Rui Miguel Germano.

Rui Miguel Germano, advogado, pintor e encenador | Homenageado pelo seu contributo para a Cultura local em particular nas artes cénicas, proporcionando a muitos riomaiorenses através da «Quem não tem cão, oficina de artistas» e da «Beleza das pequenas coisas, associação cultural», a experiência da participação em peças de teatro amador que alcançaram reconhecimento nacional, como «Rosa Esperança». Para Rui Germano “este prémio representa muito trabalho, perseverança, resiliência e sobretudo muita teimosia”, não só da sua parte mas também das “pessoas certas” que teve sempre “a seu lado” para o “ajudar a fazer aquilo” que ele “achava que era certo”, ao longo de “cerca de 15 anos a fazer teatro em Rio Maior”, pelo que o dedicou aos seus atores, às pessoas que consigo estiveram desde o primeiro momento quando ensaiavam num ginásio e se apresentaram pela primeira vez numa loja porque ainda não existia o Cineteatro Municipal em Rio Maior. Salientou Otília Germano e Osvaldo Canita, “as pessoas que me ajudaram a pensar que é possível sonhar quando acreditamos naquilo que pretendemos fazer”. Do projeto «Rosa Esperança» disse ter o mesmo levado o nome de Rio Maior praticamente a todas as capitais de distrito, tendo tido uma assistência de milhares de espectadores.

Antonio Albano Freire de Carvalho, da Galtrailer – Indústria e Comércio, Lda.

António Albano Freire de Carvalho, industrial | Mantém há muitos anos um investimento forte na metalomecânica através da empresa Galtrailer – Indústria e Comércio, Lda., localizada na Zona Industrial de Rio Maior, uma referência no ramo da construção de semirreboques, basculantes e porta máquinas, com exportação para mercados tecnologicamente tão exigentes como por exemplo a Alemanha ou os Estados Unidos. Além de empresário foi durante muitos anos deputado municipal nos mandatos de 1994/1997, 1998/2001 e 2002/2005. O Eng. António Carvalho considerou ser a homenagem, um incentivo para continuar “a fazer cada vez mais e melhor o que tenho feito”. Oriundo de Angola, sente-se adotado por Rio Maior e os riomaiorenses. Recordou ter começado a trabalhar em Rio Maior em 2 de maio de 1979, procurando sempre tentar desenvolver a indústria local. Manifestando-se lisonjeado pela distinção recebida, afirmou não poder esquecer que, cita-se, “Esta homenagem é extensiva, sem dúvida, a todos os meus colaboradores e a todos os meus funcionários e trabalhadores, pois sem eles não seria possível fazer o empreendimento que fizemos; gente quase toda do concelho de Rio Maior, excelentes trabalhadores cujo trabalho de excelência está à vista.”

Medalha de Honra da Cidade de Rio Maior

Gonçalo Fialho, comerciante, 50 anos na Rua Serpa Pinto e 63 anos de balcão.

Gonçalo Fialho, comerciante | Celebrou recentemente 50 anos de presença na Rua Serpa Pinto. É conhecido pelo seu sorriso amigo e permanente disponibilidade para atender os clientes. É-lhe também reconhecida a participação cívica e política, e como sócio ativo e integrante dos órgãos sociais da Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior que o distinguiu recentemente pela sua longa carreira. Apoiante do movimento associativo do concelho. Gonçalo Fialho agradeceu a distinção à autarquia, à família “o apoio e a paciência” pela sua dedicação às causas atrás referidas, aos seus colaboradores “a dedicação e empenho para que sejamos cada vez melhores – esta medalha também é vossa”, reconheceu, e aos clientes e amigos também agradeceu porque, cita-se, “são eles os grandes obreiros da nossa sobrevivência”. Além de 50 anos de Rua Serpa Pinto, onde está estabelecido com a loja Gonçalus Moda, Gonçalo Fialho já conta com cerca de 63 anos de balcão, dos quais 8 no Cartaxo e 4 em Alhandra. Na Casa Goucha, a “quem devo tudo” trabalhou 15 anos e por conta própria já leva mais de 35.

Receberam a Medalha de Honra da Cidade de Rio Maior atribuída a título póstumo a José da Silva Pulquério, a sua filha, Maria Teresa Pulquério e os netos Daniel e Filipe Pinto.

José da Silva Pulquério, a título póstumo | Falecido em 25 de Janeiro de 2018 aos 93 anos de idade, com José da Silva Pulquério partiram também as suas memórias e conhecimento de quase um século de vivências do concelho. Tirou o Curso Geral de Comércio na Escola Comercial de Rio Maior. Esteve ligado à gestão de empresas. Marcante participação cívica, cultural e política na vida de Rio Maior. Foi um dos fundadores do Grupo Cénico Zé Pereira e da Báquica Confraria Almoçarista, membro ativo e desde 2013 sócio honorário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior de cuja assembleia geral foi presidente durante muitos anos. Como sócio fundador do Centro de Educação Especial «O Ninho» integrou a sua direção até 1986.

Apaixonado pela política e democrata convicto, José da Silva Pulquério apoiou a candidatura presidencial do general Humberto Delgado em 1958, foi um dos primeiros a filiar-se no PPD, hoje PSD, partido que ajudou a implementar em Rio Maior e que o apoiaria em 1976 na candidatura à Câmara Municipal de Rio Maior da qual se tornou primeiro presidente vencendo as primeiras eleições autárquicas realizadas em democracia. Findo esse mandato foi eleito em 1979 presidente da Assembleia Municipal, cargo que desempenhou até 1983 voltando então à Câmara mas agora como vereador.

José da Silva Pulquério “não mais voltaria a ocupar cargos públicos mas foi sempre um homem ativo na sociedade riomaiorense, dentro e fora do partido que ajudou a fundar, um reconhecido defensor dos ideais da social-democracia”, descreveu o secretário da Vereação, Vasco Tavares, concluindo: com a sua partida “ficou mais pobre a nossa sociedade mas cabe-nos preservar a sua memória para que as futuras gerações de riomaiorenses possam aprender com a sua vida e o seu exemplo”.

Receberam a Medalha de Honra da Cidade de Rio Maior atribuída a título póstumo a José da Silva Pulquério, a sua filha, Maria Teresa Pulquério e os netos Daniel e Filipe Pinto.

Maria Teresa Pulquério, filha de José da Silva Pulquério, agradecendo a homenagem póstuma ao seu pai.

Maria Teresa Pulquério agradeceu a homenagem feita em memória de seu pai declarando sentirem-se honrados pela mesma e referiu a estima recíproca existente entre ele e presidente do Município, Isaura Morais.

Embora já há muitos José da Silva Pulquério tenha recusado a homenagem que a Câmara da época (1990) lhe quis prestar, Daniel Pinto, seu neto e atual vereador, depois de manifestar o seu orgulho e o da família pela distinção recebida defendeu, no fundo, que algum regulamento que impeça a mesma homenagem depois de recusada, seja revisto por forma a permitir que as pessoas sejam distinguidas em vida, posição esta que já era do conhecimento da presidente.

Isaura Morais: recordar a História, refletir sobre o futuro e homenagear quem contribuiu para o crescimento e engrandecimento de Rio Maior.

Isaura Morais quando discursava.

No seu discurso a encerrar esta Sessão Solene, a presidente deste município com 272 km², organizado administrativamente em 6 freguesias e 4 uniões de freguesias em que se agrupam 8 freguesias, e uma população de cerca de 22 000 almas, Isaura Morais entendendo que o 6 de Novembro é um dia “para recordar a nossa História, refletir sobre o futuro e homenagear todos aqueles que das mais diversas formas contribuíram para o crescimento e engrandecimento” de Rio Maior, começou por agradecer a todos os distinguidos no 182º aniversário da fundação do concelho, pelos contributos que deram a esta terra e à sua “consolidação na região”.

A autarca destacou o exemplo de José da Silva Pulquério e como riomaiorense manifestou-se reconhecida pelo exemplo da sua vida e obra, incluindo no plano político. Recordou que numa comemoração da elevação de Rio Maior a cidade realizada na sala de reuniões dos Paços do Concelho, a Câmara teve oportunidade de o homenagear e distinguir pessoalmente. Manifestou-se grata por “todo o apoio pessoal e ensinamento” que José Pulquério lhe “transmitiu aos longos dos anos de convívio”, confirmando que a estima entre ambos era recíproca. E em sinal de “sentido agradecimento” perante os familiares pediu novo aplauso em memória do homenageado.

A autarca agradeceu também aos reformados dos serviços e empresa municipal e àquelas que perfizeram 30 anos ao serviço do Município e que foram distinguidos nesta Sessão Solene, o contributo que deram para o funcionamento dos serviços da autarquia.

Na sua intervenção, Isaura Morais considerou que para o autarca, o 6 de Novembro é um dia em que os eleitos devem refletir, cita-se, “sobre os tempos que estamos a viver e aquilo que queremos projetar para o futuro: definir o caminho e o rumo da nossa terra, estar atentos aos problemas dos nossos concidadãos e trabalhar afincadamente para os resolver ou minorar, para proporcionar à nossa sociedade um conjunto de condições essenciais para o seu crescimento e afirmação na região, para a atração de novos residentes e novas empresas, enfim para fazer crescer o nosso concelho”.

Texto e fotos: Carlos Manuel

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