ACCR Outeiro da Cortiçada quer recuperar interesse das pessoas

A  1ª Mostra de Artesanato foi demonstração de qualidade

Maria João Cardoso Bouzada e Pinto, presidente da direção da ACCR de Outeiro da Cortiçada.

Maria João Cardoso Bouzada e Pinto, presidente da direção da ACCR de Outeiro da Cortiçada.

Maria João Cardoso Bouzada e Pinto é a presidente da direção eleita em 12 de abril deste ano, da Associação Centro de Convívio e Recreio de Outeiro da Cortiçada (ACCR). Esta Associação, além de atividades do foro convivial e recreativo, agrega uma valência da maior relevância para a população da freguesia de Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões: o Centro de Dia, que merece atenção permanente e daí, apesar de a direção cessante não ter sido substituída logo após o término do seu mandato, nunca ter sido descurado. “Em termos de atividades lúdicas, essas sim, estavam paradas”, explica a nova dirigente contando que para constituírem os novos corpos sociais se juntaram 15 pessoas que decidiram assumir os destinos da Associação, tendo sido a única lista a candidatar-se a eleições. “E estamos aqui com todo o gosto e queremos ver se o Outeiro volta a ter alguma animação cultural”, afirma.

“As instalações são ótimas, foram todas recuperadas e remodeladas” há poucos anos “e a sala é fantástica” reconhece Maria João Bouzada e Pinto. Depois de um primeiro baile, da festa das crianças no seu dia mundial e da Mostra de Artesanato de 31 de maio, que foi uma demonstração de qualidade, “vamos tentar fazer mais algumas mostras durante o ano, mas para já o que temos marcado é a festa de verão – a Festa Anual –, no primeiro fim de semana de agosto, dias 1 e 2 e que começa a 31 de julho”, refere adiantando “já falámos com o senhor padre para, em vez de fazermos a procissão a partir da aldeia para a igreja, fazê-la pelas ruas do Outeiro da Cortiçada, para ver se conseguimos chamar mais as pessoas, uma vez que subir até à igreja é muito complicado, até porque temos pessoas muito idosas que não conseguem lá chegar; aqui pelas ruazinhas do Outeiro a procissão acaba por ser mais familiar”.

A Festa Anual é feita em honra de Nossa Senhora da Ribeira, padroeira do Outeiro da Cortiçada.

Aos poucos, a ACCR irá planeando outras atividades, sendo certo que tem pela frente já em setembro a FRIMOR 2015, a propósito da qual Maria João admite a possibilidade de “uma parceria com a Junta de Freguesia”, para fazer no seu stand “talvez uma exposição-venda do nosso artesanato e para mostrar os nossos produtos; para isso teremos que reunir com a au-tarquia local e ver o que se poderá fazer. Mas queremos muito ir por aí, queremos mexer com o Outeiro, queremos que as pessoas oiçam falar do Outeiro”.

O salão da ACCR recebe duas vezes por semana, aulas de ginástica, dadas por professores enviados pela DESMOR, durante o dia aos seniores e à noite aos adultos.

Indagada quanto ao que é que falta ao Outeiro da Cortiçada, Maria João confidenciou que na direção da Associação existe o sonho de que as pessoas da freguesia se unam mais, pois seria uma forma de contrabalançar a dispersão e recuperar o interesse pelas atividades que a ACCR possa promover. Fomentar essa união “vai ser o nosso primeiro trabalho e por isso fomos buscar para a nossa equipa pessoas das Correias, Vale Marinhas, Arruda dos Pisões…”, refere.

Um dos ‘dramas’ que o Outeiro vive foi ver-se sem as suas crianças. Um dia talvez a ACCR venha a organizar um ou outro grande convívio ao ar livre, por exemplo no Vale da Enguia, na zona de Arruda dos Pisões – mas haverá outros locais para os fazer, com certeza – que propiciem o convívio intergeracional e até entre as próprias crianças. Abordada esta vertente da recreação, Maria João exclama: “… temos juventude e temos muitas crianças! O exemplo era a escola: tínhamos 60 crianças nesta escolinha e agora muitas foram para as Fráguas e muitas para Rio Maior. No fundo as atividades que queremos desenvolver também são para as juntar aqui, pelo menos aos fins de semana. Umas foram para um lado, outras para o outro e separam-se e acabam por perder o contacto umas com as outras”.

Entretanto, no que a Associação está a pensar seriamente é em fazer um ATL. “Gostávamos de fazer aqui um ATL, aproveitando a escolinha. Já falámos com a Câmara, o assunto está mais ou menos encaminhado, vamos precisar de apoios… É de facto um projeto que gostávamos muito de levar por diante, para podermos ir buscar os meninos que foram para as Fráguas e para Rio Maior, juntando-os aqui pelo menos nas férias”, conclui a presidente da direção da Associação Centro de Convívio e Recreio de Outeiro da Cortiçada.

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