Açucena

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com

Açucena

Síntese prática

  • Nome científico – Lilium sp.
  • Nomes comuns – Açucena, lírio branco, lírio de Stº António.
  • Origem – Europa, América do Norte e Ásia.
  • Utilização – Canteiros, bordaduras e flor de corte.
  • Floração – Verão.
  • Tipo de planta – Bolbosa vivaz.
  • Família – Liliáceas.
  • Tipo de solo – Terra vegetal ligeira e bem drenada.
  • Exposição – Meia sombra.
  • Plantação – Na primavera e no outono.
  • Multiplicação – Divisão de bolbos e semente.
  • Fitossanidade – Pulgões, ácaros, trips, botrytis, clorose férrica e virose são algumas enfermidades da açucena.

Durante mais de três mil anos a açucena foi das plantas mais apreciadas no Egito, em Roma, na China e no Japão.

A Lilium candidum, oriunda do Mediterrâneo Oriental foi, durante séculos, a mais emblemática espécie conhecida. A brancura imaculada das flores justificou mesmo a sua eleição como símbolo de pureza o que, não obstante a atual perversão espiritual do termo, continua a simbolizar. Curiosamente, ou talvez não, há até textos dedicados à simbologia das flores que consideram o Lilium “antigo símbolo da pureza”… suponho que em perspetivas e interpretações algo restritivas uma vez que foi o comportamento das pessoas que mudou e não o que a flor simboliza. Utiliza-se como flor de corte pois mantém durante muito tempo a fragrância e a frescura, estando presente nos ramos de noiva, independentemente do mérito da nubente.

As folhas são lanceoladas, dispostas em verticilos, formando pequenas proeminências nas margens. As flores, em forma de trombeta, exalam agradável perfume reunindo-se num racimo terminal.

Ao género Lilium pertencem umas cem espécies distribuídas por regiões temperadas da Europa, pela América e pela Ásia. Tanto o bolbo como as pétalas têm propriedades medicinais. Os bolbos da Lilium candidum, também conhecida por «Cajados de S. José», cozidos em leite servem para preparar cataplasmas emolientes e a maceração das pétalas em aguardente acelera a cicatrização de feridas. Em Fitoterapia o assunto será abordado com maior profundidade.

Instalação e cultura

Algumas plantas deste género possuem exigências que apenas os profissionais experientes sabem satisfazer no entanto, espécies há que podem crescer espontaneamente ao ar livre, sem quaisquer dificuldades. Muitos híbridos lançados, recentemente, no mercado são fáceis de cultivar e resistentes às enfermidades que os atacam. Há até híbridos que, reproduzidos por semente, se comportam excelentemente como é o caso do «Olympic» e do «Empres Strain». O cultivo a partir de sementes talvez exija mais cuidados mas possui a grande vantagem de impedir a propagação de doenças virais, transmitidas por via vegetativa, que são grandes inimigas destas plantas.

A época de floração ocorre entre maio e setembro/outubro, consoante as espécies, existindo flores de quase todas as cores desde o branco imaculado a variadas tonalidades de rosa, púrpura, amarelo e laranja.

Solos constituídos por boa percentagem de terra vegetal, ligeiros, bem drenados e generosamente fertilizados são os que melhor servem a cultura das açucenas. Solo demasiado calcário, prejudica o crescimento das plantas que, geralmente, possuem cerca de um metro de altura. As açucenas são das poucas espécies de lírios que suportam bem uma acidez ligeira. Cultivadas em floreiras, necessitam de uma profundidade de terra suficiente para permitir a generosa expansão radicular. A exposição solar que mais as beneficia é a que permite o ensombramento e maior frescura da zona radicular, ficando a flor exposta aos raios solares. Durante o período de floração, regas parcimoniosas mas suficientes devem assegurar a manutenção da frescura do solo, sem encharcamento.

Multiplicação

O método mais fácil, e mais utilizado, para multiplicar lírios consiste na propagação a partir das escamas dos bolbos. Seis semanas após, obter-se-ão bolbilhos que produzirão flor ao fim de dois a cinco anos, consoante as espécies. A melhor altura para plantar as escamas é o início do outono, embora se possa fazer em qualquer altura entre agosto e março. Utilizem-se apenas bolbos roliços e sãos, acabados de apanhar para evitar o risco de infeções. Outro processo de multiplicação das açucenas é através da plantação de pequenos bolbos, de cor verde ou verde-púrpura, nascidos nas axilas das folhas ou no caule, que se separam no fim da época de floração.

A sementeira é outro processo para obter novas plantas, geralmente isentas de doenças. As sementes são colhidas no outono, semeando-se no início da primavera em substrato de viveiro. Tal como no caso das escamas é necessário esperar pelo menos dois anos para que a floração ocorra.

Fitossanidade

Afídios, pulgões, lesmas e caracóis são as pragas que, com mais frequência, atacam estas plantas. Doenças, como a podridão cinzenta, a clorose férrica e os vírus podem também causar problemas.

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