Arco da Memória teve 1ª Feira de Artesanato

1ª Feira de Artesanato do Arco da Memória deixa boa impressão

As artesãs Lisete Fernandes (Rio Maior) e Maria José (Santarém).

As artesãs Lisete Fernandes (Rio Maior) e Maria José (Santarém).

Enquanto se ultimavam preparativos para o Festival de Folclore de 13 de junho, ia decorrendo a 1ª Feira de Artesanato do Arco da Memória, instalada entre a capela e o edifício da Associação e no largo delimitado pelos dois edifícios e outras construções ali existentes, mesmo ao lado da rua principal.

Apesar de estado do tempo, mais para o nublado do que para o ensolarado, a verdade é que havia clientela.

António Luís e Isabel Nicolau (foto no Facebook do Região de Rio Maior) tinham a banca do Liró logo à boca do largo. E que coisas bonitas exibia! Miniaturas de casas, móveis, camas, baús… Umas, que embora dando para brincar são essencialmente peças decorativas e outras que também se prestando à decoração, são mesmo boas para brincar, especialmente para as meninas – “As caminhas são a sério. Tal e qual como as nossas têm o lençol de baixo, o lençol de cima, a colchinha… E depois servem para decoração… Isto é uma relíquia que fica para elas, para o resto da vida…”, comenta D. Isabel –. As casas foram construídas com fósforos ou palitos para espetadas, sem uso, claro; rigorosas e perfeitas!

O casal – ele marceneiro e ela empregada de escritório – está reformado e dedica-se a este tipo de artesanato há três anos. “Reformámo-nos e para não pararmos dedicámo-nos ao artesanato; há muito convívio, é engraçado e além disso proporciona uma grande ocupação do tempo”, refere D. Isabel.

Banca do Liró, porquê? “É uma alcunha que me puseram quando eu era pequeno e na Caldas só sou conhecido por Liró”, conta António Luís.

Noutra banca – a banca das Marias – estavam Lisete Fernandes e Maria José, que é de Santarém.

Lisete é do Casal Filipe, perto do Arco da Memória (Rio Maior). Ela e Maria José conheceram-se numa mesma feira de artesanato em Santarém, ambas foram convidadas para uma formação em Torres Vedras onde lhes chamaram «As Marias», de modo que “daí para cá formámos equipa e temos andado sempre juntas nas feiras de artesanato”, explica Lisete Ferreira, enquanto Maria José atende dois clientes.

Mas as Marias são quatro: a Lisete que é a Maria dos enxovais de bebé, artigos para casa e cestinhas perfumadas; a Maria José da bijutaria em capim dourado; a Sandra que é a Maria das Bonecas e a Sara, a Maria das Carteiras. Estas duas últimas artesãs não tiveram oportunidade de ir ao Arco da Memória mas tinham as suas produções na banca das Marias.

Estas quatro senhoras não vivem apenas do artesanato, têm os seus empregos. Porém, Lisete e Maria José estão desempregadas e aproveitam essa contrariedade para percorrer as feiras de artesanato da região. “Umas valem a pena, outras não, depende do sítio em que estamos”, avalia Lisete Ferreira. “Por exemplo estivemos numa muito boa, no dia 24 de maio, em A-dos-Francos e vamos lá voltar no dia 12 de julho”, adianta a artesã, que a organiza.

A Feira de Artesanato do Arco da Memória será, certamente, uma iniciativa a repetir.

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