CANOA – Cenário de cheias testa capacidade de socorro

No passado sábado, dia 13 de Dezembro, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), através do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, conduziu o exercício CANOA 2014, que teve início pelas 09h00 e envolveu cerca de 250 pessoas, até às 16h00 do mesmo dia.

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Os concelhos de Salvaterra de Magos e do Cartaxo acolheram os exercícios que decorreram entre a Ponte Rainha D. Amélia e a zona da Palhota e Escaroupim, tendo o Posto de Comando ficado instalado em Valada, no Cartaxo. O exercício teve como principal objectivo, treinar a capacidade de resposta dos agentes de protecção civil do distrito de Santarém e distritos limítrofes, em situação de cheias na bacia hidrográfica do rio Tejo.

Durante o dia, foram desenvolvidos exercícios em cenário de cheia no Tejo – um autocarro que caiu da ponte e do qual foi necessário resgatar pessoas quer  a partir da própria ponte, quer por meio aquático, um veículo ligeiro que entrou no rio e do qual foi necessário resgatar uma vítima mortal, a necessidade de transportar meios de combate a incêndios para uma povoação que se encontrava isolada pelas águas e onde deflagrou um incêndio urbano, a assistência a populações isoladas para entrega de alimentos para pessoas e para animais e fornecimento de medicamentos, ou um caso de desordem pública que implicou a intervenção da GNR para permitir, de seguida, o resgate das vítimas –, foram algumas das situações que puseram à prova a intervenção das várias entidades presentes.

O Canoa 2014, permitiu também testar equipas de comando – Portalegre, Leiria e Castelo Branco –, distritos que, juntamente com Lisboa, tiveram presentes no terreno 5 comandantes e segundos comandantes distritais dos CDOS, como avaliadores do desempenho nos vários cenários testados.

 No briefing final estiveram presentes o comandante distrital do CDOS de Santarém, Mário Silvestre, o comandante do Agrupamento de Centro Sul de Protecção Civil, Joaquim Chambel, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, e o coordenador do Serviço Municipal de Protecção Civil, Carlos Cláudio, que acompanharam o exercício ao longo do dia.

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O balanço do exercício foi considerado extremamente positivo, por todos os intervenientes, tendo Pedro Magalhães Ribeiro afirmado que “um trabalho da dimensão do que hoje aconteceu, com mais de duas centenas de pessoas envolvidas, entre protecção civil, bombeiros, forças de segurança e de emergência médica, só é possível ter sucesso pela enorme competência e formação técnica de todos os envolvidos, e pela exigência que os diferentes comandos colocam na integração de todas as forças no terreno”, acrescentando que “os concelhos que têm um rio com a imponência do Tejo, devem colocar nas suas prioridades de acção, o socorro às populações porque a segurança não é algo que se trate com improvisos, a preparação e o planeamento podem ser a diferença entre a vida e a morte, não só para as pessoas que esperam o socorro, mas também para os profissionais que o asseguram”.

 Estiveram directamente envolvidas no exercício as corporações de bombeiros – voluntários e municipais –, dos distritos de Santarém, Portalegre, Leiria e Castelo Branco, a Guarda Nacional Republicana (GNR), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), o Instituto da Segurança Social (ISS) e a Força Especial Bombeiros (FEB) da ANPC. Participaram ainda em acções de acompanhamento, observação e apoio, a Agência Portuguesa do Ambiente e Câmaras Municipais, através dos respectivos Serviços Municipais de Protecção Civil.

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