Carlos Nazaré exige controlo sobre práticas poluentes

A propósito de um requerimento do Partido Ecologista «Os Verdes », que tem a ver com a poluição na bacia hidrográfica do Rio Maior, o vereador da Câmara Municipal de Rio Maior, Carlos Nazaré Almeida (PS) reconhece a preocupação do executivo com esse assunto mas pede-lhe que esteja atento, tanto mais que “a pecuária já foi fundamental para a economia” do concelho, mas “hoje é das mais-valias para Rio Maior, uma das mais residuais”, resumindo-se praticamente “ao aluguer e utilização de instalações”. Para este autarca da oposição, “os grupos económicos ligados à exploração suinícola, infelizmente não têm sede em Rio Maior mas sim noutros concelhos, daí que pouco cá fique a não ser a poluição”.

Pesem embora “os direitos adquiridos” e nalguns casos o facto de os agregados urbanos terem acabado por cercar as pecuárias, há outro tipo de situações que denuncia, como sejam: regimes de exploração altamente intensivos, em circuitos, de tal modo fechados, que não é fácil a sua fiscalização; licenciamentos de descargas irregulares, porque a autarquia não tem competência nem legitimidade para intervir e as outras entidades também não o fazem; descargas de efluentes que são feitas quando se entende e da forma que se entende, não se sabendo se o que é lançado no recurso hídrico tem condições de ser lançado ou não.

Por causa de tudo isso, Carlos Nazaré defende que “a Câmara de Rio Maior não pode, apenas, passar a responsabilidade às outras entidades; tem que as responsabilizar de facto e exigir que haja controlo”, de modo a que se minimizem “estes impactes ambientais”.

Carlos Frazão Correia (PSD), ele próprio suinicultor, discorda de parte do que Nazaré diz sobre a pecuária no concelho, afirmando que embora muitas instalações estejam hoje ao serviço de grupos económicos, o sector “continua a criar necessidades de mão-de-obra e a fazer com que as rendas sejam uma fonte de rendimento de muitos ex-suinicultores que, se não fosse isso, se calhar teriam uma vida muito complicada”, pelo que “ainda deixa cá ficar alguma coisa para além da poluição”. Do seu ponto de vista, “neste momento quase todas, ou todas as instalações pecuárias que ainda existem estão sob controlo”.

Este vereador e vice-presidente do Município assegura ainda que a CMRM tem tido todas as iniciativas, que ainda em Julho houve uma reunião com a Câmara de Santarém sobre esta problemática, que está prevista outra para Setembro mas alargada aos Municípios de Azambuja e do Cartaxo e informou estarem a pensar recorrer ao QEC 2014-2020 – Quadro Estratégico Comum (que sucede ao QREN), se tal for viável, para “fazer algo para combater ainda mais a poluição no Rio Maior”.

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