Carteiros em greve – CTT negam acusações

Em greve desde as 14h30 desta tarde, os Carteiros de Rio Maior concentraram-se na Praça da República, junto da Rotunda do Município, a fim de darem visibilidade ao seu protesto e esclarecerem os cidadãos sobre as razões das suas reivindicações (ver notícia).

Os carteiros de Rio Maior reuniram-se na Praça da República em protesto.

Os carteiros de Rio Maior reuniram-se na Praça da República em protesto.

Já durante o dia de hoje, finalmente, a direcção de operações dos CTT resolveu responder às acusações, pela voz de Hernâni Santos, director deste sector, que, em declarações à Agência Lusa, terá negado qualquer atraso na distribuição de correio bem como problemas de higiene ou segurança no centro de distribuição de Rio Maior. O dirigente admite que devido à redução do número de cartas e à introdução do tratamento automático a empresa teve que fazer um “ajustamento” no número de funcionários, mas nega, ainda assim, a existência de falta de recursos e de atraso na distribuição.

Hernâni Santos afirma que o número de cartas distribuídas caiu para metade nos últimos dez anos (nesta zona), e que ainda assim a redução do número de trabalhadores se cifrou em 27%, deixando, segundo o responsável, uma média actual de 938 cartas por carteiro, enquanto em 2004 a média era de 1 300 cartas por carteiro.

Refira-se que os CTT de Rio Maior absorveram os Carteiros que dantes prestavam serviço em Alcanede; hoje em dia esse serviço a Alcanede é prestado a partir de Rio Maior.

Hernâni Santos continua, dizendo também duvidar da veracidade das afirmações relativamente às condições de higiene e segurança no trabalho, alegando que “ainda durante o dia de hoje esteve uma técnica desta área nas instalações, e confirmou não existir qualquer indício de roedores atestando as boas condições” do local, afirmando ainda que todas as instalações dos CTT são, regularmente, alvo de inspecções e que, inclusivamente, o centro de distribuição de Rio Maior foi alvo de uma desratização no passado mês de Abril, repudiando por isso as acusações e deixando o aviso de “serão tomadas medidas”, acrescentando que “até à passada sexta-feira, não foi feita qualquer comunicação ou qualquer queixa sobre este assunto nem por parte do sindicato nem da comissão de trabalhadores”.

Certo é que, todos os 16 trabalhadores do centro de distribuição de Rio Maior aderiram à greve para explicarem à população por que razão “são obrigados a servi-la mal”.

 

Categorias:Rio Maior

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Um Comentário

  1. alguém diz:

    Atrasos na entrega das cartas?! O pior é mesmo quando elas não chegam a ser entregues, ou cartas com aviso de receção que são entregues a qualquer outra pessoa, isso sim, é grave demais!

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