Castas novas na vinha de Porta de Teira

A Sociedade Agrícola João Teodósio Matos Barbosa & Filhos prepara-se para plantar castas novas na vinha da Porta de Teira, em Rio Maior

João Barbosa e a filha, Teresa Barbosa.

João Barbosa e a filha, Teresa Barbosa.

O negócio da Sociedade João Teodósio Matos Barbosa & Filhos, Lda. tem progredido. “As coisas felizmente têm corrido bem”, confirma João Barbosa. “Não é que estejamos a vender muito mais, estamos é a ter mais notoriedade e isso é que é importante para nós, significa que estamos a fazer as coisas bem feitas”, frisa.

Conversávamos na varanda/terraço panorâmico da Adega Porta de Teira, na apresentação dos novos vinhos que o vitivinicultor riomaiorense fez em junho.

Os Barbosa apostam na qualidade dos seus vinhos e fazem alarde disso, mas fica-se com a sensação de que andam a ser distribuídas medalhas a mais… “Estou de acordo consigo e não me parece que os critérios sejam os melhores, no entanto isso também varia de concurso para concurso mas sabe, os consumidores gostam de ver medalhas nas garrafas… Não é o nosso caso, nós não pomos medalhas nas garrafas. Nós mandamos os nossos vinhos para concurso, não pela medalha em si mas para tentar perceber qual é, em cada país, a tendência dos provadores. Existem em cada mesa vários tipos de pessoas que provam, desde enólogos a jornalistas e consumidores e para nós é importante que percebamos melhor em cada país para que tipo de vinho é que é a tendência. Ultimamente, em vez de enviarmos diversos vinhos para vários concursos o que estamos a fazer é enviar o mesmo vinho para vários concursos, para percebermos o que é que está a acontecer.

Hoje, o negócios dos concursos é um negócio em que as pessoas pagam uma brutalidade para terem os vinho a concurso e valem o que valem”, explica o produtor.

As castas que a Sociedade tem atualmente na vinha da Porta de Teira já não são apenas as do início, quando nasceram os vinhos Ninfa. “Não, não… Evoluímos, já temos brancas, temos Sauvignon Blanc e Fernão Pires, temos Alfrocheiro que é uma casta do Dão e o Pinot Noir.”, detalha o empresário, explicando que ali continuam a produzir unicamente os vinhos Ninfa.

A vinha da Porta de Teira tem 6,5 hectares “mas este ano vamos arrancar alguma vinha tinta e vamos plantar duas castas novas… Estamos a pensar chegar aos 10 hectares de vinha, aqui em Rio Maior”, revela João Barbosa.

E o espumante? “O espumante continua a vender-se. Continuamos a produzi-lo em quantidade limitada e é assim que queremos. Fazemos o que fazemos com qualidade – e felizmente fazemos cada vez melhor –, sabemos mais, a vinha está cada vez mais velha, tem mais maturação e faz coisas melhores”, assegura o vitivinicultor.

O Lapa dos Gaivões, das vinhas de Valle de Junco, no Alentejo, tem 10 hectares mas “lá só fazemos vinhos tintos”, precisa João Barbosa que também manda estes vinhos a concursos. “Enchemos, em dezembro passado, o Escolha 2011 e o Colheita 2012, que hão de ir a concurso em 2016”, informa acrescentando que os vinhos de topo Lapa Grande Reserva e Porta de Teira “não os mandamos para concursos nenhuns. Nem o espumante!”

A Sociedade João Teodósio Matos Barbosa & Filhos, Lda. exporta 60% da sua produção para países como os Estados Unidos, a China, Angola, Brasil, a Suíça… “Estamos a fazer 60.000 garrafas por ano no total das duas vinhas”, adianta o proprietário revelando que vão plantar na vinha de Porta de Teira a casta Alvarinho para fazerem vinho Alvarinho branco, além de outra casta, provavelmente Maria Gomes, que é como quem diz Fernão Pires.

Texto e fotos: Carlos Manuel

Categorias:Economia, Em Destaque

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