Cerca de 11 mil pessoas sem médico de família

No concelho de Rio Maior, em fins de Novembro estariam entre 9.000 a 11.000 utentes sem médico de família, não obstante os esforços do Município e a boa vontade e disponibilidade do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES Lezíria), actualmente dirigido por Diana Leiria.

O ponto de situação da Saúde no concelho é assunto recorrente nas reuniões de Câmara. “Vamos ter que reclamar de forma mais frontal, mais directa e mais exigente, porque quando um concelho tem perto de metade da população sem médico de família, qualquer coisa está errada”, preconizou em Dezembro último, Augusto Figueiredo, vereador da CDU, reconhecendo embora aqueles esforços locais e a boa vontade e disponibilidade do ACES Lezíria.

“As extensões de saúde nas freguesias não abrem e o pior de tudo é quando estamos a ter riomaiorenses de 2ª e de 3ª; quem não tem Unidade de Saúde Familiar (USF) e vive na cidade ainda pode ter o atendimento complementar mas quem vive nas freguesias, não tem transporte público, não tem apoio. Isto é o terceiro mundo”, denunciou o autarca frisando que “a responsabilidade é do Ministério da Saúde”, pelo que propôs que a Câmara Municipal exija ao ministro Paulo Macedo, ao Primeiro-Ministro, ao Presidente da República e à Assembleia da República que esta situação não continue a agravar-se.

Apesar de tudo, se é certo que cerca de 50% da população do concelho está sem médico de família, também é verdade que há médicos que cheguem no atendimento complementar, consi dera a presidente da Câmara, Isaura Morais (PSD): “Quem não tem médico de família vai ao Centro de Saúde e é atendido”, sublinhou, comentando que para si, nas actuais circunstâncias, “mais importante do que ter médico de família ou de estar no ficheiro de um médico é quando eu necessito de ir ao Centro de Saúde ter alguém que me atenda e neste momento a nossa comunidade está a ser atendida”.

A carência de médicos de família ter-se-á agravado ultimamente com a reforma antecipada de um dos médicos locais, que numa das freguesias origina cerca de 1.750 utentes sem atendimento na sua extensão de saúde, o que inclusivamente poderá reflectir-se negativamente na actividade da farmácia nas freguesias, designadamente dos grupos de risco.

Entretanto prevê-se o lançamento de mais um concurso para médicos, para a região, lá para Março ou Abril de 2015, sendo que existem vários municípios com situações idênticas à de Rio Maior. A expectativa para a superação dos actuais constrangimentos aponta para 2016.

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