Cooperativa Terra Chã vai gerir o Smartfarmer

Smartfarmer – O novo mercado eletrónico para os produtos hortofrutícolas e produtos tradicionais nos concelhos de Rio Maior, Cartaxo e Santarém.

Os produtores agrícolas locais passam a ter ao seu dispor uma plataforma de mercado eletrónico que associa a produção e o consumo local, permitindo a compra e venda de produtos, serviço de faturação, uma logística de entrega, possibilidade de parceria produtor/consumidor, um sistema de fidelização de clientes, capacidade de organizar leilões de produtos agrícolas evitando o desperdício alimentar, organização de doações de bens alimentares para organizações de economia social e ainda pacotes de turismo de base comunitária.

A Cooperativa Terra Chã criou uma parceria com a Associação Oikos – Cooperação e Desenvolvimento, entidade gestora do portal nacional e a Fundação Vodafone, parceira do projeto, para gerir o portal local de mercado para produtos agrícolas dos concelhos de Rio Maior, Santarém e Cartaxo.

Da esquerda para a direita: Provedor António Gouveia Luz (Santa  Casa da Misericórdia de Torres Novas); António Frazão (Cooperativa Terra Chã); Patrícia Santos (Casal da Raposa); Pedro Monteiro  (Cooperativa Terra Chã);  e Reinaldo Costa (Horta Silvestre).

Da esquerda para a direita: Provedor António Gouveia Luz (Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas); António Frazão (Cooperativa Terra Chã); Patrícia Santos (Casal da Raposa); Pedro Monteiro (Cooperativa Terra Chã) e Reinaldo Costa (Horta Silvestre).

O portal (www.smartfarmer.pt) possibilita o registo como produtor, consumidor pessoal ou coletivo, assegurando uma relação de proximidade entre a produção e o consumo. O serviço compreende, ainda, a organização de serviços de entrega e de logística, um sistema de faturação certificado, guias de transporte, sistema de pagamento online e assistência técnica aos produtores e consumidores.

Para além dos produtos hortofrutícolas, a plataforma disponibiliza derivados como o azeite, o mel, as compotas e os queijos de produção local.

A Terra Chã assegura o trabalho de gestão e de articulação entre os produtores e os consumidores, contando com a colaboração da Câmara Municipal de Rio Maior.

A iniciativa esteve presente no espaço da Feira Agroalimentar da FRIMOR 2016, possibilitando o primeiro contacto e esclarecimento para produtores e consumidores.

Há ainda o vídeo promocional do SmartFarmer, que contou com o envolvimento de produtores locais de Rio Maior (queijo e mel da Terra Chã e os hortícolas biológicos da Horta Silvestre, em Vale Marinhas) e de Torres Novas, bem como da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas. Esta instituição que já desenvolve uma política de compras locais, com benefícios significativos na qualidade alimentar e na redução de custos, ao mesmo tempo que injeta valores significativos na economia local. O vídeo está disponível em: https://www. you tube.com/watch?v=oELl TPh0P9I

Nesta fase, acontece o mapeamento e a caracterização dos produtores locais para possibilitar a organização de mecanismos de articulação e a georreferenciação, agilizando o conhecimento e a proximidade.

Na palavra de Júlio Ricardo, dirigente da Cooperativa Terra Chã, “o SmartFarmer investe na promoção da economia local, através do incentivo e apoio à produção, na criação de emprego de base local e na articulação com o consumo local, individual e coletivo. Para os consumidores individuais e coletivos é uma garantia de qualidade alimentar, de rastreabilidade e da possibilidade de uma relação de proximidade entre produtores e consumidores. Garante-se a frescura, a qualidade dos bens alimentares e a redução da pegada ecológica de produtos que já não necessitarão de chegar às nossas mesas, vindo do outro lado do mundo, em termos de custos de transporte, de diminuição da utilização de combustíveis fósseis e da diminuição significativa das necessidades de refrigeração e de embalagem.”

Têm a palavra os Municípios para a dinamização da economia local e promoção de uma alimentação de qualidade nas escolas

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Numa segunda fase, pretende-se envolver a restauração coletiva pública, como as cantinas escolares, os hospitais e as empresas públicas.

Muitas vezes, agita-se o fantasma do código da contratação pública e da lei da concorrência…

No entanto, é possível que os cadernos de encargos valorizem critérios sociais, de qualidade (por exemplo, as qualidades organolépticas de um produto podem ser critério para a contratação local) e de desenvolvimento sustentável.

Em França, o Ministério da Agricultura e as Associações de Municípios organizam dossiês de apoio à contratação pública para privilegiar as compras junto dos produtores locais. Por exemplo, segmentarizar as compras, aproximando-se dos limites autorizados para a compra direta ou, como já fazem alguns municípios portugueses, delegando a gestão das cantinas escolares nas suas juntas de freguesia, para baixar os limites da contratação pública.

Também a Associação Nacional de Municípios Portugueses divulga e incentiva as autarquias a aderirem ao «Pacto de Milão», para a promoção de uma alimentação urbana de qualidade e de base territorial.

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Ou seja, temos de perceber, o que se valoriza e o que prejudica em termos ambientais quando se compra uma tonelada de batatas que vem de outro continente ou quando se compra uma tonelada de batatas que é produzida na freguesia ao lado da cantina escolar!

Por exemplo, em França, a Câmara Municipal de Dijon incita os produtores agrícolas locais a organizarem uma produção de qualidade para assegurar o fornecimento de bens alimentares às cantinas escolares, gerando, deste modo riqueza local, quer em termos da circularidade da economia, quer da implicação dos impostos a nível local. Organiza, inclusivamente, uma planificação anual, fazendo chegar às organizações agrícolas o plano de abastecimento das cantinas públicas. Também a saúde pública sai reforçada ao valorizar-se uma alimentação de qualidade.

Por vezes, refere-se que as compras no local encarecem o valor médio das refeições. Há outros valores que devem ser tidos em conta na contabilidade do processo. A diminuição do custo de embalagem é uma realidade, quer pela redução das embalagens quer pela sua reutilização (as embalagens retornam ao produtor local e nas compras à distância a embalagem é um custo e um resíduo a processar).

Em França está estimado que o valor médio de uma refeição aumenta 0,18 €, fazendo compras de proximidade. Se tivermos em atenção a qualidade e as questões de saúde e bem-estar, é um custo que, a médio prazo, resulta em benefício.

O trabalho de sensibilização junto dos encarregados de educação e dos alunos deve merecer uma atenção especial. As visitas de estudo aos produtores agrícolas locais devem contar nas planificações curriculares, sensibilizando os alunos para a importância dos produtos locais na sua alimentação, para uma produção de proximidade, com qualidade.

Texto: A. J.

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