Dérbi morno – UDRM ganhou por 4-0

Terminou com a vitória da equipa da casa, o dérbi das uniões. Em jogo a contar para a 12ª jornada do Campeonato da I Divisão Distrital da AF Santarém, a União Desportiva de Rio Maior recebeu a União Desportiva de Santarém naquele que é já um “clássico” dos distritais.

Com a particularidade de ser uma partida entre dois “aflitos”, que ocupavam os últimos lugares da tabela classificativa, e que lutam pelo mesmo objectivo, a manutenção, o dérbi acabou por ser bastante morno, especialmente no primeiro tempo.

A jogar em casa, a UDRM quis assumir o rumo da partida, o que perante uma UDS muito macia não foi grande problema. De resto, a equipa de Rio Maior teve sempre o controlo da partida e criou as melhores oportunidades, se bem que, durante a primeira metade do jogo, essa superioridade não tivesse sido traduzida em golos.

Os primeiros quarenta e cinco minutos foram disputados numa toada morna, com a UDRM à procura dos melhores caminhos para a baliza defendida por Rúben. Sem grande acutilância, os riomaiorenses chegaram algumas vezes à baliza contrária, mas Fábio Soares, primeiro, e Persi, depois, cabecearam ao lado falhando as melhores oportunidades neste período.

A UDS ia mostrando o motivo pelo qual ocupa o último lugar da tabela, não conseguindo demonstrar um fio condutor de jogo e patenteando grande falta de intensidade na disputa pela posse de bola, acabando por se remeter a uma postura expectante que não dava qualquer fruto.

Por seu turno, a UDRM também ia demonstrando ineficácia, especialmente no último terço do terreno onde, apesar de criar desequilíbrios, teimava em não conseguir definir de forma concreta a finalização.

A melhor oportunidade deste primeiro tempo, acabou por surgir num pontapé, de fora da área, do médio da UDRM, João Alves, que foi desviado com o braço por um jogador adversário, originando uma grande penalidade prontamente assinalada pelo árbitro Pedro Sousa. Na conversão, o capitão riomaiorense, Persi Mamede, acabou por desperdiçar rematando para a intervenção do guardião escalabitano, Rúben, para desespero dos adeptos riomaiorenses que começavam a duvidar da capacidade da sua equipa em levar de vencida os rivais de Santarém.

Antes do final do primeiro tempo, registo ainda para uma excelente jogada de André Sousa, que ganhou uma bola dividida junto à linha, procurou um colega e endereçou o esférico a Marco, que de fora da área rematou ao lado da baliza contrária.

A UDRM ia para intervalo com sinal mais, numa partida que até então não havia tido grandes motivos de interesse. A UDS, por seu turno, não havia mostrado capacidade para contrariar a UDRM e sentia-se que, muito dificilmente, poderia encontrar argumentos para conseguir a vitória.

O segundo tempo começou, praticamente, com o primeiro golo da UDRM, conseguido pelo jovem avançado André Sousa, que se isolou no ataque e rematou certeiro à saída do guarda-redes adversário. Um golo muito festejado no Estádio Municipal de Rio Maior.

A equipa riomaiorense, muito motivada pelo primeiro golo, partiu então para um segundo tempo extremamente inspirado, e foi construindo de forma segura, a goleada.

Zuca, numa jogada de génio, a fazer lembrar ídolos como Messi ou Maradona, esteve perto de fazer o segundo, pouco depois. Zuca arrancou desde o meio-campo, com o esférico controlado, foi deixando adversários pelo caminho, entrou na grande área escalabitana e, à saída do guardião, rematou colocado… mas ligeiramente ao lado… merecia ter tido melhor sorte o extremo da UDRM.

O que Zuca não conseguiu, André Sousa não perdoou! Aos 60 minutos, Bruno Costa subiu todo o flanco direito para receber uma bola colocada nas costas da defesa escalabitana, ganhou posição, entrou com a bola na área e tentou colocar a bola junto ao poste mais afastado da baliza de Rúben, que se esticou e desviou a bola para uma zona onde apareceu, muito oportuno, André Sousa, a finalizar de forma simples, facturando o seu segundo golo no jogo e ampliando a vantagem da UDRM para 2-0.

Até ao final assistiu-se a um “assalto” ao “castelo” escalabitano, e ao correspondente avolumar da vantagem com mais dois golos do “capitão”. Persi, que havia falhado o penalty no primeiro tempo, voltou a falhar o golo num desvio de um passe de Jeffrey, na “cara” do guardião adversário, e pouco depois viu um golo, “oferecido” por André Sousa (que podia perfeitamente ter concretizado), ser-lhe invalidado devido a posição irregular. Parecia que o capitão não ia conseguir quebrar o jejum, mas Sousa voltou a “oferecer-lhe” uma oportunidade que o avançado cabo-verdiano, desta vez, não desperdiçou, ampliando a vantagem riomaiorense para 3-0.

Já perto do final da partida, Persi voltou a fazer o gosto ao pé, finalizando da melhor forma com um remate rasteiro, que fixou o resultado final em 4-0.

O resultado é inteiramente merecido e reflecte, de forma justa, o que se passou dentro das quatro linhas. Em Rio Maior, a UDRM foi a única equipa que se preocupou em jogar futebol e, apesar de um primeiro tempo muito incaracterístico, no segundo tempo teve períodos completamente avassaladores que resultaram em quatro golos, sendo que facilmente podia ter concretizado mais algumas oportunidades. Já a UDS, foi uma completa desilusão, uma sombra da UDS de 2013/14 que discutiu até à última jornada, o título de campeão com a UDRM, e que começa a parecer ter o seu destino mais que traçado.

Com este resultado, a UDRM passa a somar 10 pontos, subindo à 11ª posição do campeonato, abandonando os lugares de despromoção ao beneficiar das derrotas de Barrosense e Chamusca.

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