Diabetes gestacional e a diabetes tipo 2

Diabetes gestacional aumenta risco de diabetes tipo 2.

Artigo de opinião de Luísa Ruas, coordenadora do Grupo de Estudos da Diabetes e Gravidez da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

Artigo de opinião de Luísa Ruas, coordenadora do Grupo de Estudos da Diabetes e Gravidez da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

Quando a intolerância à glicose, de grau variável, é diagnosticada ou reconhecida pela primeira vez durante a gravidez estamos perante um diagnóstico de diabetes gestacional (DG). As principais causas desta patologia na mulher grávida são o défice de secreção de insulina e o aumento da sua resistência, ou seja, verifica-se uma dificuldade do pâncreas em produzir a quantidade necessária de insulina para fazer face ao aumento da resistência à insulina na gravidez.

As mulheres com DG acarretam um risco acrescido de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro, uma vez que a doença parece resultar das mesmas alterações fisiológicas e genéticas da diabetes mellitus fora da gravidez.

A DG é responsável por várias consequências patológicas no feto, nomeadamente grandes para idade gestacional e macrossomia e outras complicações neonatais como, por exemplo, a hipoglicemia, SDR , hiperbilirrubinemia

A exposição a nutrientes, obesidade, diabetes, hormonas pode modificar a forma como o genoma fetal é expresso, o que pode provocar alterações na função de órgãos a longo prazo no novo ser.

O diagnóstico universal é recomendado na primeira visita pré-natal. Em primeiro lugar é necessário detetar as mulheres com diabetes mellitus que não foram diagnosticadas anteriormente ou, quando já diagnosticadas, não foram tratadas antes da gravidez. Nas mulheres que não foram diagnosticadas como tendo diabetes mellitus ou diabetes gestacional na primeira visita, é realizado um PTGO (prova de tolerância à glicose oral) entre as 24 e as 28 semanas de gestação.

O tratamento da DG envolve a terapêutica educacional, médica nutricional, atividade física, autovigilância glicémica em jejum e uma hora após a refeição. Nos casos, em que estas medidas não são suficientes, existe a necessidade de iniciar uma terapêutica farmacológica com insulina. A segurança e eficácia da terapêutica com antidiabéticos orais na diabetes gestacional também tem vindo a ser demonstrada por vários estudos ao longo do tempo, o que faz desta uma alternativa à insulina.

A diabetes desaparece geralmente após o parto, sendo importante manter os cuidados de alteração do estilo de vida com exercício físico e alimentação equilibrada e acompanhamento médico de forma a evitar a diabetes mellitus tipo 2, uma das principais consequências da DG.

O diagnóstico e terapêutica da diabetes gestacional é um dos temas que estará em destaque no 12º Congresso da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, um evento que vai juntar mais de 1 000 especialistas, de renome nacional e internacional na área da diabetes, entre os dias 17 e 20 de março, no Tivoli Marina Hotel, em Vilamoura.

Consulte a página oficial do evento através do http://www.diabetologia2016.com/.

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