Ecologistas denunciam poluição do rio Maior

No dia 8 de Novembro de 2014, nas instalações da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Póvoas, na freguesia de Fráguas, concelho de Rio Maior, reuniram os membros das coordenações da Associação Eco-Cartaxo Mae, Movimento Ar Puro (Rio Maior) e Movimento Ecologista do Vale Santarém.

Foi tida em conta a situação de poluição que se mantém no rio Maior, sobretudo pela acção de fábricas e suiniculturas que, “não cumprindo as regras legais estabelecidas, transformam o rio num vazadouro de matérias poluentes, a que se somam as descargas não tratadas de esgotos urbanos, inclusive da ETAR de Santarém, como foi evidenciado em fotos e vídeos mostrados aqui há meses”, lê-se numa nota distribuída pelos três Movimentos.

As coordenações dos três movimentos ecologistas que se reuniram em Póvoas.

As coordenações dos três movimentos ecologistas que se reuniram em Póvoas.

“Se a prática que se verifica há décadas conduziu o rio Maior a este estado vergonhoso, há que dizer que, além de tais atentados, a poluição se deve à falta de uma visão estratégica de ordenamento do território em toda a bacia hidrográfica do rio Maior, dando cumprimento à Directiva Quadro da Água da União Europeia e à designada Lei da Água portuguesa”, acusam os ecologista, dando ainda conta de “descargas directas para o rio, linhas de água superficiais subterrâneas, sem tratamento, apesar de em alguns casos”, por eles referenciados, “terem ETARs e ECTES (Estações de Tratamento de Águas Residuais e Estação Colectiva de Tratamento de Efluentes Suinícolas) construídas com dinheiros públicos, que estão desactivadas, a degradarem-se e, neste último caso, a não produzirem energia eléctrica, a partir de efluentes altamente poluidores, para minimizar a dependência energética a que o país está sujeito”.

Outro assunto tratado neste mesmo encontro foi a proposta a apresentar, da construção de uma Ecovia ao longo do ramal da antiga via-férrea de Rio Maior, entre Rio Maior e o Vale de Santarém, com continuação, a partir da Ponte de Asseca, pelo combro do rio Maior/vala de Azambuja. “Este traçado, à semelhança de outros que, em Portugal, já foram aproveitados para o mesmo fim, será uma mais-valia para a zona envolvente do leito do rio Maior, utilizando as condições naturais existentes para práticas saudáveis ao ar livre, caminhadas, passeios a pé, em bicicleta, pesca, canoagem, orientação e outras, proporcionando, nas margens do rio, uma revitalização e encontro das populações, com práticas de respeito e de defesa da natureza”, argumentam estes três movimentos ecologistas da região, para os quais a Ecovia, sendo um importante benefício, dado propiciar a utilização das margens do rio Maior pelas populações, deverá ser uma das medidas a tomar no sentido da despoluição do mesmo.

Neste encontro de Póvoas, as três coordenações ecologistas projectaram várias acções a propor às populações, às autarquias dos concelhos de Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja) e outras entidades.

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