Em Rotary fevereiro é mês dedicado às comunidades

Em fevereiro de 2018 o Rotary Club de Rio Maior reconheceu méritos profissionais.

Com a presença de delegações dos clubes Rotários de Alcobaça, Benedita, Bombarral, Caldas da Rainha, Porto de Mós e Santarém e uma representação do Rotaract de Rio Maior, realizou-se em 16 de fevereiro último o Jantar de Reconhecimento de Méritos Profissionais, promovido anualmente pelo Rotary Club de Rio Maior.

O jantar foi servido num dos salões do complexo turístico Quinta das Acácias (Gato Preto). O grande contingente de convivas foi, naturalmente, o do clube organizador e seus convidados locais.

A mesa de honra, quando usava da palavra o vereador Miguel Santos, vendo-se da esquerda para a direita o presidente do Rotary Club de Santarém Luís Miguel Rodrigues, o governador assistente do Distrito Rotário 1960 António Carmo, a presidente do Rotary Club de Rio Maior Alda Oliveira e a provedora da Santa Casa de Rio Maior, Maria José Figueiredo Barra.

A mesa de honra foi composta pela presidente do Rotary Club de Rio Maior Alda Oliveira, o governador assistente do Distrito Rotário 1960 António Carmo, o presidente do Rotary Club de Santarém – clube padrinho do Rotary de Rio Maior – Luís Miguel Rodrigues, o vereador Miguel Santos em representação da presidente da Câmara Municipal de Rio Maior e a presidente da Santa Casa da Misercórdia de Rio Maior Maria José Figueiredo Barra.

A saudação protocolar às bandeiras. Da esquerda para a direita a presidente do Roract Joana Custódio, Maria José Figueiredo Barra, Alda Oliveira, António Carmo, Miguel Santos e Luís Miguel Rodrigues.

O vereador Miguel Santos considerou aquela, uma noite de estrelas, porque aqueles quem iam ser homenageados “brilharam de tal forma que merecem o nosso reconhecimento”. Para o jovem autarca do CDS “vivemos numa cidade de estrelas, uma cidade que é uma verdadeira cooptadora de sucesso de talentos que nós devemos conhecer”, razão pela qual parabenizou o Rotary Club de Rio Maior pela iniciativa que criou e vem mantendo de reconhecimento do mérito de profissionais das mais diversas áreas.

Miguel Santos relevou “a importância” do jantar “para a sociedade riomaiorense, poque se aqui estamos é porque aqueles que hoje são homenageados souberam fazer por isso, souberam fazer melhor, souberam ser verdadeiros empreendedores na sua área”.

O autarca dirigiu-se então aos homenageados “como riomaiorense orgulhoso” mas também manifestando “em nome da nossa cidade, o nosso muito, muito obrigado por todas as conquistas que foram vossas mas que também consideramos como nossas”.

A Alda Oliveira, afiançou que o Rotary Club de Rio Maior “pode continuar a contar com o Município como um parceiro estratégico para as suas iniciativas”.

Miguel Santos, ele próprio um jovem empresário de 21 anos, concluiu a sua intervenção com um slogan célebre legado aos riomaiorenses pelo saudoso José Pulquério, era então o primeiro presidente da Câmara Municipal de Rio Maior eleito em democracia: “Rio Maior, cidade amiga, terra para trabalhar, terra para viver, terra para investir.”

Alda Oliveira, presidente do Rotary Club de Rio Maior, quando iniciava as homenagens da noite.

“Somos reconhecidos por aquilo que fazemos e não por aquilo que somos, realizando serviços, mais ou menos duradouros que sirvam a nossa comunidade; independentemente da forma como cada um o faz e serve, fazemo-lo porque estamos convictos que o nosso serviço poderá e deverá fazer a diferença na vida dos outros”, fundamentou Alda Oliveira, recordando que Rotary Internacional reserva o mês de fevereiro às comunidades e como tal é nesta altura do ano que o Rotary Club de Rio Maior, a que preside, também o faz, reconhecendo, como o fazem outros clubes rotários, os profissionais regionais “pela sua atividade, dinamismo, empreendedorismo e sucessos obtidos”.

Alda Oliveira agradeceu os apoios e patrocínios recebidos que facilitaram a realização dos eventos do Rotary Club de Rio Maior ao longo dos seus quase doze anos de existência.

Nos agradecimentos pelos apoios ao Rotary Club de Rio Maior, Alda Oliveira envolveu a coordenadora de curso Susana Franco e a professora Vera Simões, ambas da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, nesta foto consigo e o governador assistente do Distrito Rotário 1960. 

Os reconhecimentos profissionais do Rotary Club de Rio Maior
PRÉMIO CARREIRA

O Prémio de Carreira foi atribuído ao jornalista que escreve estas linhas, chegado a Rio Maior há 32 anos e que tem desenvolvido nesta terra de seus antepassados a respetiva atividade profissional. Fez o apontamento biográfico a Dra. Maria Júlia Figueiredo, que lhe ofereceu o livro de sua autoria «Para a História do Teatro em Rio Maior», um documento de inquestionável valor. Para a entrega do diploma que atesta o prémio foi convidado o presidente do Rotary Club de Santarém Luís Miguel Rodrigues.

O jornalista, nesta fotografia com Maria Júlia Figueiredo e Alda Oliveira, recebeu também uma réplica em acrílico do símbolo de Rotary Internacional.

Foi ainda lida uma mensagem que Mafalda Rodrigues Fonseca e Miguel Félix Paulo lhe dirigiram através do clube e que calou fundo na sua mente, tal como o reconhecimento profissional de que o Rotary Clube de Rio Maior entendeu ele ser merecedor e que agradeceu.

INÊS HENRIQUES, ATLETA DO ANO e JORGE MIGUEL, TREINADOR DO ANO

Depois do testemunho de João Vargas Lopes – de quem Jorge Miguel chegou a ser colega de trabalho numa área que não a de treinador de Atletismo de alta competição em que é especialista na disciplina de Marcha Atlética –, comprovando que o homenageado fez a opção de vida que sempre quis, preparando atletas do seu concelho e ajudando-os assim na conquista de títulos, inclusivamente mundiais, medalhas e recordes em competições nacionais e internacionais como foi, recentemente, o caso de Inês Henriques, coube à Professora Doutora Luisa Sacadura historiar os percursos destes homenageados.

Inês Henriques e Jorge Miguel, já com os diplomas comprovativos das distinções que o Rotary Club de Rio Maior lhes atribuiu. Estão ladeados à esquerda da foto por Alda Oliveira e à direita por Luís Miguel Rodrigues, António Carmo e Luisa Sacadura.

Muito pequena ainda, a Inês começou por tentar o Basquetebol na escola primária mas não era o que queria; aos 12 anos de idade, “empolgada pelo título mundial que a Susana Feitor conquistara um ano antes” (nr.: em Plovdiv, na Bulgária, tinha apenas 15 anos), quando a irmã a desafiou a abraçar o Atletismo aventurou-se na Marcha Atlética. “Percebeu-se logo” que a Inês Henriques “descobrira o seu destino”. Começou a treinar com o Jorge Miguel em 1992. No ano de 1997 teve a sua primeira experiência internacional. Começou pelos 20 km.

Inês Henriques, para quem as melhores homenagens são as da sua terra.

Com o passar dos anos o seu treinador de sempre “desafiou-a a fazer algo mais e algo diferente (…): fazer os 50 km Marcha, prova que não estava prevista para as mulheres”. Muito se deve a ela a abertura do IAFF – Associação Internacional das Federações de Atletismo à inclusão dos 50 km Marcha em Femininos nas competições oficiais. Inês Henriques e outras marchadoras puderam finalmente disputar um Campeonato Mundial de Atletismo pela primeira vez (Londres, 2017), com a atleta portuguesa do Clube de Natação de Rio Maior a sagrar-se Campeã do Mundo naquela distância com o tempo de 4 horas, 5 minutos e 56 segundos e a melhorar o seu próprio recorde mundial que tinha estabelecido nesse mesmo ano em Porto de Mós com o tempo de 4 horas, 8 minutos e 25 segundos. “Em agosto de 2018, Inês quer marchar os 50 km dos Europeus de Berlim”, referiu Luisa Sacadura, mas para isso teve que reclamar, juntamente com a recordista espanhola Maria Dolores, junto do Tribunal da Associação Europeia de Atletismo, a inclusão da prova de 50 km em femininos na capital germânica pois a mesma não estava programada.

Mas com apenas três meses de intervalo, já a 5 de maio, a marchadora olímpica riomaiorense deverá disputar os 50 km Marcha no Mundial de Seleções na China, o que “é um grande desafio”, sublinhou Luisa Sacadura, para concluir a fundamentação do reconhecimento de Inês Henriques como Atleta do Ano afirmando: “Esta é uma história inspiradora de superação e conquista; a forma como ela encara a prática desportiva competitiva, a vontade com que se dedica e a seriedade que coloca na sua preparação revelam a verdadeira mentalidade de atleta de alta competição, sentindo a necessidade de ser cada vez melhor”. É um exemplo para os atletas, nomeadamente aqueles que se preparam no Centro de Estágios de Rio Maior.

Jorge Miguel afirma haver cidadãos anónimos com percursos de vida tão grandes e gloriosos como o seu mas que não são projetados.

De Jorge Miguel, a Professora Doutora Luisa Sacadura lembrou ter sido treinador dos também olímpicos Susana Feitor, João Vieira, Sérgio Vieira e Vera Santos, todos eles nomes sonantes da Marcha em Portugal que nos primeiros anos militaram no Clube de Natação de Rio Maior, e o treinador de sempre de Inês Henriques, agraciado, em 2014, com o prémio Treinador de Excelência, da Associação Europeia de Atletismo, atingindo novo auge na carreira precisamente com o triunfo da sua pupila nos 50 km Marcha, no Mundial de Atletismo de Londres.

“Ao longo de mais de duas décadas e meia de trabalho com atletas, numa relação intensa, conduzindo o processo de treino sem queimar etapas, tornando deste modo duradouro o rendimento desportivo, o treinador Jorge Miguel revela uma dimensão específica e psicopedagógica assinalável – que a escola de Marcha criada em Rio Maior, cada vez mais confirmada como Cidade do Desporto –, com um apanágio e uma dimensão técnica de um líder conhecedor dos sucessos que interferem no processo de treino bem como de gestor que entende perfeitamente os aspetos organizativos e financeiros que lhes são subjacentes”, realçou a grande impulsionadora da criação do Rotary Club de Rio Maior.

Recorde-se que os méritos destes símbolos maiores do desporto de alta competição de Rio Maior e de Portugal foram reconhecidos e aplaudidos na sessão solene de 6 de novembro de 2017, comemorativa do 184.º aniversário da Fundação do Concelho de Rio Maior. “Estranha-se que ainda não se tenha concretizado a homenagem que virá” do “Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa e para a qual a Inês foi alertada”, comentou Luisa Sacadura.

À entrega das distinções a estes dois homenageados, seguiram-se pequenas intervenções suas. De Jorge Miguel, oriundo da Beira Baixa e a viver em Rio Maior há 60 anos, registo esta afirmação: “Tenho conhecido muita gente de Rio Maior, gente anónima e que não tenho dúvidas nenhumas que o seu percurso de vida foi tão grande e tão glorioso como o meu e o da Inês, simplesmente muitas vezes a comunicação social destaca os que ganham e ignora exemplos de vida que são extraordinários.” No que respeita a Inês Henriques menciono o seguinte: “Tenho recebido muitos prémios, muitas homenagens mas as melhores são as da minha terra.”

BRUNO VARGAS, PRÉMIO PROFISSIONAL DO ANO 2017 E PRÉMIO INOVAÇÃO

Bruno Vargas é o prémio Profissional do Ano 2017 e o prémio Inovação.

Aos 39 anos de idade, Bruno Vargas é um empresário ainda jovem. Fez o ensino primário, preparatório e secundário em Rio Maior, em 1997 licenciou-se em Comunicação e Marketing na Universidade Católica, fez o Master na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril na área da Gestão Estratégica de Destinos Turísticos, trabalhou no departamento de Património e Marketing do Sporting Clube de Portugal, na Golden Eagle aqui em Rio Maior, numa empresa de gestão imobiliária e condomínios, foi formador na área do Turismo durante três anos na Escola Profissional de Rio Maior, trabalhou em Angola numa empresa de vendas internacionais e, novamente em Rio Maior, deu novo rumo à sua vida tirando partido da oportunidade, da inovação como forma de criar o seu próprio futuro e do espírito empreendedor, como melhor e mais pedagogicamente descreveu o engenheiro José Oliveira, past presidente do Rotary Club de Rio Maior.

Foi assim que Bruno Vargas se tornou empreendedor; abraçou o negócio das ervas aromáticas para a produção de infusões, criou a marca Herbas que em pouco mais de um ano de existência obteve prémios de excelência, quer em Portugal quer no exterior e representa já 40% do mercado de retalho nacional (os pacotinhos das infusões) e 5% do internacional. “Neste momento a sua empresa vende cerca de 5 toneladas de ervas aromáticas a granel; se pensarmos que um chazinho é uma colherzinha de poucos gramas, 5 toneladas é efetivamente algo de importante”, comentou José Oliveira.

O Rotary Club de Rio Maior atribuiu o prémio Profissional do Ano 2017 e prémio Inovação a Bruno Vargas pelo seu contributo para o desenvolvimento regional, visão empresarial e empreendedorismo pela criação da empresa Herbas.

A entrega do diploma correspondente aos prémios a Bruno Vargas foi feita por António Carmo, acompanhado por Alda Oliveira e José Oliveira.

Bruno Vargas declarou-se responsabilizado e honrado pela distinção rotária de que foi alvo, partilhou-a com a esposa, Marta Flor, pois trabalham em conjunto e além disso ela tem especial papel no bom gosto e na imagem da Herbas, e manifestou a sua gratidão à família. Aos amigos agradeceu o encorajamento e a divulgação que fazem da sua marca.

Bruno Vargas partilhou com os pais, a esposa, as filhas e a irmã, a alegria e importância do momento.

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