Estagiários do Passaportes Emprego 3i bem acolhidos no Ribatejo

António Campos, da NERSANT, com estagiários já com os respetivos diplomas.

António Campos, da NERSANT, com estagiários já com os respetivos diplomas.

Em medida dinamizada pela Nersant na região, empresas do Ribatejo acolheram 167 dos estagiários do Passaportes Emprego 3i, o que equivale a 70% deles.

Criado pelo Governo, o Passaportes Emprego 3i dirigiu-se às empresas com projetos aprovados no âmbito dos sistemas de incentivos, dando-lhes a oportunidade de integrar na sua estrutura, mão-de-obra qualificada, a baixos custos. Neste processo, a NERSANT desempenhou um papel de mediador entre as empresas beneficiárias e os estagiários, tendo recebido os currículos dos interessados em realizar os estágios, bem como as ofertas das empresas, fazendo-os corresponder sempre que possível. Na sequência desse trabalho decorreram 239 estágios na região do Ribatejo.

Na Lezíria do Tejo participaram 45 empresas e 105 estagiários, enquanto no Médio Tejo integraram o programa 64 empresas e 134 estagiários.

Nas sessões de encerramento do projeto, a 29/6/2015  para a Lezíria e no dia seguinte para o Médio Tejo, todas as empresas e estagiários receberam os certificados de participação no projeto.

Segundo a entidade externa responsável pela avaliação do projeto, relativamente à Lezíria, o nível de satisfação do orientador de estágio para com o desempenho do estagiário foi bom (50%) ou muito bom (39%). O mesmo grau de satisfação foi atingido pelos estagiários, que se revelaram muito satisfeitos (Bom, 40% e muito bom, 56%). O elevado grau de satisfação, quer da empresa quer do estagiário, resultou num elevado grau de empregabilidade pós estágio. Na Lezíria do Tejo, 59% dos estagiários foram contratados pela empresa no final do estágio.

Na região do Médio Tejo registou-se o mesmo grau de satisfação, tendo 74% dos estagiários ficado a trabalhar nas empresas. Em termos globais, dos 239 estagiários que integraram o Passaporte Emprego 3i, 135 realizaram contrato de trabalho com as empresas onde estagiaram, o que significa que o projeto teve um taxa de empregabilidade na ordem dos 67%, no Ribatejo.

Relatam da NERSANT que a satisfação de Vítor Rego, administrador da empresa Festivo Começo, S.A., situada na Portela das Padeiras em Santarém, com a integração da estagiária é de tal ordem, que acabou por confessar que “para além da estagiária estar já a chefiar as vendas a nível internacional, vejo-a, num futuro próximo, a chefiar todo o departamento comercial. O mais importante era conseguir a pessoa certa e foi isso que aconteceu”.

Dão também o exemplo de uma das empresas do Médio Tejo, que refere que aquisição de novos colaboradores lhe veio trazer um novo fôlego: “A aquisição de estagiários, com novas ideias, rejuvenesce uma equipa que precisa de uma jovialidade e de novos conhecimentos, nomeadamente ao nível das tecnologias”, terá declarado a empresária Ana Coelho, administradora da Diamantino Coelho e Filho, S.A., empresa situada em Tomar.

A NERSANT assegura ainda que entre os estagiários, a opinião é unânime. Todos estão bastante satisfeitos e realizados, gratos à Associação Empresrial da Região de Santarém por esta oportunidade única de entrar no mercado de trabalho; citam memo Nuno Martins, técnico de Produção da Diamantino Coelho e Filho, S.A.: “Entrei como estagiário e neste momento sou responsável pela nova fábrica da Diamantino Coelho. Tenho muitas responsabilidades e toda uma fábrica a meu cargo”.

Nas sessões de apresentação de resultados, António Campos, presidente da Comissão Executiva da NERSANT, explicou ter valido a pena “apostar nesta medida”, pois “hoje em dia, formar uma pessoa numa empresa, demora cerca de seis meses”, pelo que “é importante que o Estado crie medidas que possam minimizar este custo para as empresas, tornando-as, desta forma, mais competitivas”.

Para António Campos, uma vez que a taxa de empregabilidade foi de cerca de 70 por cento, “as empresas contrataram gente jovem e qualificada, o que é uma evidente mais-valia para o tecido empresarial da região”.

A medida Passaportes Emprego 3i teve como objetivo complementar e desenvolver as competências dos jovens que procuram um primeiro ou um novo emprego, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade e apoiar a transição entre o sistema de qualificações e o mercado de trabalho; promoveu o conhecimento sobre novas formações e competências junto dos empregadores e a criação de emprego em novas áreas; e fomentou o desenvolvimento de recursos humanos nas respetivas áreas de abrangência. As beneficiárias deste projeto foram empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica com projetos de investimento aprovados em qualquer sistema de incentivos.

Os estágios foram dirigidos a jovens desempregados inscritos nos Centros de Emprego, detentores de diferentes graus de ensino ou qualificações, perspetivando uma futura integração no mercado de trabalho.

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