Etiqueta energética para refrigeração profissional

Aparelhos de refrigeração profissionais passam a ter etiqueta energética a partir de 1/7/2016.

Modelos mais eficientes podem reduzir consumo energético até 50%

Vinte anos após a introdução da etiqueta energética na União Europeia para aparelhos de refrigeração para uso doméstico, os regulamentos de conceção ecológica e de rotulagem energética foram estendidos aos congeladores e frigoríficos comerciais e profissionais.

A partir de hoje, 1 de julho de 2016, os armários refrigerados plug-in de armazenagem profissionais terão que exibir a bem conhecida etiqueta energética da União Europeia – alerta a Quercus, acrescentando: “Trata-se de uma medida benéfica considerando o impacte positivo destes regulamentos ao nível do mercado doméstico e o potencial de poupança por explorar nos mercados comercial e profissional.

Os produtos profissionais de refrigeração consomem grandes quantidades de energia, acarretando custos elevados para as empresas, e os aparelhos plug-in são utilizados em praticamente todos os supermercados, hotéis, restaurantes, bares e cantinas. O consumo energético dos produtos de refrigeração ineficientes pode ser reduzido em 30 a 50%, se substituídos pelos mais eficientes. Os modelos fechados de maior eficiência podem mesmo proporcionar poupanças de vários milhares de euros durante o seu tempo de vida. Considerando que grande parte dos utilizadores profissionais destes produtos possui mais do um aparelho, o potencial de poupança é enorme.

Etiqueta energética em vigor a partir de 01/7/2016. Fonte: Comissão Europeia.

Etiqueta energética em vigor a partir de 01/7/2016. Fonte: Comissão Europeia.

A nova etiqueta com classes de A a G (A+++ a G, a partir de 1 julho de 2019)

A nova etiqueta energética para aparelhos de refrigeração de armazenagem profissionais permitirá identificar, nos pontos de venda, os produtos mais eficientes. A etiqueta fornece o nome do fabricante e modelo juntamente com a seguinte informação técnica:

Classe de eficiência energética e consumo de eletricidade anual

Volume líquido

Classe climática

Para garantir o aumento da eficiência energética, a etiqueta energética é complementada com outra ferramenta, menos visível para os compradores – o regulamento de conceção ecológica. Este define os requisitos mínimos obrigatórios que os aparelhos têm que cumprir para poderem ser colocados no mercado. Em conjunto, estes regulamentos contribuirão para a melhoria dos produtos ao longo do tempo.

Refrigeração doméstica 4 vezes mais eficiente do que há 20 anos

A aplicação dos regulamentos de etiquetagem energética e a conceção ecológica podem ter consequências muito positivas, tal como comprova a evolução dos aparelhos de refrigeração domésticos nos últimos 20 anos. Na altura, a média dos produtos só alcançava as classes C ou D e hoje os modelos no mercado já atingem, em média, a classe A++, e são quatro vezes mais eficientes do que há 20 anos.

Legislação atrasada para aparelhos de exposição

Outra grande categoria de produtos de refrigeração profissional são os aparelhos de exposição. Os regulamentos de etiquetagem energética e conceção ecológica deste grupo deveriam estar concluídos em 2016, mas estão atrasados.

Um ano de atraso destes regulamentos custa, à União Europeia, cerca de 30TWh em eletricidade. Esta elevada quantidade de energia pode ser equiparada:

  • à soma do consumo anual em eletricidade, no setor doméstico, de Portugal e Áustria;
  • às emissões anuais de CO2 emitidas por 6,7 milhões de automóveis na Europa;
  • à eletricidade produzida por uma central nuclear semelhante à de Fukushima.

Embora este atraso acarrete custos exorbitantes, já está disponível para consulta informação sobre os melhores produtos de refrigeração, não só de armazenagem, mas também de exposição.

Projeto ProCold quer mais produtos eficientes no mercado

Há mais de um ano que o projeto Europeu ProCold tem vindo a recolher informação sobre os aparelhos de refrigeração profissional e comercial disponíveis no mercado Europeu. Para identificar os melhores produtos foram desenvolvidos critérios de seleção exigentes de eficiência energética e também de qualidade dos fluidos refrigerantes.

As listagens com os produtos e os respetivos critérios de seleção, bem como outras informações estão disponíveis online em www.topten.eu/pro-cold e www.topten.pt.

O projeto tem como objetivo o aumento da quota de mercado dos produtos mais eficientes. Nesse sentido, estão a ser contactados mais de 1 000 atores de mercado relevantes – fabricantes, utilizadores diretos, empresas de serviços, setor público – a nível nacional e internacional.

Para além de pretender estimular o desenvolvimento e a melhoria da eficiência energética dos aparelhos profissionais plug-in de refrigeração, o ProCold visa a promoção da utilização de fluidos refrigerantes naturais. Estes têm um potencial de aquecimento global (PAG) abaixo de 5, enquanto a maioria dos aparelhos ainda usa fluidos refrigerantes com PGA até 4000.

Em Portugal, o projeto está sob a responsabilidade da Quercus

O projeto ProCold recebeu financiamento do programa da União Europeia Horizonte 2020: pesquisa e inovação ao abrigo do contrato de subvenção nº 649293.

Fonte: Quercus

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