Exposição de Fotografia de Joana Bom

«Refugiados: da Grécia à Macedónia».

Exposição de Fotografia de Joana Bom na Biblioteca Municipal de Rio Maior

exposicao_joana_bom

A jovem Joana Bom fez voluntariado nos campos de refugiados da Grécia e da Macedónia.

campo_refugiados

“Campo de refugiados, Gevgeliza/Macedónia (FYROM). A ligação entre Atenas e Thessaloniki, cidade próxima da fronteira do norte da Grécia com a Macedónia, é uma das possibilidades para seguir a travessia. Os comboios noturnos que fazem esta ligação estão constantemente esgotados desde que se intensificou o fluxo de refugiados, e, quando assim se justifica, são muitas vezes reservados e retirados do serviço público…” — Joana Bom.

comboio

Pequena Biografia de Joana Bom

Dedica-se à fotografia, de forma autodidata, desde outubro de 2014.

Tem como principais interesses o fotojornalismo e a fotografia conceptual.

Entende a fotografia como um instrumento que deve ser colocado ao serviço da sociedade, contribuindo para a exposição e denúncia das problemáticas sociais.

Desenvolve também um conceito em torno do Nu Artístico, que visa, para além da beleza natural dos corpos, desmistificar questões do foro sexual, nomeadamente em torno da libertação e emancipação da mulher.

Pequena sinopse da exposição

— Com a recente crise migratória, assistiu-se paralelamente ao fortalecimento da xenofobia no velho continente. Desta relação, surge a necessidade de desconstruir esse preconceito face à necessidade que há de acolher estas pessoas oriundas de zonas de conflito armado. Com a máquina fotográfica como instrumento, iniciei um trabalho documental sobre os refugiados e acompanhei parte do seu percurso, entre a Grécia e a Macedónia.

Comecei o meu trabalho em Atenas, tendo acompanhado a chegada de diversos barcos ao porto de Pireaus, que traziam as pessoas que tinham feito recentemente a travessia marítima entre a Turquia e as ilhas gregas, em particular para a ilha de Lesbos. Frequentei também, ao longo de duas semanas, a praça Vitória, na zona centro de Atenas, ponto de encontro onde se estabelecem os refugiados esperando prosseguir viagem até à próxima fronteira. Muitas vezes, a Macedónia configura-se como uma forte possibilidade para quem quer seguir a travessia, e assim seguimos no comboio noturno para o Norte da Grécia, e de seguida para Gevgeliza, primeira cidade fronteiriça na Macedónia. Aí tive a oportunidade de visitar um campo de refugiados, que se localiza ao longo da linha de comboio, facilitando o acesso à próxima fronteira, a Sérvia.

Através do trabalho fotográfico, tentei documentar o afluxo de pessoas que a cada hora se faz chegar, e que configura a urgência de uma resposta concreta e construtiva. Um cenário de desgaste e violência acompanha estas pessoas, entre as quais muitas crianças. Este trabalho pretende contribuir para alertar sobre a necessidade de uma solução imediata e positiva, ao abrigo do estatuto de refugiados, assinado pela União Europeia; promover a reflexão profunda em torno dos interesses económicos e participação externa das grandes potências mundiais nestes países de origem, nomeadamente a Síria, Afeganistão e Iraque; e, por fim, promover uma consequente mudança de mentalidades, comummente promovidas pelos meios de comunicação, em torno das culturas dos países árabes.

Categorias:Artes e Cultura Tags: , ,

Também pode ser do seu interesse:

Entre a Guerra e a Paz – de Aristófanes a Brecht a mesma luta Entre a Guerra e a Paz – de Aristófanes a Brecht a mesma luta
ATUAARTE está exposta na Biblioteca Municipal de Rio Maior ATUAARTE está exposta na Biblioteca Municipal de Rio Maior
ESDRM organiza BlastOff’18 de 28 a 30 de maio ESDRM organiza BlastOff’18 de 28 a 30 de maio
A Cidade Florida numa conversa com Ana Filomena Figueiredo A Cidade Florida numa conversa com Ana Filomena Figueiredo

Responder

Enviar Comentário

© 2018 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.