Expresso, bica, simbalino… hoje celebra-se o dia do Café

Celebra-se hoje, dia 14 de Abril de 2015, o Dia Internacional do Café, uma das bebidas mais consumidas no mundo inteiro e a segunda matéria-prima mais comercializada em todo o mundo, a seguir ao petróleo.

DIA INTERNACIONAL CAFE

Em Portugal, o café é conhecido por bica ou cimbalino, de acordo com a região onde pedimos o café, sendo que na nossa zona a “bica” é o sinónimo mais conhecido, apesar da expressão mais utilizada ser, simplesmente, “café”.

Para os menos atentos, tal como na região do Porto pedir um cimbalino, provém da referência a La Cimbali, a popular marca de máquinas de café, na nossa zona o termo tradicional para o expresso é bica, um acrónimo que na prática significa “Beber Isto Com Açúcar”. O termo deve a sua criação ao facto de que, quando começou a ser comercializado na cidade de Lisboa, no café “A Brasileira” (no longínquo ano de 1905), o café não agradou de imediato aos lisboetas e, por isso, foi criado o slogan, para que as pessoas adicionassem o açúcar ao café. Outra das explicações avançadas para o termo Bica, é que este seria referente ao tubo por onde saía o café dos antigos recipientes de café filtrado.

Seja como for, os portugueses são dos europeus que consomem menos café. Em média, um português consome 4 quilos de café por ano, o que equivale a 2,2 chávenas por dia, sendo que o famoso “expresso” surge no topo das preferências.

Isabel Santos, proprietária da Pastelaria Stadium, esclareceu-nos acerca dos hábitos dos riomaiorenses.

Isabel Santos, proprietária da Pastelaria Stadium, esclareceu-nos acerca dos hábitos dos riomaiorenses.

Segundo nos confidencia Isabel Santos, proprietária de um dos cafés mais movimentados de Rio Maior, o Stadium, a tendência dos riomaiorenses, no que toca ao café, não foge à regra nacional. No seu estabelecimento o café é maioritariamente solicitado na forma do expresso, cerca de duas a três vezes por dia por cliente, enquanto que a expressão mais utilizada pelo riomaiorense, quando pede um expresso, é “café”, tendo a “bica” como alternativa.

Cheia, média, curta, em chávena quente, chávena fria… não é algo que faça muita diferença. Já no que toca à qualidade, Isabel assume que os riomaiorenses são particularmente exigentes, garantindo não lhe «passar pela cabeça trocar um café de qualidade por outro que não o garanta, ainda que mais barato», até porque tem consciência que as pessoas, em Rio Maior, «procuram o local com o café que mais lhe agrada», sendo por isso um excelente demonstrativo da qualidade do estabelecimento, salientando ainda que os riomaiorenses são bastante conhecedores das marcas de cafés bem como das qualidades e paladares que cada uma transmite.

No que toca às vendas do produto, as máquinas de café caseiras vieram introduzir novas dinâmicas no mercado. Apesar disso Isabel Santos considera que, após um primeiro e forte impacto nas vendas, o mercado retomou o bom caminho, até porque «as pessoas começaram a perceber que a qualidade do café, nos estabelecimentos dedicados ao seu comércio, é bastante superior quando comparada com a que se consegue alcançar na máquina caseira», acrescentando que o acto de tomar café «está aliado à socialização, que não é de todo possível ficando em casa», assumindo ainda assim que no período nocturno a quebra foi maior.

Apesar de tudo, segundo a empresária, no último ano não houve praticamente alterações no volume de vendas que, estima, se cifra nos 20% do global do seu negócio.

Isabel Santos aproveita ainda para realçar os benefícios do consumo de Café, sendo que, consumido moderadamente, o café tem uma acção antioxidante, actuando no combate aos radicais livres e diminuindo os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.

Em contra-ponto, e até porque tudo o que é demais faz mal, o excesso de café pode causar irritabilidade, ansiedade, inquietação, insónia, dores de cabeça, náuseas e problemas gastro-intestinais, devido à sua acidez, sendo que os especialistas defendem um consumo entre as duas a cinco chávenas diárias.

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