
Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira | nairojorn@hotmail.com
Esporas
Síntese Prática
- Nome científico – Delphinium sp.
- Nome comum – Espora, delfínio.
- Origem – Vários continentes.
- Tipo de planta – Herbácea anual/vivaz.
- Utilização – Maciços, bordaduras, corte…
- Clima – Temperado húmido.
- Exposição – Sol e meia sombra.
- Rega – Abundante no verão.
- Solo – Ácido, bem adubado, rico em turfa.
- Plantação – Nos finais da primavera.
- Multiplicação – Semente, na primavera.
- Fitossanidade – Viroses, pulgão, lesmas…

Cultivadas como anuais, ou perenes, as esporas pertencem à família das ranunculaceas onde se agrupam mais de duzentas espécies.
São originárias de regiões muito díspares da Europa, Ásia, África e América do Norte exibindo vistosa floração em tons de azul, púrpura, rosa, branco e vermelho.
As flores reúnem-se em hastes de comprimento variável, consoante as espécies, podendo ser singelas ou dobradas. Como ornamento de canteiros, floreiras e maciços oferecem elegante policromia que, de junho a setembro, manterão uma exuberância florífera difícil de igualar. A sua utilização como flor de corte é também significativa.
As espécies mais utilizadas em floricultura são a Delphinium elatum, de cor azul e inflorescências com cerca de 30 cm de comprimento, cruzada com a Delphinium x Belladona que produz espigas maiores e mais eretas. Muito apreciadas são também a D.nudicaule, a D.zali e a D.grandiflora.
Instalação e cultura
Estas plantas são de fácil cultivo não tendo grandes exigências culturais. Terrenos ácidos, férteis, com boa drenagem, exposição soalheira ou na meia sombra e abrigados de ventos fortes, são os seus preferidos. Quando a temperatura ambiente excede 22ºC podem experimentar algumas dificuldades que serão atenuadas com uma rega criteriosa e abundante nos períodos mais quentes. No início da primavera as adubações orgânicas, sobretudo as de estrume bem curtido, são particularmente benéficas. Durante a floração, isto é de junho a setembro, devem fertilizar-se, mensalmente, com um adubo foliar de ação rápida. Se as flores produzidas se tornarem demasiado pesadas, o tutoramento é indispensável para obviar a inevitáveis prejuízos, decorrentes da quebra dos caules.
Multiplicação
A sementeira, a executar em local definitivo no mês de abril, é um bom método de reprodução das esporas. Nestas circunstâncias a floração terá lugar de junho a setembro. Se a sementeira for executada em setembro/outubro, a floração iniciar-se-á na primavera/verão do ano seguinte.
As espécies perenes podem multiplicar-se por estacas que devem obter-se em meados da primavra, possuir cerca de 10 cm de comprimento e ser plantadas em estufins, num substrato constituído por uma mistura de areia e turfa, em partes iguais. Quando cultivadas como perenes, as esporas entram em decadência a partir dos quatro anos com perda de vigor e capacidade de floração. Devem então ser divididas, no período de dormência entre outubro e março, e replantadas.
Na primavera cortam-se todos os rebentos fracos ao nível do solo, o que permite obter plantas mais vigorosas.
Fitossanidade
As esporas são suscetíveis a ataques de pulgão e lesmas. Com menor frequência há possibilidade do aparecimento de viroses, que se manifestam pela deformação e emurchecimento dos caules e das folhas. Plantas atacadas por viroses devem ser retiradas do jardim e queimadas.


















