Gerânio

Coordenação e texto de Tomás Duarte Ferreira |nairojorn@hotmail.com

Gerânio

Síntese Prática

  • Nome científico – Geranium sp.
  • Nome comum – Gerânio.
  • Utilização – Canteiros, bordaduras, vasos…
  • Solo – Fértil, consistente e rico em húmus.
  • Clima – Em todo o país, resiste ao frio.
  • Rega – Variável.
  • Exposição – Sol ou sombra ligeira.
  • Plantação – Fim de setembro/outubro.
  • Multiplicação – Semente, divisão de tufo…
  • Doenças e pragas – Podridão cinzenta, pé negro, verticilose, ferrugem, aranhiço vermelho, oídio, borboleta…

Antes de abordar a descrição desta planta é conveniente fazer a distinção entre os Pelargónios e os Gerânios, cujas diferenças nem sempre são consideradas. Ora a verdade é que os Gerânios são plantas vivazes oriundas da Europa e da Ásia, que suportam bem os invernos, sendo utilizados em maciços e bordaduras. Por sua vez, os Pelargónios são originários da África, onde são considerados vivazes, no entanto, nas nossas latitudes, por terem fraca resistência ao frio, a sua conservação de um ano para outro exige uma adequada proteção no inverno. Não obstante, são muito cultivados na Europa, produzem flores em profusão, são extremamente decorativos e ornamentam, frequentemente, vasos e jardineiras.

A palavra gerânio deriva do vocábulo grego “geranos” que significa bico de garça, dada a semelhança existente entre as sementes, largas e pontiagudas, desta planta, e o bico das aludidas aves. Pelargónio deriva do grego “pelargo” que significa cegonha.

Os gerânios são plantas vivazes cujas folhas secam no outono. Na primavera, as reservas acumuladas nas raízes permitem que a planta inicie a sua atividade. A floração, se bem que discreta, é muito apreciada por ser abundante e pela variedade do seu colorido, que vai desde o vermelho ao violeta, passando por todos os tons de malva, rosa e púrpura. Esta policromia permite associações com qualquer planta, criando efeitos paisagísticos de extrema beleza quer em combinações contrastantes, quer em ornamentações mais suaves.

As folhas possuem aspeto fino que confere à floração o realce decorativo presente nos maciços, canteiros e bordaduras onde quer que estas plantas se encontrem plantadas. Para se desenvolverem, os gerânios, necessitam de muita luz, tolerando bem o sol direto. Daí a sua utilização na ornamentação de fachadas de edifícios com exposição sul, e em floreiras. Quando a luz não é suficiente, as folhas amarelecem, os caules perdem a turgidez, e os botões florais não se desenvolvem. Em regiões de invernos suaves os gerânios podem florir ao longo de todo o ano no entanto, é na primavera e no verão que a floração atinge o apogeu.

As folhas, muito decorativas, dão um elegante enquadramento decorativo às flores, o que lhes confere um particular realce que muito as valoriza.

Instalação e Cultura

Para se desenvolverem, os gerânios necessitam de muita luz. Toleram bem o sol direto mas, em regiões de temperaturas estivais elevadas, a meia sombra é a melhor exposição. São muito utilizados na ornamentação de fachadas de edifícios com exposição sul, e em floreiras. Quando a luz não é suficiente, as folhas amarelecem, os caules perdem a turgidez e os botões florais não se desenvolvem.

O vento é um dos agentes abióticos que os gerânios mais temem. Toleram temperaturas baixas que, por períodos não muito prolongados, até podem atingir três graus negativos.

Quinzenalmente, necessitam de uma fertilização específica, o que lhes garante uma floração abundante e prolongada. De vez em quando é necessário eliminar as umbelas murchas, para facilitar o desenvolvimento de novas inflorescências e permitir renovar a floração.

Solos ácidos, ricos em terra vegetal, racionalmente fertilizados e com boa drenagem são os que melhor se adequam ao seu cultivo. Ao fim de três ou quatro anos, as plantas entram em decadência sendo necessário proceder à renovação.

Apesar de resistentes à seca, para que a floração seja abundante é necessário regar frequentemente no verão sem encharcar o solo. O excesso de água pode provocar o apodrecimento do sistema radicular e a morte das plantas.

No final do inverno, ou no início da primavera, a poda permite estimular o aparecimento de novos rebentos, possibilitando o aproveitamento de estacas para multiplicação.

Multiplicação

A obtenção de novas plantas pode conseguir-se por sementeira, no outono, por divisão de tufos, na primavera, e por estacas que pegam ao longo de quase todo o ano mas, sobretudo, na primavera e no outono.

Fitossanidade

Para além dos constrangimentos resultantes de fatores abióticos – falta de luz, geadas, etc. –, e de erros culturais como o excesso de rega, a falta de adubação, etc. as seguintes pragas e doenças podem prejudicar, com maior ou menor gravidade, estas plantas:

Pragas | Borboleta africana, pulgão, aranhiço vermelho, mosca branca, cochonilhas, lagartas, mosquito verde, oídio e nemátodes.
Doenças | Botrytis cinerea, verticilose, alternariose, antracnose, xanthomas sp, pé negro e vírus.

Categorias:Diversos Tags: , , , , , , , , ,

Também pode ser do seu interesse:

Região | Floricultura. Tagetes erecta ou Cravo Túnico é a planta deste mês Região | Floricultura. Tagetes erecta ou Cravo Túnico é a planta deste mês
Região | Fitoterapia: Estévia, mais potente que o açúcar de cana Região | Fitoterapia: Estévia, mais potente que o açúcar de cana
Região | Floricultura – Hibisco, uma planta de folhas comestíveis Região | Floricultura – Hibisco, uma planta de folhas comestíveis

2 Comentários

  1. Isabel Ferreira diz:

    Gosto muito da informação deste jornal. Os textos de Ecologia e Ambiente,Fitoterapia e Floricultura são os meus preferidos,

  2. Isabel Ferreira diz:

    As sardinheiras mais conhecidas no Alentejo por malvas são uma flor muito bonita que muito aprecio. Se quiserem saber mais sobre esta ou outras plantas leiam a versão online do Jornal Semanário Região de Rio Maior.

Responder

Enviar Comentário

© 2019 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.