Há decisões políticas a penalizar o sector do milho

Produtores de milho queixaram-se ao ministro da Agricultura que há decisões políticas a penalizar o sector.

O ministro Capoulas Santos numa visita aos campos de ensaio de milho e sorgo na Estação Experimental António Teixeira, onde decorre o projeto de investigação aplicada SaniMilho, com a parceria de várias empresas de fatores de produção.

O ministro Capoulas Santos numa visita aos campos de ensaio de milho e sorgo na Estação Experimental António Teixeira, onde decorre o projeto de investigação aplicada SaniMilho, com a parceria de várias empresas de fatores de produção.

Na última quarta-feira, 28 de setembro, em Coruche, quando da inauguração do Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e Sorgo na Estação Experimental António Teixeira, a ANPROMIS manifestou ao Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, a preocupação dos seus associados com:

  • A proposta da Comissão Europeia que permitirá a importação de milho a direito zero, no período de comercialização do milho português.
  • A proposta de reprogramação do PDR2020 que prevê a eliminação da majoração aos agricultores associados de Organizações de Produtores nos investimentos nas explorações agrícolas.

“Num momento tão conturbado para a produção nacional de milho, julgamos extremamente grave que seja autorizada a entrada de milho a direito zero, durante o período em que decorre a comercialização da produção nacional”, que vai de agosto a novembro, afirmou José Luís Lopes, presidente da ANPROMIS. Portugal importa por ano 500.000 toneladas de milho.

Nos últimos anos, o setor do milho registou um enorme avanço tecnológico, desde a produção, à secagem e armazenagem, em resposta às exigências de qualidade da indústria transformadora. Este trabalho aconteceu em grande parte por via do esforço das Organizações de Produtores, razões para a ANPROMIS ver, com grande apreensão a possibilidade de eliminação da majoração aos agricultores pertencentes a a essas organizações, prevista na reprogramação do PDR2020. “Esta decisão, constitui para nós produtores de milho e para as nossas organizações, um sinal muito negativo e contraditório com o assinalável esforço efetuado nos últimos anos, de aumento da concentração da oferta de cereais, valorizando desta forma a produção nacional. Esta medida, a avançar, vai lamentavelmente conduzir a uma maior pulverização da oferta, já de si muito dispersa”, enfatizou José Luís Lopes.

O ministro da Agricultura prometeu abordar este assunto hoje, sexta-feira, dia 30, durante a visita a Portugal do Comissário Europeu da Agricultura, Phil Hogan, procurando uma “equidade entre a posição dos produtores e da indústria transformadora”.

Foram ainda deixados apelos ao Governo para que:

  • Ajude o sector a eliminar alguns custos inerentes à agricultura de regadio, especialmente no preço da água e da energia, dadas as significativas dificuldades que os produtores de milho estão a enfrentar devido à acentuada quebra da cotação do milho no mercado mundial, de há três anos a esta parte.
  • Face às dificuldades financeiras sentidas não só em Portugal mas noutros países do sul e centro da Europa, contribua ativamente para a reorientação da Política Agrícola Comum pós 2020, de forma a garantir que todos os agricultores que exercem a sua actividade no espaço europeu mantenham a sua atividade de uma forma digna e rendível.
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