Hospitais do distrito de Santarém unem-se num grupo hospitalar

O Hospital de Santarém e as três unidades hospitalares que compõem o Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT) – Abrantes, Torres Novas e Tomar – vão constituir ainda durante este ano um Grupo Hospitalar que vai abranger todo o distrito.

A revelação foi feita pelo presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santarém, José Josué, durante a Assembleia Municipal extraordinária de Santarém para debater as questões de saúde no concelho, realizada na noite de quinta-feira última, 5 de junho, refere o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém.

Segundo José Josué, trata-se de uma nova “metodologia de gestão” em que cada unidade de saúde, mantendo a sua autonomia administrativa, terá uma determinada carteira de oferta de serviços e especialidades médicas, e que ainda está a ser definida entre os responsáveis dos hospitais e o Ministério da Saúde – dá conta o MUSP de Santarém, acrescentando:

“O administrador garantiu aos eleitos de Santarém que o hospital não só manterá todas as especialidades que tem neste momento, como tem «capacidade técnica e clínica» para assumir novos serviços, passando assim de um universo de cerca de 200 mil utentes dos seus oito concelhos de referência para os cerca de 500 mil habitantes em todo o Ribatejo.” José Josué “avançou com esta novidade quando foi instado pelos eleitos a pronunciar-se sobre a polémica portaria 82/2014 sobre a reestruturação da oferta hospitalar, e que, a ser aplicada, poderá significar o encerramento de várias especialidades no Hospital de Santarém, casos da obstetrícia, dermatologia e urologia, entre outras”.

Entretanto, os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, que foram recebidos já ontem, 6.ª feira, 6 de junho, pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira, terão obtido deste garantias, como sejam:

  • Não existir qualquer tomada de posição sobre a eventual criação do grupo hospitalar do Ribatejo.
  • Que não haverá alterações nem perda de valências no Centro Hospitalar do Médio Tejo “sem que os autarcas sejam ouvidos e envolvidos no processo”.
  • E que a portaria n.º 82/2014 não terá qualquer impacto no funcionamento do Centro Hospitalar do Médio Tejo.
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