Igualdade de Género, tema de palestra de Catarina Martins

Organizada pela Associação de Estudantes da Escola Secundária de Rio Maior

Palestra sobre Igualdade de Género foi aula dada por Catarina Martins

A mesa, com Catarina Martins que tinha sentada a seu lado a presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Rio Maior, Margarida Silva.

Um pequeno auditório ao lado da biblioteca escolar a abarrotar de alunos e professores acolheu hoje, dia 10 de janeiro de 2018, a anunciada palestra de Catarina Martins em redor do tema Igualdade de Género, promovida pela Associação de Estudantes da Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, de Rio Maior, cuja presidente, Margarida Silva, na mesa com a oradora, leu um resumo do currículo desta, a abrir a sessão.

A escolha do tema não terá sido casual, pois este ano é o que está sobre a mesa para o Parlamento dos Jovens: Igualdade de Género – um debate para todos.

Aspeto parcial da assistência.

Na sua dissertação sobre a candente questão da Igualdade de Género em Portugal, a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda foi pragmática: é um problema cultural, educacional e de poder, transversal a todas as áreas da sociedade, que é necessário combater com determinação e persistência, objetivo para o qual as quotas de representação nas cúpulas de poder político, das instituições e das atividades empresariais tem contribuído de forma relevante.

Catarina Martins enunciou diversas formas de discriminação de género no quotidiano português, desde tenra idade com brinquedos específicos para meninos (carros, máquinas, jogos mais ou menos complexos que favorecem o desenvolvimento intelectual) e para meninas (bonecas, casinhas, miniaturas de trens de cozinha, servicinhos de chá, etc., a título de exemplo), condicionando assim, subconscientemente, a perceção que uns e outras terão da vida em sociedade.

Momento em que a vereadora Ana Filomena Figueiredo questionava a oradora.

A desigualdade salarial nas mesmas funções em prejuízo da mulher, até mesmo quando esta tem formação superior idêntica à do homem, a dificuldade de entidades empregadoras aceitarem mulheres que pretendam vir a ter filhos e despedimentos após tornarem-se mães, encapotados por não renovação de contrato, foram outros exemplos do défice de igualdade de género que persiste no nosso país.

A deputada à Assembleia da República defende uma luta radical, naturalmente dentro da democracia, no sentido de se estabelecer na sociedade portuguesa e de facto, o mais rapidamente possível, a igualdade de género, por uma questão de princípio de ética humano e de justiça social visando uma sociedade mais livre, equilibrada e saudável nas suas relações.

Finda a palestra houve ainda um largo período de perguntas da parte dos alunos e alguns professores, a que Catarina Martins foi respondendo com a assertividade que lhe é característica.

Além do diretor da Escola, José Albino Correia, estiveram também presentes os vereadores Ana Filomena Figueiredo e Miguel Santos, ambos do CDS-PP, bem como dirigentes locais do Bloco de Esquerda.

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