III Encontro de Coros Mistos da ACCRM

III Encontro de Coros Mistos da ACCRM agradou e dignificou a cidade de Rio Maior e o seu concelho.

Este é o novo símbolo da ACCRM.

Com a participação do Grupo Coral CantoRio (Rio Maior), Coro Polifónico Jubilare (Alcanena), Grupo Coral do Cadaval e Coral Rajas Agni (Montijo), um auditório do Cineteatro Municipal de Rio Maior a cerca de dois terços dos lugares ocupados assistiu a um interessante e bem apresentado espetáculo, praticamente todo ele vocal, proporcionado pelo III Encontro de Coros Mistos da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior (ACCRM).

Nos coros, instrumentos musicais viram-se e escutaram-se três ou quatro, porque o que realmente faz todo o sentido no canto coral é o império da voz, esse instrumento primordial da condição humana. Na atuação de uma parte do ensemble (foto no facebook) que está a crescer na ACCRM e que abriu o espetáculo, com apenas um tema, é que foi unicamente através dos instrumentos de cordas e de sopro que os músicos se exprimiram, com a razoabilidade expectável mas um desempenho meritório de quem ainda tem muito caminho a percorrer, ficando-me mesmo a sensação de que os espectadores estariam à espera de escutar mais um ou dois temas; porém, para aquela hora havia quatro coros com encontro marcado no mesmo palco e por isso cumpriu-se a máxima “the show must gon on“.

Assim, o III Encontro de Coros Mistos da Associação Cultural do Concelho de Rio Maior abriu com o coro da casa: o CantoRio, regido pelo maestro Luís Gamboa Ferreira, senhor de um extenso currículo e atualmente com diversos projetos, de que é autor e coordenador, de formação musical a nível das crianças e jovens. Em Rio Maior, além de dirigir o CantoRio é responsável pelo desenvolvimento de algumas escolas de música.

O Coral CantoRio fez as honras da ACCRM sendo o primeiro a atuar.

Os dois Encontros de Coros que promoveu, em 2016 na Igreja da Misericórdia e em 2017 no Centro Pastoral, bem como as atuações em vários pontos do concelho de Rio Maior e o intercâmbio com outros coros da região (Alcanena, Almeirim, Azambuja, Caldas da Rainha e Porto de Mós) deram à ACCRM a confiança necessária para se aventurar, à terceira vez, a levar o CantoRio ao palco principal da cidade. Ainda que o sujeitasse a comparações com os Coros convidados fê-lo em boa hora, quer tenha sido porque o CantoRio deu boa conta de si quer porque o público sabia que era o mais recente dos grupos em presença: vem de 2015, o do Cadaval surgiu em 1980, o Jubilare é de janeiro de 2001 e o Rajas Agni não se sabe quando começou mas que está afinadinho, está. Da atuação do CantoRio realço «Os Mineiros» de M. Roseira Dias.

Maria do Céu Gameiro Lopes é a maestrina do Coro Polifónico Jubilare, de Alcanena, que dirigiu cantando com os coralistas. Um belo grupo de que destaco a interpretação do espiritual negro «Lord I Want». Maria do Céu é professora de Educação Musical no Agrupamento de Escolas de Alcanena.

Este é o Coro Polifónico Jubilare, de Alcanena.

«Verdes são os campos», com versos de Luís de Camões e música de Zeca Afonso, foi o tema que mais me encantou no desempenho do Grupo Coral do Cadaval. Com um percurso de quase 40 anos, inicialmente patrocinado pela Casa do Povo do Cadaval, mais tarde ligado ao Atlético local e depois à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Cadaval acabou por se constituir, em agosto de 2001, como Associação Cultural e Recreativa. É regido pelo maestro Francisco Silva desde 1998.

O Grupo Coral do Cadaval foi fundado em 1980.

O Grupo Coral Rajas Agni tem um repertório fiel ao mantra do Ashram Pashupati, sendo que mantra (do sânscrito Man e Tra) significa instrumento para guiar a mente. “Mantra é um dos conjuntos de técnicas que se dedica ao estudo do som e do ultra-som, constituindo o 3.º anga (módulo, parte) da prática fundamental em oito partes, denominada ády ashtánga sádhana do SwáSthya Yôga”, explica-se no prospeto do III Encontro de Coros Mistos da ACCRM. O Coral Rajas Agni pertence ao departamento de mantra do Ashram Pashupati, tem direção executiva da professora Anabela Duarte da Silva e direção artística do mestre João Camacho. A vocalização dos temas em palavras em sânscrito e acompanhadas por uma pandeireta, palmas e mãos postas era de uma sincronia e precisão impressionantes, possuindo um efeito relaxante. O extinto Beatle George Harrison era um seguidor deste mantra.

Raja Agni foi o último grupo coral a atuar.

Fechada assim, com chave de ouro, a série de atuações deste Encontro de Coros Mistos, o presidente da direção da ACCRM, Samuel Martins Pinheiro, ele próprio coralista, foi ao púlpito fazer os agradecimentos da praxe, historiar brevemente os 38 anos da Associação completados a 14 deste mês, existência durante a qual desenvolveu atividade teatral, viu a valência do colecionismo dinamizada por um dos seus fundadores – “o saudoso professor António Feliciano Júnior” – e “o nome de Rio Maior levado e honrado por todo o país e além-fronteiras pelo Coral e Orquestra Típica António Gavino”. Nomeou as atuais atividades: Escola de Música em Rio Maior, no Arco da Memória e na Ribeira de São João, grupos musicais, embrião de orquestra e ensemble, o Coral CantoRio, danças artísticas desde fevereiro de 2018 em parceria com a Glow Space, serões temáticos, tertúlias e palestras.

Samuel Martins Pinheiro com os alunos Carolina Frazão e Flávio Costa, coautores do novo emblema da ACCRM.

Samuel Martins Pinheiro divulgou ter a ACCRM lançado uma coleção de oito postais com base em sete serigrafias e um desenho datilografado representando vários motivos do concelho de Rio Maior, e apresentou o novo símbolo ou emblema da Associação, um projeto dos alunos do 11º ano do Curso Profissional Técnico de Multimédia, Carolina Frazão e Flávio Costa, com o apoio das professoras Ângela Rodrigues, adjunta da direção da Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, e da professora Sofia Seabra.

Texto e fotografias: Carlos Manuel

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