Jéssica Silva, a magister riomaiorense da Sal&Tuna

Jéssica Silva, magister da Sal&Tuna, em junho deste ano concedeu uma entrevista à edição em papel do jornal Região de Rio Maior, que aqui se publica parcialmente.

Jéssica Silva, estudantes da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

Jéssica Silva, estudante
da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

Jéssica Silva, 21 anos de idade, riomaiorense, estudante da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) no curso Desporto, Condição Física e Saúde ainda tem mais um ano de estágio mas prepara-se para, depois disso, continuar na área do Desporto.

A jovem seguiu o bom exemplo que tinha em casa e matriculou-se na ESDRM. “Tenho um irmão que também tirou um curso na Superior de Desporto e sendo eu muito menina dos papás e menina de casa fui ficando por cá e tomei gosto por aquilo que via pela cidade…” conta. O mano é o Fábio Silva, treinador de futebol, que já foi jogador do União Desportiva de Rio Maior. São filhos de Luís Silva e Alice Silva.

Concluída a sua formação na Escola Superior de Desporto, a Jéssica vai fazer tudo para conseguir conciliar a área da Condição Física com a da Patinagem Artística, de que é praticante desde criança e treinadora no Clube de Natação de Rio Maior. A título de atualização, regista-se, a propósito, que no primeiro fim de semana de julho em curso, Jéssica e Afonso Duarte, ambos do Clube de Natação de Rio Maior, obtiveram em Valado de Frades, a consagração como Campeões Nacionais em Pares Artísticos, no Campeonato Nacional de Patinagem Livre ali realizado.

Jéssica Silva é a magister da Sal&Tuna – Tuna Feminina da Escola Superior de Desporto, que ainda recentemente realizou com assinalável êxito o V Sal&Fonia – Festival de Tunas Femininas da Cidade de Rio Maior.

O número de riomaiorenses a frequentar cursos na ESDRM tem vindo a aumentar de ano para ano. “No ano letivo 2011/12, quando eu entrei, espero não estar equivocada, creio que era a única de Rio Maior mas desde então, de ano para ano tenho visto que entram mais, quer da cidade quer das localidades em redor”, confirma a estudante.

A Jéssica foi a primeira rapariga de Rio Maior a ser eleita magister da Sal&Tuna. “Não fui a primeira de Rio Maior a pertencer à tuna mas fui a primeira riomaiorense a ser magister”, responde com uma luzinha de orgulho a bailar-lhe nos olhos. Foi nessa altura que lhe perguntei como é que é ser magister; se dava trabalho… Reconheceu que sim:

“Ser magister de um grupo de meninas-mulheres, todas com personalidades diferentes dá realmente muito trabalho mas é interessante e sinto que cresci muito com isso. Lidar com pessoas tão diferentes, cada uma com os seus traços de personalidade, com as vivências que já traz consigo e as vivências que temos aqui é mesmo muito interessante.”

O que me tem feito espécie, e confessei-o à Jéssica, é como é que se consegue, com as jovens que entram para a tuna, umas já sabendo cantar nem que seja no duche e algumas, poucas, já sabendo tocar mas a maioria nem uma coisa nem outra, formar um grupo homogéneo e que ao fim de poucos meses já canta e toca tão bem! Eis a explicação:

“Todos os anos entra um número significativo de elementos, infelizmente nem todas ficam e basicamente o que acontece é que o conhecimento que as mais antigas já adquiriram é passado de umas para as outras, lá está, o que também cria aquele espírito de união que vamos tentando estabelecer entre nós. Da atual composição da Sal&Tuna só uma é que já tinha conhecimentos musicais, mais ninguém os tinha e o que aprendemos vamos passando umas às outras, procurando aprender sempre mais, porque se é uma coisa em que temos gosto é para ela que trabalhamos.”

A própria Jéssica, quando entrou para a Sal&Tuna não sabia cantar nem tocar.

Na eleição de uma magister pesa a noção daquilo a que a estudante se propõe. Eleita, a partir daí fará tudo para cumprir esses encargos e saber gerir todas as situações e comportamentos, tendo em vista os objetivos da Sal&Tuna.

Atualmente, são menos de 20 as estudantes em atividade na Sal&Tuna. Mas também nunca foram muito mais de 20. E há as tunantes mais antigas, que já concluíram os seus cursos e partiram de Rio Maior, que procuram regressar por uns dias na altura dos festivais, para matar saudades e dar uma ajuda à Sal&Tuna que será sempre sua.

A relação com a comunidade

Sendo riomaiorense, quem melhor do que a Jéssica para aferir da relação quotidiana com a comunidade, na qualidade de estudante da ESDRM? Essa relação será fácil?

“Enquanto riomaiorense sim, com toda a naturalidade, claramente. Mas quando me apresento como estudante sinto logo que as pessoas ficam mais retraídas.

Todos nós temos a noção de que não trazemos só coisas boas mas eu acho que colocando as boas e as más numa balança, nós trazemos muito mais coisas boas do que coisas más. Eu felizmente passo cá o ano inteiro, estou cá na altura em que há escola e quando é tempo de férias e Rio Maior é completamente diferente numa altura e na outra… Acho que esta cidade, as suas entidades e cada munícipe só têm a ganhar com esta Escola, com estas pessoas que cada vez mais a ESDRM traz para cá. Se calhar, valorizando-nos, sentindo-nos mais acolhidos já será mais fácil integrarmo-nos de outra maneira.

Felizmente o retraimento a que me refiro não é geral, não somos recebidos com um pé atrás por toda a gente e a meu ver é isso que faz com que quase todas as pessoas que partem daqui um dia mantenham uma ligação tão grande a esta cidade, que é tão pequena mas que nos marca de uma forma definitiva, graças a quem faz por nos receber bem e manter-nos presos a Rio Maior”, sustenta a magister da Sal&Tuna.

Excerto de uma entrevista conduzida por Carlos Manuel que pode ser lida na íntegra na edição em papel do jornal Região de Rio Maior nº 1391, de 5/6/2015.

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