A jogar em casa UDRM voltou às vitórias

A UDRM partia para a 15ª jornada à procura da sua 5ª vitória no campeonato, depois de ter visto a sua sequência vitoriosa ter sido interrompida em Coruche, na jornada anterior. O ascendente da equipa de Rio Maior nas últimas partidas, o facto de o adversário para este jogo, em casa, lutar pelos mesmos objectivos e tendo ainda em linha de conta que na primeira volta as duas equipas haviam empatado, aumentavam as expectativas para este encontro com o Grupo Desportivo de Benavente.

Com as equipas separadas por apenas dois pontos, era natural que este acabasse por ser um jogo de nervos, mas a verdade é que a UDRM entrou na partida bastante desinibida e não sentiu grandes dificuldades em tomar conta do rumo dos acontecimentos.

Com Dimas, Marco e Piqué a pressionarem fortemente no meio campo e sem medo de assumir a posse de bola, a transição para o ataque fazia-se depois em velocidade, pelos flancos onde Zuca e Persi não deram descanso aos seus adversários. De resto, a equipa de Rio Maior rubricou uma boa exibição colectiva, especialmente no primeiro tempo.

O primeiro sinal de perigo para a baliza benaventina surgiu através de um remate de meia distância, de Piqué, mas a partir daí as oportunidades sucederam-se e a UDRM acabou por inaugurar o marcador num bom movimento atacante, com o capitão, Persi, a lançar a corrida de Sousa que bateu no arranque o central Cação, e à saída do guardião contrário, Nuno, rematou colocando o esférico por entre as pernas deste, fazendo o 1-0.

A UDRM não deixou de pressionar, continuando com um futebol rápido e intenso, que não deixava o adversário reorganizar-se. De resto, a equipa visitante, não chegou por uma única vez, durante o primeiro período, à baliza defendida por Miguel.

André Sousa, que abriu o activo, dispôs de mais uma boa oportunidade, ainda durante o primeiro tempo, ao aproveitar um erro do guarda redes adversário, mas o remate foi bloqueado por Cação, que evitou assim que o avançado riomaiorense aumentasse a contagem.

A UDRM manteve um claro domínio na partida, baixando, ainda assim, as suas linhas de forma a evitar quaisquer surpresas, dificultando ainda mais a vida ao GD Benavente. De resto, a UDRM, teve ainda mais uma oportunidade flagrante de levar um resultado mais volumoso para os balneários, mas Zuca, lançado por excelente passe de Vinícius, depois de executar uma recepção perfeita, que evitou um adversário directo, picou a bola por cima do guardião contrário acabando por sair centímetros acima do travessão… merecia melhor sorte este lance de Zuca.

No segundo tempo, a UDRM surgiu com um jogo mais calmo e racional, optando pela posse de bola e transições apoiadas. O domínio da partida mantinha-se, e a UDRM praticava, a espaços, um excelente futebol. O estilo de jogo surtiu efeito, pois ao minuto 61, um livre batido por Dimas, na esquerda, teve o melhor seguimento por parte de Persi Mamede, que surgiu mais alto que todos os adversários a desviar, de cabeça, para o fundo das malhas da baliza benaventina, fazendo o 2-0.

O segundo golo da UDRM teve o condão de despertar os visitantes que, depois de algumas alterações ao seu onze inicial, que refrescaram claramente a equipa, passaram a aparecer com mais frequência em zonas mais adiantadas do terreno. Por seu turno, o técnico da UDRM, Rui Gorriz, não se podia dar a esse “luxo” (tinha apenas 3 jogadores no banco), e foi optando por manter as peças iniciais no terreno, começando a notar-se o desgaste na UDRM em contraste com a maior frescura do Benavente.

A equipa de Rio Maior foi recuando no terreno, fechando os caminhos para a sua baliza. Ainda assim, o avançado do Benavente, Grilo, foi deixando alguns avisos e obrigou, primeiro, Miguel a uma saída temerária depois de várias intercepções falhadas da sua defensiva, e depois, Vinícius a um corte fenomenal já com Miguel completamente batido.

A UDRM começava a tremer e o desgaste acabou mesmo por fazer uma vítima. Já nos minutos 80, Vinícius foi tocado em plena área benaventina e ficou fora de “combate”. Sem defesas no banco, Gorriz foi forçado a optar pela entrada de Piricas, fazendo recuar para central o médio Piqué. A UDRM acusou a substituição forçada e, de súbito, um “nervoso miudinho” apoderou-se da equipa. A equipa de Benavente foi crescendo e acabou por chegar ao golo, num pontapé de canto, com João a cabecear, ao segundo poste, para o fundo da baliza riomaiorense, reduzindo a desvantagem para 2-1.

Com mais 7 minutos para jogar, temia-se a reviravolta no marcador, e os últimos minutos foram electrizantes, com oportunidades falhadas de parte a parte. No Benavente, Grilo voltou a ter o golo à sua mercê, mas uma excelente intervenção de Miguel evitou o pior, e do lado da UDRM, Zuca, servido por Persi, tentou o chapéu ao guardião Nuno, que foi evitado já perto da linha de golo por Fred (GD Benavente).

Apesar da emoção dos minutos finais, o marcador não voltou a mexer, e a UDRM alcançou mais uma vitória que valem mais três preciosos pontos na luta pela manutenção. Com este resultado, a UDRM volta a subir à décima posição do campeonato, agora com 16 pontos, ficando a apenas um ponto do nono classificado (GD Pontével).

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