Junta de Freguesia vai lançar Programa Bebé Rio Maior

Assembleia de Freguesia já aprovou o Programa Bebé Rio Maior.

Preocupado com o envelhecimento da população o presidente da Junta, Luís Filipe Santana Dias defende que é “enquanto o problema se verifica mas ainda não é aterrador que deve ser atacado”. 

Luís Filipe Santana Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior.

Luís Filipe Santana Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior.

A Junta de Freguesia de Rio Maior prepara-se para lançar, logo que for possível, o Programa Bebé Rio Maior que se cingirá, naturalmente, ao território da freguesia e que já foi aprovado pela Assembleia de Freguesia no passado dia 30 de Setembro.

O programa encaixa-se nos princípios do apoio socialmente útil, na prossecução do bem comum, do bem público.

“Era uma preocupação que já vinha do mandato anterior, que Rio Maior deveria ter um programa assim, porque a juventude faz muita falta nesta cidade e no seu concelho”, considera Luís Filipe Santana Dias, o presidente da Junta de Freguesia.

O autarca entende que apesar de a sua freguesia ser a que menos problemas tem com a “inversão da pirâmide geracional”, uma vez que sendo a cidade de Rio Maior a sede do concelho acaba por concentrar muito mais jovens do que qualquer outra freguesia, “o planeamento deve ser feito antes dos problemas serem graves demais”.

O envelhecimento da população que se está a verificar na grande maioria dos municípios do país preocupa a Junta de freguesia de Rio Maior que pretende, com o Programa Bebé Rio Maior “dar um sinal” aos jovens de que poderão contar com algum apoio da autarquia nas primeiras semanas de vida dos seus filhos.

Embora no contexto do município a freguesia de Rio Maior seja a que está em menor risco de perda do rejuvenescimento da população, “suavizar o envelhecimento geracional não me deixa confortável”, confessa Santana Dias. “O problema que se passa a nível nacional também se passa aqui: a emigração dos jovens à procura de melhores condições de trabalho e, dentro do próprio país a migração para cidades que realmente conseguem absorver mão-de-obra qualificada e que Rio Maior ainda não está a ser capaz de absorver, acaba por traduzir-se em muita juventude a sair da nossa cidade e isso, mesmo que não seja neste momento um problema fulcral na freguesia de Rio Maior em particular, creio que no concelho já o é”, afirma o autarca para quem, “enquanto o problema se verifica mas ainda não é aterrador é que deve ser atacado”.

Daí que a Junta de Freguesia de Rio Maior queira dar “um sinal” para que as pessoas encontrem no Programa Bebé Rio Maior “uma pequena mais-valia para se poderem fixar e aqui desenvolver a sua família”, justifica o presidente.

Este apoio às famílias em idade fértil traduz-se na atribuição de um cabaz de produtos úteis ao bebé e à mãe, não num apoio financeiro.

Numa freguesia com a dimensão da de Rio Maior a Junta de Freguesia “não teria condições para fazer um apoio financeiro às famílias, porque seria sempre reduzido e portanto não faria a diferença na vida das pessoas”, sustenta Luís Filipe Santana Dias que parte da sua recente experiência de pai para ponderar que “há muito gasto que as famílias têm na primeira fase da vida do seu filho, com produtos de puericultura – os cremes, as chuchas os biberões, etc. – e é nessa área que nós queremos oferecer conforto às pessoas, com um kit que seja pré-natal e para os primeiros meses de vida do bebé”.

A ideia é concentrar na Junta a compra desses produtos e com isso “conseguir alguma economia de escala de modo a podermos oferecer às pessoas esse conforto adquirido a um preço muito mais reduzido do que aquele que lhes custaria se fossem elas a comprar”, explica o presidente da Junta, reiterando: “É um sinal, nada mais do que isso. Temos a noção de que o apoio que vamos dar não fará a diferença na vida de ninguém por forma a que tomem a decisão de ter um filho. Mas queremos começar a acenar a bandeira de que isto é uma situação preocupante e que nós vamos apoiar as famílias com a máximo de que formos capazes”.

O cabaz será atribuído apenas uma vez por cada recém-nascido.

Na estimativa da Junta, o valor dos produtos de um cabaz destes, se adquiridos diretamente por uma família deverá oscilar entre os 120 e os 130 euros. “Para a Junta, provavelmente conseguiremos que o cabaz represente um custo entre 50 a 60 euros”, elucida o autarca.

Feita uma auscultação junto do Centro de Saúde Drª Maria Laudelina Barbosa de Rio Maior, à enfermeira Carla Pombo que na altura ainda lá trabalhava, e a algumas médicas obstetras, a Junta de Freguesia ficou a saber que são ali seguidas cerca de 150 grávidas por ano mas que há quem opte por serviços de saúde privados, pelo que entre umas e outras o número de nascimentos varia entre os 150 e os 200, neste caso num ano exponencialmente bom. A expectativa é pois de aquisição anual de cerca de 150 cabazes ou pouco mais.

“Vamos auscultar as farmácias de Rio Maior no que respeita à aquisição dos produtos e eu aproveito desde já para apelar a que façam o melhor preço possível”, referiu ainda Luís Filipe Santana Dias.

Por último o presidente  destacou a colaboração dada por Cláudia Arroja que, com a sua experiência em farmácia foi uma importante ajuda para este projeto.

 Texto e fotografias: C. M.

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