Lâmapadas de halogéneo descontinuadas

As lâmpadas de halogéneo são descontinuadas do mercado europeu a partir de quinta-feira, 1 de setembro de 2016.

lampadasA este propósito, a Quercus emitiu um esclarecimento sobre as vantagens desta medida para as populações.

— É o início do fim para as lâmpadas de halogéneo direcionais, ou de foco, na União Europeia. A partir de 1 de setembro de 2016, estas lâmpadas – atualmente a opção energeticamente mais consumidora no mercado – começam a ser descontinuadas em todos os Estados-membros, incluindo Portugal. A Quercus considera que este é um importante passo para reduzir a fatura energética das famílias portuguesas, apelando aos retalhistas para que informem devidamente os consumidores.

De acordo com os regulamentos europeus sobre eficiência energética, esta era a data já definida para descontinuar as lâmpadas direcionais (de foco) com classe energética inferior a B, o que acaba por afetar todas as lâmpadas de halogéneo.

A partir de agora, os retalhistas só poderão vender o material já em stock. Mas, aos poucos, as lâmpadas de halogéneo desaparecerão das prateleiras para dar lugar a alternativas mais eficientes e também mais baratas, a longo prazo.

Fazer as contas: LED versus halogéneo

Com o seu preço cada vez mais acessível, a tecnologia LED irá inevitavelmente afirmar-se progressivamente como uma alternativa na iluminação doméstica, em grande parte pela sua compatibilidade, em termos de formato, para substituir os focos de halogéneo.

Uma lâmpada de halogéneo de foco com 50W de potência custa cerca de 2,30€, enquanto uma lâmpada LED custa 8€, com a mesma intensidade luminosa. Contudo, as lâmpadas de halogéneo têm um tempo de vida muito mais limitado, pelo que serão precisas 8 para equiparar ao de uma única LED.

Isto comparando apenas o custo associado à compra. Fazendo também as contas ao que gastamos ao longo da utilização, uma lâmpada de halogéneo de classe D gasta 8 vezes mais eletricidade em comparação com a LED. Isto significa que a aparente poupança na compra vai perder-se em apenas 6 meses de utilização. Tudo somado, 19€ é quanto custa adquirir e utilizar uma lâmpada LED durante 10 anos, um valor que no caso das de halogéneo sobe, significativamente, para 112€.

Assumindo que temos 15 lâmpadas direcionais em casa, estaremos a pagar mais 149€ por ano para iluminar a nossa habitação se usarmos uma lâmpada de halogéneo em detrimento de uma LED. Juntando a isso o preço cada vez mais acessível das LED, a vantagem em optar pelas mesmas acentua-se ainda mais.

Em www.topten.pt, uma ferramenta de consulta online gerida pela Quercus, e financiada pela União Europeia, poderão ser consultados os dez melhores modelos de lâmpadas de baixo consumo, em várias categorias e formatos. Quem procura uma lâmpada de formato compatível para substituir focos de halogéneo, deverá consultar a subcategoria dedicada às lâmpadas LED refletoras.

Enquadramento e excepções

A União Europeia tem vindo a retirar gradualmente do mercado as lâmpadas menos eficientes, em linha com os objetivos climáticos e energéticos estabelecidos para 2020. As primeiras visadas por esta política foram as lâmpadas incandescentes, eliminadas do mercado entre 2009 e 2012.

Chegou agora o momento dos focos de halogéneo. Quanto às lâmpadas de halogéneo não direcionais, que pela sua classe energética também deveriam estar a ser descontinuadas, a indústria conseguiu uma moratória à sua descontinuação, alegando não existir ainda tecnologia mais eficiente adequada para as substituir.

Por outro lado, há ainda outras excepções. Os focos de halogéneo de baixa voltagem (abaixo dos 50 volts) não serão descontinuados para já, bem como dispositivos com aplicações especiais, como as luzes interiores dos frigoríficos, que pelo seu muito reduzido consumo não justificam ser substituídos.

A Europa consome 382 TWh/ano em iluminação, um valor que corresponde ao consumo de eletricidade do setor residencial de 5 países juntos: França, Reino Unido, Holanda, Portugal e Itália. Os operadores das redes energéticas reconhecem a importância de apostar em eletrodomésticos e iluminação cada vez mais eficientes para reduzir o consumo, traduzindo-se numa menor necessidade de novas centrais elétricas, numa maior fiabilidade da rede e segurança energética.

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