Menopausa mais tranquila

Uma forma inteligente de encarar o “problema”.

Texto: Garcia Cruz.*

Texto: Garcia Cruz.*

A cessação natural da menstruação, decorrente de mudanças fisiológicas e hormonais que ocorrem no corpo da mulher quando esta se aproxima dos 50 anos de idade, é designada de menopausa. Se em algumas mulheres esse processo ocorre de forma mais ou menos tranquila, em outras os transtornos são tantos e tão duradouros, que por vezes chegam a ser confundidos com sintomas de certas enfermidades. Situações de melancolia, depressão, irritabilidade, falta de ar, sensação súbita e desconfortável de calor e suores nocturnos são os sinais frequentemente associados a esta nova fase do percurso de vida da mulher. Para amenizar estes transtornos e encurtar o período de regresso ao equilíbrio físico e emocional possíveis, além de combater eventuais riscos para a saúde associados a doenças relacionadas à menopausa, como osteoporose, doenças do coração e até mesmo o câncer não existem milagres e muito menos fórmulas mágicas. Existem no entanto ferramentas a que a mulher pode recorrer a par ou não com acompanhamento médico mas sempre de forma muito comprometida e responsável. Exercício físico, correcção de hábitos alimentares, parar de fumar, práticas orientadas de meditação e respiração, recurso à acupunctura, entre outras opções, é uma forma inteligente de encarar o “problema”.

Relativamente à acupunctura, em Maio último, na revista científica «Menopause» foi publicada a conclusão de um estudo que considera a acupunctura como importante contributo para diminuir alguns dos sintomas desagradáveis associados à menopausa.

Segundo Nancy Avis, líder do estudo, a acupunctura pode ajudar a diminuir em cerca de 36% alguns dos sintomas associados à menopausa, nomeadamente afrontamentos, sem os efeitos secundários resultantes da terapia medicamentosa.

A acupunctura é uma terapia originária na China com cinco mil anos de existência, cada vez mais divulgada e usada no Ocidente, naturalmente em resultado dos benefícios a ela associados. A acupunctura não faz milagres mas todos temos que reconhecer que uma terapia que viaja no tempo por cinco mil anos não é uma terapia de menos importância, razão porque a ciência moderna está cada vez mais interessada e envolvida em estudar e compreender os seus mecanismos de acção. A própria OMS reconhece há muito o benefício desta terapia para tratamento de inúmeras doenças e outros transtornos de saúde e também muitos governos do Ocidente, incluindo o português, reconheceram já a formação destes profissionais, esperando-se, a partir de agora, os aperfeiçoamentos que em vários aspectos precisam ser introduzidos. Esperemos que as resistências e dificuldades ainda existentes se diluam em benefício do bem maior que é o da saúde dos cidadãos e naturalmente dos países.

* Diplomado em Acupunctura.

Nota – Este texto não está em conformidade com o novo acordo ortográfico.

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