Milho vai a congresso em Portugal dias 7 e 8 de fevereiro

Congresso nacional do milho reúne em Lisboa cerca de 500 participantes para debater a reforma da PAC pós-2020

O XI Congresso Nacional do Milho, que decorre a 7 e 8 de fevereiro, no Hotel Altis, em Lisboa, será um palco privilegiado para debater a Política Agrícola Comum (PAC) após 2020. Especialistas, próximos do processo de decisão política, vão revelar quais as grandes linhas da próxima reforma e de que modo afetará a agricultura europeia.

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Num momento em que a Comissão Europeia lança uma consulta pública a toda a sociedade sobre a próxima reforma da PAC, a ANPROMIS- Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo convidou um painel de oradores que estão numa posição privilegiada para esclarecer os agricultores portugueses sobre o que vai mudar na agricultura europeia após 2020.

Entre os oradores destaca-se João Pacheco da Farm Europe, movimento de reflexão sobre a economia rural europeia. Exerceu funções de sub-diretor-geral da DG AGRI, órgão executivo da Comissão Europeia para a agricultura, e tem cerca de 30 anos de experiência em negociações e implementação da PAC.

Outro orador que contribuirá com uma visão sobre o impacto da reforma no setor do milho é Daniel Peyraube, presidente da Confederação Europeia dos Produtores de Milho (CEPM) e produtor de milho na região francesa das Landes.

«O futuro da produção de milho na UE» é outro dos temas a debate, tendo como orador principal Benoit Pagès, da Arvalis, organismo francês de investigação aplicada à agricultura. Os comentadores do painel são representantes de associações de produtores de milho de Portugal, Itália, França e Roménia.

A propósito da produção de milho em Portugal, José Luís Lopes, presidente da direção da ANPROMIS, recorda que “tem havido um aumento significativo da produção unitária por hectare, que tem compensado alguma redução de área. Esperamos que no futuro haja condições de preços que façam aumentar a área de implantação da cultura. Podemos duplicar a produção, que não haverá problemas de comercialização”.

«Inovação, Tecnologia e Competitividade» será também tema de debate, com a presença de investigadores portugueses que desenvolvem soluções de agricultura de precisão – robots, planos de fertilização a taxa variável, etc. – que visam tornar as explorações agrícolas mais eficientes e sustentáveis.

Para ajudar os participantes a refletir sobre a macroeconomia e o seu impacto no dia-a-dia da agricultura terá lugar uma palestra sobre «Os novos desafios da economia mundial» e um painel de debate sobre o «Papel da agricultura na geopolítica mundial».

A ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo é, recorde-se, um centro de apoio e informação aos produtores e suas organizações, participando, propondo, discutindo e debatendo todas as questões que afetam a produção de milho e sorgo, em Portugal.

O milho é a cultura arvense com a maior expressão em Portugal, ocupando uma área que ronda os 130 mil hectares, com uma produção média anual estimada nas 930 mil toneladas, o que permite que Portugal tenha uma capacidade de auto-aprovisionamento neste cereal de cerca de 35%.

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