Ministra da Agricultura impressionada com a Planície Verde

A ministra da Agricultura e do Mar, quando da sua visita à Planície Verde, em Malaqueijo (Rio Maior).

A ministra da Agricultura e do Mar, quando da sua visita à Planície Verde, em Malaqueijo (Rio Maior).

A Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, visitou em 10/7/2015, a Planície Verde, Sociedade Agrícola, Lda., em Malaqueijo, no concelho de Rio Maior

À chegada à empresa, a ministra foi recebida pelo proprietário, Luís Correia e sua família, a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, vereadores João Lopes Candoso, Ana Filomena Figueiredo e Carlos Nazaré Almeida, o presidente da Junta da Freguesia de Azambujeira e Malaqueijo, Pedro Antunes e o seu homólogo da Junta da Freguesia de Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões, Alexandre Bouzada e Pinto.

A ministra estava acompanhada, entre outras individualidades de dirigentes distritais e locais do CDS-PP, como o presidente da Comissão Política Distrital de Santarém, José Vasco Matafome e a diretora regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo, Maria Elizete Jardim.

Com origem em 1989, a Planície Verde é hoje um mundo, bem pode dizer-se. Assunção Cristas ficou impressionada: “Vi um exemplo extraordinário de trabalho, de afinco de alguém que foi jovem agricultor quando começou aos 18 anos e que agora tem já um historial de duas décadas e meia de muito trabalho, grande investimento e de ambição em melhorar sempre o seu produto, em crescer e expandir a sua atividade, não só em Portugal como também noutras parte do Mundo, para oferecer ao mercado português e não só – também exporta –, um produto de extraordinária qualidade”, começou por declarar a ministra ao jornal Região de Rio Maior, quando indagada se gostara do que vira.

“Eu aqui pude ver um exemplo concreto daquilo que me parece muito importante para o país, que é Portugal afirmar-se como origem de produtos de grande qualidade. E cada vez mais, nós podermos dizer cá dentro e lá fora que a fruta portuguesa ou a alface portuguesa, o melão ou a melancia portugueses têm grande qualidade; isso ajuda-nos a valorizar os nossos produtos, a diferenciar os nossos produtos”, prosseguiu.

Assunção Cristas quis ainda falar da sua satisfação “por saber que há ambição em continuar a valorização do produto”, referindo a propósito a aposta que a Planície Verde está a preparar-se para fazer valorizando “aquilo que hoje não é utilizado, que é desperdício, dando-lhe amanhã outras utilizações; eu acho que esse é muito o caminho: aproveitar tudo, valorizar, diferenciar e associar a Portugal sempre, sempre a qualidade”.

Luís Manuel Salmim Correia ainda mantém as estufas com que principiou a sua atividade em Malaqueijo, em 1989; eram 1.100 metros quadrados; dedicava-se então a diversas culturas hortícolas. Desde então o seu empreendimento cresceu imenso; em 2004 tornou-se a Planície Verde.

A Planície Verde explora atualmente cerca de 200 hectares de terrenos entre estufas e solos a céu aberto, em Malaqueijo e no Baixo Alentejo, e ainda no Brasil (América do Sul), Espanha (Europa) e Senegal (África), o que lhe permite ter sempre produtos frescos nas diversas épocas do ano.

Entre diversos tipos de alfaces, melões, meloa Gália, meloa Cantaloupe e melancias a empresa tem uma produção anual que andará pelas 12.000 toneladas, com as alfaces a representarem aproximadamente 700 toneladas.

A ministra com Luís Correia, à chegada à Planície Verde.

A ministra com Luís Correia, à chegada à Planície Verde.

Luís Correia tem agora 45 anos de idade e uma vida dedicada à agricultura em moldes modernos. A Planície Verde pôde beneficiar de alguns apoios comunitários mas é daqueles casos em que se pode dizer que foram apoios bem empregues, como de resto está à vista. Um investimento de cerca de 2 milhões de euros, parcialmente financiado pelo Proder no montante de 1,4 milhões de euros, distribuídos por dois projetos, um dos quais a estação de Fertirrega, inaugurados pela ministra Assunção Cristas nesta visita, permitiu, em 2014, a mais recente ampliação das instalações de arma-zenamento e embalamento, neste último caso com várias linhas (melão em saco de rede) e três robôs para paletizar o melão e a melancia, tudo isto entre outros mecanismos que tornam o trabalho mais fluído e fácil para a mão-de-obra. “Ao fim destes anos todos temos aqui investidos aproximadamente 5 milhões de euros”, confidencia o empresário ao Região de Rio Maior.

Aspeto parcial da Fertirrega.

Aspeto parcial da Fertirrega.

A Planície Verde, PME de Excelência, emprega muita gente. “Temos muitos empregados sazonais, temos muitos subcontratados – há empresas de serviços que fazem trabalho para nós –, mas sazonais mesmo nossos, neste período da campanha temos cerca de 50. E temos 22 ou 23 trabalhadores efetivos. Nestes picos de produção necessitamos de facto de muita mão-de-obra e isso obriga-nos a recorrer a empresas de trabalho temporário”, elucida Luís Correia.

O futuro próximo da empresa passa por “trabalhar o melhor possível as alfaces, os melões, as meloas e as melancias, daí estes investimentos que temos estado a fazer em máquinas novas, dife-renciadoras, para procurarmos posicionar-nos cada vez melhor no mercado”, para o qual o empresário considera já serem “uma referência”, pelo que “gostaria de continuar o desenvolvimento da empresa nesses mesmos produtos”.

Mas há um projeto na calha, de resto já abordado pela ministra da Agricultura a este jornal; o aproveitamento dos subprodutos da fruta “transformando-os em cubinhos, de maneira a que possamos fornecer as escolas, as creches, etc.” confirma Luís Correia. Estamos a falar do aproveitamento de produtos de excelente qualidade que por qualquer defeito de formato ou exigência de calibragem não podem entrar no mercado, e que daquela forma poderão constituir uma mais-valia.

Isaura Morais já tinha visitado a Planície Verde em 2011, quando acompanhou o ministro da Agricultura de então, António Serrano. “Da última vez que aqui estive, com o Luís foi do lado de fora, porque andámos aí a ver acessos e acessibilidades, mas aqui dentro já não vinha há algum tempo. Percebi, que quem vê de fora não se apercebe do movimento e do trabalho que existe nesta empresa, desta freguesia, em função do produto agrícola que sai daqui todos os dias”, constatou a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

“Quando se trabalha tendo em mente um objetivo bem definido e exequível e se é determinado, como é o caso do Luís, tudo depois à nossa volta atinge um determinado volume, percebe-se que a máquina está em andamento e que é preciso mantê-la assim e é o que ele tem feito”, comentou a autarca. Reconhece que o empresário “tem sido bem apoiado”, mas que o é “porque tem tido resultados”, razão pela qual acredita que “continuará a ser apoiado”. Aliás, vindo aí o novo Quadro Comunitário “esta visita da ministra da Agricultura é o reconhecimento do trabalho que ele está a fazer, pelo que certamente terá enquadramento nesta nova estratégia que é a do Portugal 2020, sabendo-se que o novo Quadro Comunitário aponta não para projetos mas sim para resultados e que os resultados que ele apresentou hoje à ministra são muito bons”.

A autarca não duvida de que vindo a Planície Verde a ser contemplada, “beneficia o empresário, a região e o país”.

8-8pverdeministrabase

Texto e fotos: C. M.

Categorias:Economia, Em Destaque Tags: , , , , , , ,

Também pode ser do seu interesse:

Milho vai a congresso em Portugal dias 7 e 8 de fevereiro Milho vai a congresso em Portugal dias 7 e 8 de fevereiro
Inauguração do Posto Territorial da GNR de Porto de Mós Inauguração do Posto Territorial da GNR de Porto de Mós
Agroglobal, a maior feira agrícola a céu aberto Agroglobal, a maior feira agrícola a céu aberto
Vêm aí a Alimentaria&Horexpo Lisboa e Portugal AGRO Vêm aí a Alimentaria&Horexpo Lisboa e Portugal AGRO

Responder

Enviar Comentário

© 2018 . Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por MDS Implement Ideas.